A HORA CHEGOU
Um dia vai acontecer é inevitável. E vai chegar o momento, a hora, o minuto. Em que tudo finda, tudo acaba. E deixamos tudo, nada mais nos resta. Terminamos nossos dias, chegou a hora.
Nesse momento seremos inconvenientes. Não podemos mais ajudar, nem estender as mãos. Nem falar palavras de motivação, de ajuda. Nem olhar nos olhos buscando uma verdade da alma. Nem dizer ao nosso familiar “eu te amo”.
As palavras cessaram e nem sussurros se ouvirá mais. Não haverá mais sorrisos, nem lágrimas. Nesse momento deixamos de existir. Logo seremos levados para um lugar. Esse local onde todos acabam indo. Nossa última morada na terra.
Não temos como resolver ou consertar algo. Alguma coisa inacabada que ficou para amanhã. Estando dois em uma casa, só vai restar um.
Estando no telhado não vai dar tempo de descer.
Estando alguém fora da cidade, não conseguirá voltar. Alguém saiu para uma viagem, será a última.
O que temos a certeza, é que acontecerá. Vai existir enumeras argumentações. Justificativas, mas serão inúteis. É verdade que alguns eventos poderiam serem evitados. Pelo menos aos nossos olhos, e entendimento. Imprudências, negligências de profissionais.
Por exemplo, alguns acidentes aéreos poderiam ser evitados.
O que foi constatado, segundo as investigações. Ou no trânsito, aquela colisão que ceifou vidas. O bombardeio, ou a bala perdida, ou a explosão.
Há um tempo bem distante, lá no passado. Uma mulher chorava e não aceitava ser consolada. Seus filhos estavam sem vida, com outras crianças. Tinham menos de dois anos de vida. Um rei havia ordenado a matança dos inocentes. A justificativa dele, medo de que entre os recém-nascidos. Estivesse o seu sucessor.
Um decreto sangrento, que destruiu a inocência. Todas as certezas que temos, é que existe um propósito. Que muita vezes não aceitamos. Não compreendemos, nem assimilamos.
Como escreveu um sábio, há um tempo para tudo. Talvez estivesse escrito em algum lugar. Que aquelas crianças teriam aquele tempo de vida. Em um lugar inacessível aos homens. Já estava determinado que aquelas crianças. Viveriam pouco tempo.
Não se preocupe porque existe uma justiça que não falha. Se o sangue derramado, clama por justiça. Os homens que se dedicam a não acreditarem em DEUS. O culpam por situações criadas por homens sem DEUS. Se justificam em ações que eles mesmo criaram. A fome, a pobreza, as guerras e a injustiça.
A terra, o planeta terra tem recursos. Esse é um mundo criado para ser habitável. Uma natureza esplendorosa, magnífica. Somos um ponto no vasto universo. “Um pálido ponto azul no universo”.
O nosso tempo está determinado nesta terra. Os nossos dias estão contados. Em algum lugar longe da nossa dimensão. Está contabilizado a vida de cada ser humano. Alguns serão centenários. Outros apenas verão esse mundo, uma única vez. Tão logo chegou, já partiu. E outros que na formação não resistiram.
Mas aí daqueles que impediram a vida. Que não permitiram que aquela alma abrisse seus olhos. Crianças que foram assassinadas. Sem ver a luz do sol, nem o brilho do luar. Que ainda não viu as cores.
O que dizer para alguém que perdeu um familiar. Somos como as flores de um jardim. Um dia o jardineiro vai precisar da sua beleza em outro lugar. O seu cheiro suave vai exalar em outra dimensão. Já fez seu papel aqui, precisa mudar de jardim.
Se continuasse aqui, suas pétalas cairiam. Suas folhas secariam, as raízes não teriam mais a fotossíntese. Perderia sua beleza, sua forma, seu esplendor. E logo não serviria mais para o jardim.
O jardineiro poderia queimar com as pragas e as ervas daninhas. Antes que ocorresse o mal, foi preciso, foi necessário. Somos apenas um sopro de vida que nos sustém vivos. Nos demais, somos apenas o pó da própria terra.
Nos transformamos algo natural em desespero. A carreira que alguém concluiu, celebramos com choro e lamentações. Mas essa dor, é irreparável, é insuportável. Não existem palavras que aliviem.
Nem argumentos, justificativas.
Mesmo que estivéssemos esperando. Nossos lábios até, dizem, descansou. Mas os olhos não controlam a tristeza. E logo as lágrimas escorrem. O contraste da festa com a nossa chegada.
A felicidade de uma família quando chegamos ao mundo.
Agora a infelicidade estampada nas faces, com a nossa despedida.
Não deixe para amanhã o que pode ser feito agora.
Não custa nada pedir desculpas, perdão.
Ou se perdoar, não sabemos quando será.
Quando ouviremos a nossa última canção.
Quando nossos lábios dirão as últimas palavras.
Não fazemos ideia da última vez que falaremos com DEUS.
Que faremos nossa oração, pedindo pelos outros.
Ou por nós mesmo, ou exprimindo nossa gratidão.
Quando nossos olhos fecharem para sempre.
E a nossa voz se calar.
Que estejamos preparados para eternidade, em Glória.
(Claudio Alves de Oliveira)
A hora chegou
Acesse o vídeo:
https://dai.ly/xa3inwo (se preferir está no Daylemotion)

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