segunda-feira, 9 de março de 2026

DIAS E NOITES

  




DIAS E NOITES


A noite perdeu sua força, a sua supremacia.

Quando o sol declara que um novo dia vai chegar.

Conforme as horas passam, ela vai perdendo a sua essência.

Olhando para o horizonte, vendo os primeiros raios a brilhar.

Tem dias em que a lua se recusa a perder sua autonomia.

Mesmo não podendo mais o escuro, iluminar.

E permanece visível na imensidão azul, aguardando com paciência.

O momento e a hora de retornar.

Parece que nesses dias, se torna do sol, companhia.

E ambos ficam ali parecendo nos observar.



A companheira das noites mantém sua resistência.

Esperando o sol se pôr e a noite que vai chegar.

A noite que inspira os poetas, na sua poesia.

Mergulhando nos sentimentos que o fazem se inspirar.

O escritor na lapidação e elaboração da sua dramaturgia.

Aproveitando o silêncio da noite para cultivar.

O autor na imaginação da sua fantasia.

Criar mundos que nunca existiram, para alimentar.

O músico, o cantor, para compor a sua melodia.

Com letras, palavras cheias de sentimentos peculiar.

O trovador, quando constrói a sua prosa, a história.

Em cada verso, em cada frase, alguma coisa para lembrar.

A noite que inspira e tudo silencia.

Que traz no seu silêncio um alívio para regenerar.

Guardando todos os segredos, mantendo em custódia.

Nos seres do planeta Terra, horas para descansar.

Mas uma noite faz declaração à outra, sem controvérsia.

Tem momentos que ela se dedica a um único ser, ajudar.

Muitos que, durante o dia, demonstram toda a alegria.

Mas quando a noite chega, em seus aposentos, o que faz, é chorar.

Em meio às lágrimas, certifica em seus anseios, a incidência.

E para a noite, em seu silêncio, revela o segredo do seu refutar.

E conforme as horas passam, permanece na sua insônia.

Aguardando a hora em que o galo vai cantar.

Quando a última gota de orvalho molhar a relva, perderá sua eficácia.

Ao som da alvorada dos pássaros, que demonstram gratidão ao voar.

O brilho do luar se retira para que comece um novo dia.

Que não deixa espaços e nem vazios, em seu desdenhar.

O barulho de carros, pessoas, indústria, em sua referência.

O dia não se importa com a dor, as lágrimas e o balbuciar.

O movimento da terra parece acelerar, acompanhando a euforia.

O ritmo alucinante dos seres atarefados, aglomerações, parece hostilizar.

O dia não se importa com segredos e nem com contingência.

Apenas cumpre o seu papel, sem banalizar.

O dia não abandona ninguém, mas cria expectativas, é sua essência.

Tem a finalidade de provocar nas pessoas, o motivar.

Permita que o sol brilhe para todos, com empatia.

A cada amanhecer, uma nova esperança, parece se adequar.

A noite não é a ausência de luz, tem a sua importância.

Onde não existe luz, é outra coisa, é a escuridão, que devemos evitar.

As trevas, é o lugar onde não existe noite e nem dia.

Só os espectros que se incomodam com o nosso brilho, ao luar.

A noite é com um espelho, que reflete o dia.

E o dia, por sua vez, retribui, com a lua controlando as marés, lá no mar.

Em momentos que o céu está nublado, ele sente da lua, a ausência.

Nas noites frias, ela sente falta dos raios quentes, solar.

A noite ladrilha as veredas para o dia.

E ele constrói uma jornada para a noite chegar.


(Claudio Alves de Oliveira)

Dias e noites

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