quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O DIA E A NOITE (Música Autoral)

 


MÚSICA AUTORAL: 

O DIA E A NOITE





Quando o sol se pôr, lá no horizonte.

E seus raios fizerem ranhuras no céu.

Atravessando as nuvens que se opõem.

Relutando em deixar de brilhar.

Deixando seus últimos raios do dia.




A lua logo acorda do seu sono.

Iluminando toda a terra.

O mar prefere refletir o seu brilho.

E as estrelas como um manto de luzes.

Acompanham a lua durante a noite.






O orvalho molha as folhas das árvores.

Cai na relva e a deixa molhada.

Tornando-se cintilantes com a luz do luar.

Que faz questão de iluminar suas gotas.

Enquanto a natureza adormece tranquila.



O tempo e o universo se preparam.

Logo mais a aurora vai romper.

Pequenos raios surgem pelas montanhas.

Entre as folhas e galhos das árvores.

As gotas do orvalho vão deixando seu lugar.



A natureza fica ruidosa, barulhenta.

Com os pássaros fazendo grande algazarra.

O pequeno rio se agita, as águas se alegram.

Refletem os raios do sol e se aquecem.

E parecem ficar mais caudalosa.




Os pequenos peixes sobem à superfície.

Em sinal de gratidão, saltando no ar.

Tentando sentir o mundo desconhecido.

Sentindo a sensação de viver fora da água.

Ou apenas sentir o vento tocar nas escamas.



Atrás das montanhas surge o sol imponente.

Com seus raios para aquecer toda a terra.

Um novo dia se inicia, um novo ciclo.

Um novo amanhecer surge cheio de esperança.

Com novas oportunidades, um novo recomeço.


Um novo amanhecer surge cheio de esperança Com novas oportunidades, um novo recomeço!



Claudio Alves de Oliveira


terça-feira, 1 de setembro de 2026

A ESTRADA SOMBRIA (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 


 
 

A ESTRADA SOMBRIA


 


Naquela estrada estranha.

Que ninguém sabe aonde termina.

Existem lendas que alimentam o medo.

Já faz muito tempo que ninguém passa lá.



Todos que se aventuraram, nunca mais voltaram.

Talvez exista alguma maldição.

Algo sobrenatural ou outra coisa.

Só uma pessoa voltou de lá.



Ouvi tanta coisa, que resolvi investigar.

Não vi nada que pudesse relevar.

Passei uma noite na penumbra da estrada.

Andei pelas montanhas e matas.



Na madrugada senti um arrepio.

Era o frio, ou o medo tentando me dominar.

Quando a coruja cantou eu tremi.

Me deu medo, ouvindo o barulho das asas.



Conheci um Senhor muito velho.

Cansado da vida e da solidão.

Que sua história contou.

Depois de um tempo de casado.



Um dia um viajante apareceu.

Com fome e roupas rasgadas e ajuda pediu.

No outro dia, quando acordou.

Estava amarrado na cama.



Sua esposa abraçando o viajante.

Recolhia tudo o que tinha.

Suas economias e tudo de valor.

E depois partiu dizendo “morra em paz”.



Ficou amarrado por muito tempo.

Ele não soube dizer.

Mas disse que às noites, uma ave o ajudava.

Trazia comida para ele:



O que conseguia, frutas, raízes e animais.

Um dia a corda apodreceu.

E conseguiu sair e aprender a andar de novo.

Abraçou a solidão e criou todas as lendas.



Não quis contato com nenhuma pessoa mais.

No dia marcado para meu retorno.

Aquele velho também partiu.

Por uma estrada sem fim e sem volta.



Encontrei seus documentos.

Já tinha vivido mais de um século.

Guardado entre seus pertences.

Ainda tinha uma foto.

Daquela que ele tanto amou,

Mas também odiou.



Se precisar viajar não passe por lá.

Vou manter viva a lenda da estrada sombria.

Em memória daquele senhor.

Que a solidão e a distância o abraçaram.



(Claudio Alves de Oliveira)

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

AINDA NÃO ACABOU (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


 
 

AINDA NÃO ACABOU





Quando o hoje se tornar saudade.

O ontem ficar no esquecimento.

O silêncio for a única palavra ouvida.

E a distância for a única companhia.




Os lamentos se tornarem mais árduos.

É o momento de quebrar barreiras.

Mudar os hábitos e forma de agir.

Sair da passividade e encarar as diferenças.




Buscar conformidade nas equivalências.

Às vezes, temos que ser o leão.

Se tornar o rei da savana.

Problemas e indecisões todos têm.




As oportunidades sempre aparecem.

Mas algumas são únicas.

É como as voltas que o mundo dá.

Algumas se vão e carregando.

Aquela oportunidade para sempre.



Quando o silêncio e a solidão se fundirem

Não haverá mais volta.

Quando a distância se tornar extrema.

E for para bem longe.

Não haverá mais retorno.



Se for valer a pena, precisa lutar.

Se existem valores a serem defendidos.

Precisa se defender, revidar.

Se ainda respira e porque não morreu.

Se existem brasas vivas, ainda existe fogo.



Jamais desista daquilo que está ao seu alcance.

Enquanto houver raios do sol, é dia.

As incertezas se definha.

Mas as certezas a cada dia.

Tornam-se ainda mais vigorosas.



Quando a saudade chegar.

Tenha o que recordar.

Quando o silêncio se aproximar.

Existem palavras para declarar.



É o momento de se renovar.



Claudio Alves de Oliveira

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

ELA TE ENCONTROU (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


 

ELA TE ENCONTROU


 


Uma estação rodoviária

Um lugar que leva a muitos destinos.

Mas aquele homem não esperava.

Voltar para o início.

Quando sua história começou.

O seu passado virou presente.



Não foi a condução que o conduziu.

Mas foi uma melodia.

Em um palco improvisado.

Dois violeiros entretinham os viajantes.

Cantando e tocando antigas canções.

Aquelas que falavam do sertão.



Quando ele teve certeza gritou.

Não é possível, não posso acreditar.

E aproximando dos violeiros.

Caiu de joelhos em prantos.

Um deles parou de cantar.

Se aproximou daquele homem.

Para ajudar, estendeu as mãos.



O outro violeiro não parou de tocar.

O homem ainda de joelhos disse:

Eu conheço essa viola.

Seus olhos brilhavam olhando o instrumento.


As pessoas pararam e fizeram silêncio.

O violeiro percebeu aquele coração alegre.

-Se levanta amigo, e conte a sua história.

Entre lágrimas e sorrisos ele fala.



-Amigos, o som dessas cordas eu reconheci.

Essa viola foi minha companheira.

Durante alguns anos, éramos um só.

Os acordes dela eram marcados.

Pelas batidas do meu coração.

Choramos juntos e nos alegramos.

Até que um dia fui enganado.



Estávamos em uma cidade.

Fazendo um show para muita gente.

Meu parceiro e o nosso empresário.

Fugiram com tudo, me abandonaram.

Só não levaram a viola.

Longe de casa sem dinheiro.

Tive que vender ela pra comer.

E poder voltar pra casa.





E deste episódio em diante.

Nunca mais cantei nem toquei.

Quando ouvia alguma música eu fugia.

Mas hoje enquanto você tocava.

Ela se conectou comigo.

Senti de novo aquele desejo.

Senti o prazer de viver voltando.

A vontade de cantar e tocar.

Isso me faz tanta falta.

Todos esses anos, nessa amargura.

Só deixa eu abraçá-la.



O violeiro em lágrimas.

Estendeu a mão com a viola.

E disse: esta viola te pertence.

Ela é sua, nunca usei para tocar.

Mas hoje alguma coisa me dizia.

Que deveria estar com ela.

Meu amigo, ela te encontrou.



Claudio Alves de Oliveira

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

MINHA VIDA (música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 


 
 

MINHA VIDA


 


Me sinto tão só.

Minha vida mudou.

Depois de tudo.

Foi uma tragédia eu sei.


Quem eu era e quem sou.

Quando comparo, me fere.

Isso me magoa muito.

Tento me adaptar e aceitar.

Luto todos os dias

Procuro me motivar.

Perdoar aquele motorista.

Sua imprudência foi cruel.

Que me jogou na sarjeta.

É assim que me sinto.


Preso nessa cadeira.

Preciso de ajuda.

Para coisas simples.

Como calçar um sapato.


Existem coisas, atividades.

Que fazem tanta falta.

Caminhar sob a luz do luar.

Velejar pela costa.

Mergulhar se aproximar.

Dos peixes e das plantas.

Escalar uma montanha.

Mas eu mergulhei.

Na mais profunda solidão.

Velejo contra uma tormenta.

E escalo a infelicidade.


De um passado feliz.

Que parece que nunca existiu.

De um presente de dor.

É um futuro sem remédio.

Minha companhia hoje.

É essa cadeira, mas também.

É minha solidão.

Todos os dias parece me dizer.

-Somos um só.

Não pode me abandonar.

Se eu te deixar.

Nem se mexer vai mais.

Deixe que eu te levo.

Até a sala, a cozinha.

Ou na rua, vamos tomar sol.



Quem eu era e quem sou.

Quando comparo, me fere.

Isso me magoa muito.

Tento me adaptar e aceitar.

Luto todos os dias

Procuro me motivar.


Só sei que preciso viver.

 

Claudio Alves de Oliveira 


sábado, 15 de agosto de 2026

VELHAS CANÇÕES (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: Uma singela homenagem a cidade em que nasci.


  

VELHAS CANÇÕES


 



Recordo-me com saudade.

Do tempo que ficou lá atrás.

Tão distante, lá no passado.

Das caminhadas pelas matas.



Do trabalho duro do campo.

Das brincadeiras nas escolas.

Dos amigos que lá deixei.

Dos quais não tenho notícias.



A comunicação era por cartas.

A tecnologia era uma sonho.

E por lá, alguns ficaram.

Outros saíram, daquele lugar.



O tempo passou e nunca mais voltei.

Mas revivo o passado nos meus sonhos.

E na minha imaginação me sinto lá.

Como se o tempo tivesse parado.





Guardo comigo os momentos tão belo.

E tento apagar as horas amargas.

Ainda lembro dos sonhos da infância.

Das brincadeiras, das cheias do rio.




Um violão desafinado nas noites.

E nós nos achando grandes cantores.

Passávamos horas em volta da fogueira.

Entoando as mais belas canções.




Parece que a música parou no tempo.

Não consigo ouvir as de hoje.

Sinto que a inocência foi perdida.

E a decência ficou lá no passado.




O tempo passou e nunca mais voltei.

Mas revivo o passado nos meus sonhos.

E na minha imaginação me sinto lá.

Como se o tempo tivesse parado.




Essa canção é uma homenagem.

À cidade de Juquiá, onde nasci.

Eu vivi, passei minha infância.

E algum tempo depois tive que partir.




Embora distante ainda faço parte.

Da sua história, da sua epopeia.

Meu nome ainda estás nos registros.

Se não estiver, está no passado.




O tempo passou e nunca mais voltei.

Mas revivo o passado nos meus sonhos.

E na minha imaginação me sinto lá.

Como se o tempo tivesse parado.



(Claudio Alves de Oliveira)

domingo, 9 de agosto de 2026

UM MOÇO RUIVO (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 
 

UM MOÇO RUIVO




O dia hoje está diferente.

E ele se depara com uma cena.

Um povo encolhido e com medo.

Existia uma guerra acontecendo.


Naquele vale as afrontas ocorrem.

Mas o que o intriga, é que.

Nenhum daqueles bravos soldados.

Teve coragem de encarar o inimigo.




As proporções eram bem diferentes.

Mas era apenas um, se esse caísse.

Os outros fugiriam, apenas um obstáculo.

Olhando para as circunstâncias.



Procura nos olhos daqueles homens.

O brilho da vitória e não encontra.

Fala algumas palavras, de motivação.

-Olha quem está com vocês nessa batalha.




Não tem comparação.

Com esse que vos afronta.

Mas ninguém reagiu.

Nenhum tomou a frente.

Ele não teve escolha.


E se colocou na frente de batalha.

Quiseram encouraçá-lo, armá-lo.

Mas rejeitou, sem armadura.

Sem lança, sem espada.

Só com a funda.


E cinco pedras do riacho.

Se colocou na frente do gigante.

Munido da fé e cheio de Deus.

A distância foi sua aliada.



No corpo a corpo, não teria chance.

O gigante tombou e o povo vibrou.

E Deus foi exaltado.

Naquele dia.


Um moço ruivo de gentil aspecto.

Que enfrentou um urso e um leão.

Não era um simples pastor.



Era o futuro rei da nação.


(Claudio Alves de Oliveira)