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sábado, 28 de março de 2026

A HORA CHEGOU

 


 

 

 

  

A HORA CHEGOU



Um dia vai acontecer é inevitável. E vai chegar o momento, a hora, o minuto. Em que tudo finda, tudo acaba. E deixamos tudo, nada mais nos resta. Terminamos nossos dias, chegou a hora.

Nesse momento seremos inconvenientes. Não podemos mais ajudar, nem estender as mãos. Nem falar palavras de motivação, de ajuda. Nem olhar nos olhos buscando uma verdade da alma. Nem dizer ao nosso familiar “eu te amo”.

As palavras cessaram e nem sussurros se ouvirá mais. Não haverá mais sorrisos, nem lágrimas. Nesse momento deixamos de existir. Logo seremos levados para um lugar. Esse local onde todos acabam indo. Nossa última morada na terra.

Não temos como resolver ou consertar algo. Alguma coisa inacabada que ficou para amanhã. Estando dois em uma casa, só vai restar um.

Estando no telhado não vai dar tempo de descer.

Estando alguém fora da cidade, não conseguirá voltar. Alguém saiu para uma viagem, será a última.



O que temos a certeza, é que acontecerá. Vai existir enumeras argumentações. Justificativas, mas serão inúteis. É verdade que alguns eventos poderiam serem evitados. Pelo menos aos nossos olhos, e entendimento. Imprudências, negligências de profissionais.

Por exemplo, alguns acidentes aéreos poderiam ser evitados.

O que foi constatado, segundo as investigações. Ou no trânsito, aquela colisão que ceifou vidas. O bombardeio, ou a bala perdida, ou a explosão.

Há um tempo bem distante, lá no passado. Uma mulher chorava e não aceitava ser consolada. Seus filhos estavam sem vida, com outras crianças. Tinham menos de dois anos de vida. Um rei havia ordenado a matança dos inocentes. A justificativa dele, medo de que entre os recém-nascidos. Estivesse o seu sucessor.

Um decreto sangrento, que destruiu a inocência. Todas as certezas que temos, é que existe um propósito. Que muita vezes não aceitamos. Não compreendemos, nem assimilamos.

Como escreveu um sábio, há um tempo para tudo. Talvez estivesse escrito em algum lugar. Que aquelas crianças teriam aquele tempo de vida. Em um lugar inacessível aos homens. Já estava determinado que aquelas crianças. Viveriam pouco tempo.

Não se preocupe porque existe uma justiça que não falha. Se o sangue derramado, clama por justiça. Os homens que se dedicam a não acreditarem em DEUS. O culpam por situações criadas por homens sem DEUS. Se justificam em ações que eles mesmo criaram. A fome, a pobreza, as guerras e a injustiça.

A terra, o planeta terra tem recursos. Esse é um mundo criado para ser habitável. Uma natureza esplendorosa, magnífica. Somos um ponto no vasto universo. “Um pálido ponto azul no universo”.

O nosso tempo está determinado nesta terra. Os nossos dias estão contados. Em algum lugar longe da nossa dimensão. Está contabilizado a vida de cada ser humano. Alguns serão centenários. Outros apenas verão esse mundo, uma única vez. Tão logo chegou, já partiu. E outros que na formação não resistiram.

Mas aí daqueles que impediram a vida. Que não permitiram que aquela alma abrisse seus olhos. Crianças que foram assassinadas. Sem ver a luz do sol, nem o brilho do luar. Que ainda não viu as cores.

O que dizer para alguém que perdeu um familiar. Somos como as flores de um jardim. Um dia o jardineiro vai precisar da sua beleza em outro lugar. O seu cheiro suave vai exalar em outra dimensão. Já fez seu papel aqui, precisa mudar de jardim.

Se continuasse aqui, suas pétalas cairiam. Suas folhas secariam, as raízes não teriam mais a fotossíntese. Perderia sua beleza, sua forma, seu esplendor. E logo não serviria mais para o jardim.

O jardineiro poderia queimar com as pragas e as ervas daninhas. Antes que ocorresse o mal, foi preciso, foi necessário. Somos apenas um sopro de vida que nos sustém vivos. Nos demais, somos apenas o pó da própria terra.

Nos transformamos algo natural em desespero. A carreira que alguém concluiu, celebramos com choro e lamentações. Mas essa dor, é irreparável, é insuportável. Não existem palavras que aliviem.

Nem argumentos, justificativas.

Mesmo que estivéssemos esperando. Nossos lábios até, dizem, descansou. Mas os olhos não controlam a tristeza. E logo as lágrimas escorrem. O contraste da festa com a nossa chegada.

A felicidade de uma família quando chegamos ao mundo.

Agora a infelicidade estampada nas faces, com a nossa despedida.

Não deixe para amanhã o que pode ser feito agora.

Não custa nada pedir desculpas, perdão.

Ou se perdoar, não sabemos quando será.

Quando ouviremos a nossa última canção.

Quando nossos lábios dirão as últimas palavras.

Não fazemos ideia da última vez que falaremos com DEUS.

Que faremos nossa oração, pedindo pelos outros.

Ou por nós mesmo, ou exprimindo nossa gratidão.

Quando nossos olhos fecharem para sempre.

E a nossa voz se calar.

Que estejamos preparados para eternidade, em Glória.

(Claudio Alves de Oliveira)

A hora chegou

Acesse o vídeo:

https://dai.ly/xa3inwo (se preferir está no Daylemotion)




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

APENAS...






APENAS...



Isso não se trata de um texto, ou uma reflexão.

É apenas palavras e letras, nessa declaração.

Eu colocaria palavras profundas e de grande comoção.

Mas, no fundo, eu não consigo, escrever com tanta paixão.

Mesmo que haja esforço, mas falta inspiração.

Mas desistir, é uma palavra que não merece descrição.

Desistir é para os fracos e sem ambição.

Não podemos se dobrar diante, de uma adversa situação.

Precisamos buscar de alguma forma, ou maneira, uma solução.

Ainda que estejamos sujeitos a uma grande, decepção.

Mas abandonar a luta, deixar de guerrear, está fora de cogitação.

Deixar se abater devido a alguma, especulação.

Os obstáculos e barreiras só alimentam, nossa superação.

Não importa se nossos sonhos são, só ilusão.

Ou se a nossa vida faz parte de uma, ficção.



O que importa é que nossas ações, gerem reação.

Que o nosso brilho não se apague diante, da tribulação.

Que a nossa paz não se contamine, no meio da humilhação.

Que o nosso caráter não se abale em confronto, com transgressão.

Que a nossa crença não ceda em meio, a contradição.

Nem a nossa fé se acabe, quando formos levados, a tentação.

A nossa simplicidade continue intacta, ainda que formos a prisão.

Nossa humildade não deixe de existir mesmo, sofrendo com a ingratidão.



Nossa alegria não se transforme em tristeza, mesmo na desilusão.

Ainda que estivermos só e na, solidão.

Jamais vamos dar espaço e terreno, para a depressão.

Que o nosso vigor nunca se perda, na devassidão.

Que nada nos afete e nos fira, nesse mundo de imensidão.

Que nosso comprometimento seja com, a verdade e determinação.

Que nosso empenho seja em fazer, o bem com muita, dedicação.

Que nossos esforços se voltem, em amar sem fazer, acepção.

Que nossas metas sejam, em torno do amor e afeição.

Nossos objetivos sejam, todos, voltados para a retidão.

Agradeço muito por sua presença, e sua atenção.

Como disse no começo, me falta inspiração.

Mas essas coisas, escrevi com o coração.

Não tenho grandes pretensões.

Apenas viver esse momento e a vida com emoção.

Não tenho muito para oferecer, apenas essa composição.

Fazer de cada minuto e cada instante, uma razão.

Motivos para nunca parar, nem desistir da aquisição.

Tentando a todo o momento buscar, uma capacitação.

E a cada dia deixar o conhecimento, realizar a sua absorção.

Aprender, mudar, crescer em sabedoria é o que faz parte, da minha evolução.

Fico muito motivado, com sua compreensão.

Um grande abraço, minha saudação e até um dia, então.



(Claudio Alves de Oliveira)

Apenas...




terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

APENAS SORRIA...

 


APENAS SORRIA...



Sorria para este dia um novo amanhecer.

Sorria para o dia que está nascendo.

Sorria para a esperança que este dia nos traz.

Sorria para as expectativas aguardadas.

Para o desenrolar dos acontecimentos.

Sorria para os seus entes queridos.

A sua fortaleza, a aljava do guerreiro.

Sorria quando romper a aurora.

Quando as gotas de orvalho forem iluminadas pelo sol.



Sorria para a terra agradecida.

Sorria para as águas e seu eterno ciclo.

As sementes germinando.

Os pássaros no seu alvoroço.



As borboletas realçando a natureza.

E o verde das matas sempre envolvente.

Sorria para o azul abarcante do firmamento.

E pelas nuvens que se deslumbram em figuras no horizonte.

Sorria para as pessoas, cumprimente seus vizinhos.

Abrace seus amigos e converse consigo mesmo.

Converse com seu cachorro ou com seu animal de estimação.



Faça a valer a pena mais esta oportunidade.

Seja agradecido, seja grato e emane alegria.

Sorria para a vida e ela lhe será grata.

Faça brilhar a tua felicidade.

Faça irradiar a tua felicidade e sua gratidão.

E deixe esse dia escrever mais um capítulo da sua história.

Quando ele terminar a esperança não morrerá.

Porque a esperança se renova a cada amanhecer.

Quando a noite chegar nada vai mudar.

Será apenas expectativas e espera para um novo dia.

Momentos de sonhar, se inspirar.

Que os acontecimentos nos surpreendam.

Quando a noite se for e luz voltar.

Mais uma chance, uma dádiva de DEUS.

Viva o hoje, viva o agora.

O ontem já passou e o futuro é promissor.

O melhor da vida ainda está por vir.

Apenas sorria.

Ainda que esse sorriso esconda alguma dor.

Esconda alguma decepção.

Ainda que esconda alguma lágrima.

Ainda que esconda uma tribulação.

Ainda que não haja motivos para se alegrar.

Ainda que não tenha razões para felicidade.

Ainda assim sorria, porque ainda tem vida.

Ainda existe vida, tens tudo.

Pois enquanto vive ainda tem esperança.

A brasa poder estar ofuscada, cheia de fuligem.

Mas um sopro a faz se tornar incandescente.

O teu sorriso é o que fará a diferença.

Acredite, muitos estão em situação difícil.

Ainda mais crítica, um sorriso seu será uma alavanca.

Seu sorriso será o assopro naquela brasa ofuscada.

Enquanto houver vida haverá esperança.

Então sorria mesmo chorando.

Mesmo com dor, mesmo em declínio.

Mesmo a espera de algo ainda pior.

Mas sorria, apenas sorria.









(Claudio Alves de Oliveira)


Apenas sorria


segunda-feira, 10 de novembro de 2025

VOCÊ SABE O QUE É SAUDADE?


 

VOCÊ SABE O QUE É SAUDADE


Você sabe o que é saudade? Consegue explicar.

Quando voltei na infância, observando objetos que ficou no passado.

Uma caixa velha, contendo lembranças tão antigas.

Um caderno contendo anotações de um tempo que se foi.



Uma lanterna antiga, com as pilhas, que ainda funcionavam.

A casinha antiga vista de dentro, a velha estante de madeira.

Esse que se abriu revelando o passado.

Alguém diz, são coisas velhas empoeiradas.

Eu respondo, é a minha história.

São os meus feitos da infância.

São os assuntos dos meus sonhos.

Então eu questiono: Você sabe o que é saudade?

Consegue explicar esse sentimento.

Remexendo no passado, revejo coisas que nem lembrava mais.

E de repente eu lembro de sonhos.

Que refutam com a realidade.

Cenas que dentro do sonho, pareciam pertencer a outro sonho.

Que pena que foi só um instante.

Tinha muita coisa para ver e tocar.

Logo a empolgação do momento, nos leva a abrir os olhos.

E aquilo não era real, apenas acontecia enquanto dormia.

Mas aquela frase soava tão alto.

Uma pergunta bem direta.

Para quem desprezava o passado.

Para os que não se importam, com as lembranças.

Enquanto olhava para aquele portal que se abriu.

Revelando o tempo que não volta mais.

Mostrando o que ficou tão distante, lá no passado.

Talvez quem estava comigo percebeu a minha expressão.

Como aquela cena me transformou.

Então eu apontava o dedo, mostrando à pessoa.

Aquele lugar que era apenas retratos do passado.

E dizia, isso é saudade.

Mas o questionamento dela.

Argumentava que aquilo eram coisas velhas.

Não me importei com isso.

E fui ver o que o passado me revelava.

Que pena que acordei.

Que pena que muita coisa não consigo lembrar.

Foi como um flash.

Foi muito rápido.

A saudade não são somente objetos, o físico.

Mas também o transcendente, o nosso cérebro.

Porque o físico se acaba, envelhece e apodrece.

Se for o metal, enferruja.

Mas a saudade também é um sentimento.

Esse que o tempo não apaga.

Nem as eras, o desfaz.

Ficam escritos, entalhados em nossos corações.

Mesmo que acabamos esquecendo.

Um dia, como hoje.

Ele volta em forma de sonho.

Em lapsos de memória.

E você? Sabe que é saudade?

Consegue explicar, determinar o que é?

Eu prefiro assim.

Deixar que ela nos surpreenda.

Cada um de nós teria uma resposta diferente.

Diria que são caminhos apenas.

Portais, que nos levam ao mesmo lugar.

O hoje, o agora.

Porque hoje quando acordei.

Senti saudades de 1 minuto atrás.

Quando estava sonhando.

O passado não volta.

Mas o sentimento nunca morre dentro de nós.

Alguém pode dizer, que coisa banal.

Só quem chora, compreende o peso de cada lágrimas.

Só quem está distante, entende como machuca a solidão.

Só quem está no leito, tem consciência do que é a dor.

Só quem perdeu alguém, entende o que é o vazio do luto.

Só quem teve passado, sabe o que é lembranças.

Só quem foi enganado, conhece o amargo sabor da traição.

Quem não tem saudades?

Quem não sentem saudades de alguém?

A antiga casinha, a outra cidade.

Os velhos amigos, de alguém que se foi.

Ou da infância que tão distante ficou.

Do sítio, da fazenda, da escola.

Ou do passado que ficou no tempo.

Que hoje relembramos.

Arrancando de nós, lágrimas ou sorrisos.


(Claudio Alves de Oliveira)


Você sabe o que é saudade?

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

A ÚLTIMA NOITE



A ÚLTIMA NOITE

Baseado numa história real


Já deve ter ouvido muitas histórias de gatos.

Mas, nunca ouvia a minha.

Esqueça esse negócio de sete vidas.

Só temos uma vida mesmo e conexão com o além.

Esquece isso, só a nossa visão é mais aguçada.

Fomos considerados divindade no passado.

Mas não passamos de um animalzinho.

Que adora carinhos, ser amado pelos humanos.

Em suma, somos criaturas adoráveis, é o que somos.



Vou começar a minha história, então.

Numa noite de verão, foi quando tudo aconteceu.

Minha visão turva uma dor imensa, sentia os efeitos do veneno.



E na minha mente pensava, acabou pra mim, é o fim.

Mas, voltando um pouco, nasci num sítio final dos anos 70.

Minha pelagem totalmente preta, exceto por um detalhe em branco.

E como todo os felinos não dependem muitos dos humanos.

Ainda mais num lugar onde roedores e passarinhos eram a maioria.

Logo depois de me tornar independente aprendi a sobreviver.

No entanto, nunca deixei minha casa, ali com meus amigos humanos.

Uma casa de madeira a beira de uma estrada, e uma plantação de banana ao fundo.

Um pouco antissocial, não fazia questão de conviver com os cachorros.

Meus objetivos e instintos eram outros, apesar de morar na casa e me alimentar também.

Não fazia muita questão de ter contato com as pessoas e nem com seus animais de estimação.

Minhas aventuras, ou melhor meu passatempo era andar pela plantação, na mata e ali atacava as pequenas aves.

Roedores que se atreviam a entrar no meu caminho, me serviam de banquete.

Eu vivia feliz, era do meu jeito como fui feliz, nas minhas aventuras, encontrava os cachorros.

Não se importavam comigo, não me importunavam me respeitavam como membros da família.

Eu sei, está meio chato essa história.

Calma que já chego lá.

Vivi muitas aventuras felinas naquele lugar.

Numa dessas noites quentes de verão.

Voltei das minhas caçadas mais cedo.

Na antiga casa de madeira as pessoas dormiam.

O pai e a mãe, num quarto e em outro, seis crianças.

Deite-me na sala da casa, com muito sono, fechei os olhos.

Fui acordada com um barulho de alguma coisa se rastejando.

Os cachorros da casa ficavam sempre alertas.

Mas aquela coisa que se rastejava rompeu a barreira.

Fiquei alerta, e o barulho foi ficando mais próximo.

Entre os vãos da madeira observei uma língua fina.

Vi a cabeça e depois o resto do corpo.

Aquilo era uma cobra, mas o que faria dentro da casa.

Miei alto, mas ninguém ouviu.

Foi para a frente da serpente querendo dizer a ela.

Saia, aqui não é o seu lugar.



Mas aquele animal estranho não queria conversa.

Minha presença não diminui o seu ímpeto.

Que logo tentou me picar, mas desviei.

E continuou a se rastejar em direção aos quartos.

Então eu gritei, aqui não, você vai sair.

E mordi no rabo daquele bicho, senti uma picada nas costas.

Arrastei de volta para a sala.

Meus olhos ficaram turvo, tudo embaçado.

Mas eu precisava defender aquele lugar, o meu lar.

Meus movimentos não eram mais os mesmos.

Sentia o veneno correndo em minhas veias.

Meu instinto falava mais alto que a minha dor.

E mordi de novo o corpo da cobra.

E novamente ela me picou nas costas.

Mas dessa vez peguei a cabeça dela com minhas presas.

E não soltei mais, senti que se enrolava em mim.

Lutando contra o veneno que me enfraqueceu muito.

A cobra fazia muita força enrolada em meu corpo.

Mas as minhas presas penetrava cada mais naquele crânio.

Senti um pouco depois que a cobra não tinha mais força.

Foi me soltando, até que não tinha mais movimentos.

Percebi que a cobra não tinha mais vida.

Essa foi a última coisa que vi, a cobra morta.



Então eu também percebi que não consegui mais me mexer.

Tentava miar, mas não conseguia.

E naquela noite de verão, meus olhos se fecharam para sempre.

Não sei quais eram as intenções daquela cobra.

Mas, findei a carreira com a missão de proteger aquela família.

E isso eu fiz, mesmo que isso custou minha vida.

Entre os humanos esse fato foi contado.

Se tornou uma espécie de milagre.

Afinal de contas ninguém se feriu daquelas pessoas.

Já ouve casos desses animais peçonhentos invadirem casas.

E dormiam em cima do chinelo das pessoas.

Que quando acordavam e se levantavam da cama.

Ao pôr os pés no chão acontecia o acidente.

Essa é minha história.

A gatinha preta que salvou uma família.


(Claudio Alves de Oliveira)

A última noite