Os humilhados serão
exaltados, essa é uma promessa feita há muito tempo, com uma certa
frequência os nossos olhos contemplam isso na prática.
Em algumas vezes
sentimos na própria pele, depois de sermos humilhados, conhecemos a
exaltação, que sensação boa, que patamar elevado, temos diante de
nós, um quadro da situação, que o destino daquele que nos humilhou
está na nossa decisão.
Definições e Nuances
Convido você a
refletir comigo, sobre esses dois patamares, “humilhados e
humilhação”, será que existem diferenças entre eles ou ambos os
significados levam a um mesmo contexto.
A
definição de humilhação: “Ação
em que alguém humilha, rebaixa, diminui o valor de outra pessoa ou
coisa; rebaixamento moral; afronta, diminuição.
Quem
teve sua honra ou dignidade ofendida; desonra, vergonha.
Ação
em que uma pessoa é diminuída numa escala hierárquica.
Ato
que resulta em obediência; abatimento, submissão
A
definição de humilhados: “Que
foi alvo de humilhação; que acabou por se humilhar.
Que
é facilmente comandado; em que há submissão; rebaixado.
Indivíduo
que se humilhou; quem se submete; submisso.
Podemos
observar que existe uma pequena diferença, embora soa iguais os
significados, mas isso se trata de uma reflexão, a qual não
seguimos regras, mas seguimos a intuição e inspiração. O termo
humilhados soa como a consequência da humilhação.
O Perigo da Exaltação
Fomos
humilhados publicamente, vamos criar uma situação assim, é obvio
que isso nos fere, caso não existe em nós a paciência, ou alguma
razão para que refreie a nossa reação, aquele momento seria talvez
o último das nossas, vidas, no trânsito, por exemplo, o local onde
ocorre com certa frequência a fatalidade.
Mas
aquela promessa de que os humilhados serão exaltados, cria em nós a
esperança, que o mundo dá voltas, e a reciprocidade pode ocorrer,
aquele que hoje humilha o seu semelhante, amanhã pode ser que os
papeis se invertam, e ele seja o humilhado.
Como
nós podemos estar em ambos os lados, precisamos da humildade, essa é
a ferramenta que nos vai ajudar, quando ocorrer a humilhação, mas
essa ferramenta ficará mais evidente quando for a hora da exaltação,
esse é o momento mais melindroso, corremos um enorme risco de nos
tornamos um carrasco.
O Exemplo de Davi
Vamos
voltar no passado, usar como exemplo, o Rei Davi que nesse contexto:
ele foi exaltado primeiro? Não foi, quando ele fala que deseja
enfrentar o gigante, primeiro enfrentou a reprovação de uma parte
que ali estava, inclusive de seus irmãos, mas não se importou com
isso, focado, rejeitou a armadura de Saul, foi insultado pelo seu
adversário, é importante salientar sua coragem e sua fé, estavam
acima de qualquer contexto, fosse a reprovação ou humilhação.
Naquele
dia ele foi exaltado, provocando ciúmes em Saul, que o tentou matar
diversas vezes, embora sendo seu genro, entendemos o panorama, a
humilhação de Davi é pública, teve que fugir se esconder, mas o
que acontece, é que o mundo dá voltas, e um dia aconteceu, os
papéis se invertem.
Saul
dormia em uma caverna, e Davi já homem de guerra, estava na caverna
e ninguém o viu, mas naquela noite ele teve a oportunidade de acabar
com seus problemas de uma vez por todas, encorajado até pelos seus
seguidores.
Mas
aqui ele usou a ferramenta da humildade, mas pegou uma prova, um
pedaço do vestido de Saul, que em outra ocasião disse ao seu
perseguidor e mostrou a prova de que não o matou por respeito, por
consideração, mas que se quisesse teria feito.
O Plantio e a Colheita
Aquele
que foi humilhado publicamente por uma tentativa de assassinato,
tinha nas suas mãos o agressor dormindo, mas não fez mal algum por
uma série de fatores. Saul era o rei, e Davi já tinha sido ungido
por Samuel a mando do próprio DEUS, mas a exaltação de Davi, o
trono de Israel, chegaria com o tempo, teria a hora certa e o
momento.
E
ele não ousou atropelar esse tempo, se antecipar, não se importou
com as humilhações, com a perseguição e com os atentados contra a
sua vida, e agora vem o segredo, Davi se humilhou perante DEUS.
Os
humilhados serão exaltados, uma regra que ninguém escapa, como
disse lá no início, o mundo dá voltas, e aquilo que plantamos é o
que vamos colher, um preceito, que não muda, coisas que jogamos ao
vento é como se ele trouxesse de volta, Davi por duas vezes teve o
seu perseguidor na sua frente indefeso, incapaz de reagir ou oferecer
resistência.
Mas,
contrariando a todos, inclusive a nós mesmo, ele esperou o seu
momento.
Reflexão Final
Você
viu as duas definições que usamos – humilhados e humilhação,
são praticamente idênticos, exceto por um detalhe ou outro, mas
ambas são muito iguais. De certa forma, os humilhados que sofreram
humilhação serão, exaltados.
Mas
todo cuidado é pouco, para aquele que hoje passa pela humilhação,
porque no dia da exaltação, não poderá humilhar aquele que hoje
te humilha, isso vira um ciclo que não para, até que o extremo
aconteça. Tem que deixar a razão de lado.
Mas
tem um detalhe nessa reflexão: se os humilhados serão exaltados, e
aqueles que se humilham, como será? Será que também serão
exaltados? O que acha?
Os
humilhados serão exaltados, aquele que foi alvo da humilhação,
isso soa como uma dívida, que será quitada aqui mesmo, já viu
aquele ditado, que aqui se faz e aqui se paga.
Mas
aqueles que se humilham perante DEUS, entregam a sua vida, sem se
importar com a humilhação, eu pergunto onde será e quando vai
ocorrer o momento da sua exaltação? Para aqueles que entregaram as
suas vidas a servir a DEUS, onde será a sua exaltação? Será aqui
na terra em ou em outro lugar? Errar todos nós erramos, assim como o
próprio rei Davi errou, reconhecia seus erros e se humilhava perante
DEUS.
Humilhados
e humilhação, um texto para refletir, posso dizer que aquele se
humilham perante DEUS, que é submisso a DEUS, isso não os afeta,
está acima desses dois temas, porque a humildade supera todas as
duas.
Existem etapas da vida
que esperamos uma resposta, mas o que alcançamos é mais
questionamentos.
As certezas que nos
rodeiam, sem o menor remorso se transformam em equívocos.
Os embaraços que
estavam sob controle, ficaram independentes, revoltados e rebeldes.
Aquilo que estava
claro e nítido diante de nós, parece obscurecido.
As chaves que nos
davam acesso, agora perdeu a codificação, ou os números foram,
trocados, ou o nosso acesso foi negado.
Deixamos alguma coisa
lá no passado, que agora não temos como pegar de volta.
Fica tudo tão
confuso, concluímos que o que era real, virou um sonho, e o pesadelo
de uma noite, parece nos perseguir por semanas.
As tarefas que
dominávamos, concluía com maestria, com sucesso, agora se tornou
uma dificuldade enorme.
Aquelas que as
realizávamos em minutos, agora levam horas, dias, e até semanas.
Parece que tudo se
tornou dificultoso, nada é mais como antes, a facilidade se tornou
algo bem distante e apavorante.
Temos a sensação de
tentarmos chegar em terra firme, mas as correntes nos leva para mar
aberto.
Nossas braçadas não
resultam em nada, só nos deixa mais cansados e exaustos.
Começamos a escalar a
montanha, mas depois de um tempo, quando observamos ainda nem saímos
da base da montanha.
Estamos num rio que
antes era caudaloso, mas que a velocidade aumentou, estamos perdendo
a aderência ao fundo do rio e logo seremos levados pela correnteza.
O céu antes azul,
cheio de pássaros voando, de repente ficou diferente, coberto de
nuvens, muitos raios e trovões, anunciam uma mudança de clima, vai
acabar a calmaria.
A brisa que antes
refrescava se transformou, agora ela balança as árvores, arranca
seus galhos, espalham as suas folhas, levanta o pó da terra.
Quanto mais nos
aprofundamos no conhecimento, mas o que temos diante de nós, são
mais incertezas.
Não existe mais
repostas, nem questões, o silêncio é o que impera, agora é a
nossa companhia, junto com a solidão.
Em busca de um
esclarecimento, analisamos todas as possibilidades, ficamos sem
alternativas.
Nos perguntamos, aonde
erramos, em qual parte da história deixamos de acreditar.
Em qual parte do
caminho, mudamos a trajetória, saímos das veredas da alegria, a
senda da felicidade.
Quando foi que
começamos a trilhar esse atalho que causou danos e tristezas, que
transformou nosso riso em lágrimas.
Será que tudo isso
não passa de um sonho, que amanhã quando acordarmos tudo volta ao
normal.
Como disse alguém no
passado que: “a tristeza dura uma noite e a alegria virá
pela manhã”.
Só que nesse momento
a sensação que temos é que estamos vulneráveis, uma presa fácil
para o mal, esse que nos rodeia a todo o momento.
As adversidades quando
se tornam longas enfraquecem o coração, longos períodos, minam a
nossa esperança, dando lugar ao medo.
Nos perguntamos, se
existe um propósito em tudo isso, se há alguma finalidade no final
de tudo, quando acabar.
Mesmo e cabeça baixa,
sem forças, sem reação, sem equilíbrio, porém, com uma chama que
ainda não se apagou, nos agarramos na possibilidade de que Salomão
tinha razão.
Há tempo para todas
as coisas debaixo do sol, talvez seja isso.
Tem momentos da vida
que tudo precisamos é um recomeço, uma nova oportunidade, e
buscamos por uma chance, ainda que o preço seja alto para pagar.
Mas buscamos em
lágrimas, choros e lamentações, por mais uma ocasião, um ensejo,
no silêncio das pessoas, talvez os Céus possam ouvir o nosso
lamento.
Ainda que precisamos
voltar atrás e encontrar o caminho de volta, aquela vereda que
trocamos pelo atalho.
Promessas de riquezas,
se tornar rico e com muito status, fez muitos mudarem a rota, saíram
da trilha da humildade, para uma estrada bem ampla.
Essa estrada não leva
alugar nenhum, em um momento ela termina, e não tem mais saída, é
preciso voltar, alguém perdeu anos, a metade da vida, e agora
precisa encontrar o caminho da volta.
Quem bom que DEUS é
amor, que nos dá a cada amanhecer, uma nova oportunidade, mais um
dia para viver, que os meios de comunicação entre o Céu e a terra,
nunca foram bloqueados. Basta pedir, basta clamar, implorar, bater
até que a porta se abra.
Como disse alguém
certa vez: “fui jovem e hoje sou velho, mas eu nunca vi o
justo mendigar o pão”, uma expressão que podemos entender
como metáfora, como um parâmetro, com uma diretriz, como um lema ou
literalmente.
Mendigar o pão pode
ter muitos significados, pode até não estar relacionado a fome, mas
se submeter a comer na mão do inimigo, aprisionado, escravizado e
tendo que mendigar o pão, talvez até outras necessidades.
DEUS é amor que
mesmos dilacerados nos dá a chance de se reconstruir, se reinventar,
e encontrar o caminho de volta.