quinta-feira, 28 de maio de 2026

28 DE MAIO


 MÚSICA AUTORAL:



28 DE MAIO


Maio: é um mês diferente.


Tem um dia que é lembrado.


Guardado na memória e coração.


Um acontecimento que mudou tudo.



Mil novecentos e noventa e quatro.


No dia vinte e oito do mês.


Ali aconteceu um fato.


Fizemos um juramento.



Lado a lado, nada importa.


Qual for a situação, ocasião.


Unidos, não importam as circunstâncias.


Lado a lado, cercados pelo amor.


Quando o juiz decretou.


Eu vos declaro: marido e mulher.


Inciamos a nossa vida.


Um anel no dedo simbolizando um pacto.



Ligados um ao outro em amor.


Como uma corrente inquebrável.


O tempo passou: mas o amor não.


Os elos estão intactos.



O amor é tudo e assim permanece.


Se pudesse escreveria nas nuvens,


Desenharia no sol o seu nome.


Entalharia nas pedras.



Se pudesse pediria para a lua.


E as estrelas, todas as noites.


Que exibisse no firmamento.


As palavras: Eu te amo.




Se pudesse, pediria que às ondas.


Deixassem sinais na areia.


Ou nas coisas mais simples.


Soprando as bolhas de sabão.



Nos pequenos gestos.


Simples atitudes, um olhar.


Um carinho, uma fala, uma palavra.


Também expressam a afirmação.


Eu te amo.


(Claudio Alves de Oliveira)




quarta-feira, 27 de maio de 2026

SÓ MEMÓRIAS (Música Autoral)


 Música Autoral: 


 

"O amor sobrevive onde a memória se ausenta."

 

— Claudio Alves de Oliveira

  

SÓ MEMÓRIAS




Olho para você todos os dias.

E procuro dentro dos seus olhos.

Encontrar alguma lembrança.

Parece-me familiar, que já te vi.

Mas, tudo o que tenho, são manchas.




Sei que estou bem vivido.

Que o tempo passou, eu sinto isso.

Mas não entendo, somos estranhos?

Não compreendo, estamos juntos?

Vivemos num lar, ou outro lugar?



Num passado tive um amor.

Que se perdeu, e o procuro.

Não lembro mais o seu rosto.

Não sinto mais o seu cheiro.

Mas sei que está em algum lugar?



Dentro dessa casa onde vivo.

Parece que todos os dias.

Estou num lugar diferente.

É como se não soubesse quem sou.

Minha busca diária, quem sou?





É estranho viver aqui com você.

Somos irmãos ou somos amigos?

Tudo o que lembro e recordo.

É que te conheci hoje.

Insiste em me dizer que me conhece.

E que tivemos uma vida passada.



Num passado tive um amor.

Que se perdeu, e o procuro.

Não lembro mais o seu rosto.

Nem sinto mais o seu cheiro.

Mas sei que está em algum lugar.

Disseram que estou doente.

Estou bem, o que me machuca.

Não são as feridas.

É a falta de alguém.

Que não lembro quem é.



Busco um amor, uma vida.

Mas perdido e sem rumo.

Vejo em você, em seus olhos.

Alguma coisa do passado.

Só me ajude a lembrar.


(Claudio Alves de Oliveira)


terça-feira, 26 de maio de 2026

A ÚLTIMA LÁGRIMA


  

A ÚLTIMA LÁGRIMA


Quando a última lágrima brotar nos seus olhos.

Começará a descer molhando sua face.

E antes que ela se choque com o chão.

Alguém vai estender a mão, e você vai ouvir o barulho.

Daquela lágrima se chocando com aquela mão.

Então nesse momento vai ouvir uma voz doce e suave.

E seu consciente vai te dizer, eu conheço essa voz.

Parece que já ouviu ela outra vez.

Em seus sonhos, nas revelações, nas visões.

Enquanto estava em oração, em adoração.

Enquanto louvava dentro das congregações.

Na sua mente e em teu coração, essa voz não é desconhecida.

Mas agora, na sua frente o dono da voz está ali.

Segurou a sua lágrima, pode levantar a cabeça nesse momento.

Ou pode esperar um pouco, se preparar para o momento.

De poder ver face a face, por enquanto apenas ouça:

Essa foi a última lágrima que derramou, daqui a pouco entenderá, o mundo não existe mais, não têm mais moradores, está desabitado.

Aqui é outro lugar, onde o tempo não existe, nem os anos passam e os dias não são contados, não existe sol e nem lua, nem o dia e nem a noite, aqui se cumpre o que está escrito no Salmos 91 “o sol não te molestará de dia e nem a lua de noite.

Aqui estará livre de inundações, catástrofes ambientais, dos homens maus, não ouvirá falar mais de guerra e ou de rumores, é tudo diferente agora, estará livre das decisões de líderes corruptos, que oprimem e controlam as pessoas pela fome.

Não vai existir mais perdas, nem doenças incuráveis provocadas pelos próprios habitantes da terra, o mar não ficará mais revolto provocando tempestade, aqui não existirá o deserto da solidão, nem cidades abandonadas.

Não sentirá mais a dor, a angustia não te afetará mais, o tempo de cantar e se alegrar chegou e acredite, esse tempo não vai mais parar, vai persistir em existir e não há pretensão de que pare, de que cesse.

Olhe para a minha mão e observe essa lágrima, foi a última, vou limpar dos seus olhos toda a lágrima e nunca mais chorará, olhe agora à sua volta e contemple esse cidade toda feita de pedras preciosas, ruas e praças de ouro puro, rio puro da água da vida e do outro lado uma árvore frondosa que dá seus para saúde das nações, ela se chama árvore da vida.

Que bom que está aqui agora, significa que venceu o mundo e sua concupiscência, acreditou e creu nas promessas, nas palavras que deixei, no caminho que tracei, no Evangelho que determinei, se dedicou ao ofício de anunciar e propagar em cima do amor verdadeiro as minhas palavras.

Quando você matava a fome de alguém, quando estendia a mão para o necessitado, visitava o que estava preso, cuidava de quem precisava de estima, deu a atenção ao órfão, cuidou da viúva, hospedou o estrangeiro, essas atitudes a faziam para mim.

Agora me olhe nos olhos, face a face me verá, me conhecerá agora como sou conhecido, escute a minha voz enquanto enxugo seu rosto, se alegra.

Não existe mais segredos, fiz nova todas as coisas, aqui a morte não tem poder, nem seus aliados, o mal aqui deixou de existir o seu lugar não foi mais encontrado.

Você está na eternidade, está na Glória Celestial, está pronto para a eternidade?

(Claudio Alves de Oliveira)

A última lágrima 

 


 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

ONDE O PERDÃO FLORESCE (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 



Onde o Perdão Floresce





O lugar era sombrio e úmido.

A única companhia: a solidão.

O que aconteceu foi injustiça.

Falsas acusações, parecia ser o fim.


No fundo da masmorra: uma plantinha.

Uma semente germinou e nasceu.

E se tornou sua companhia.

Reacendeu um pouco de esperança.


Em seus pensamentos: ele acreditava.

Sabia que seus dias: seriam melhores.

Que os olhos de DEUS: nunca o deixaram.

Que só precisava esperar o seu momento.


As lembranças do seu passado.

Aumentava sua dor, suas dúvidas.

Não entendia porque foi vendido.

Nem compreendia porque foi traído.


E daquele poço saiu como escravo.

E agora se tornou um condenado.

Seus pais estavam bem longe.

Um sentimento de saudade o assombrava.



Perguntas sem respostas.

Estava em outra nação.

Não podia abraçar seu irmão.

Aquela pequena árvore o consolava.


Em seus pensamentos: ele acreditava.

Sabia que seus dias: seriam melhores.

Que os olhos de DEUS: nunca o deixaram.

Que só precisava esperar o seu momento.


E um dia: dois homens sonharam.

Conforme interpretou, aconteceu.

Uma injustiça foi reparada.

Aquilo alimentou seus sonhos.


As incertezas nossas, humanos.

São as convicções de DEUS.

O que chamamos de esquecimento.

Para DEUS é aproximação.


Enquanto conversava com o arbusto.

A porta da cela se abre.

E alguém do palácio fala seu nome.

-José o rei do Egito o chama.



Em seus pensamentos: ele acreditava.

Sabia que seus dias: seriam melhores.

Que os olhos de DEUS: nunca o deixaram.

Que só precisava esperar o seu momento.


Seus sonhos se realizaram.

Muito além do que imaginava.

Poderia se vingar, prender.

Reparar o tempo da prisão.


Mas ele escolheu o perdão.

Retribui o desprezo de seus irmãos.

Com lágrimas e abraços.

O amor falou mais alto.


O seu momento chegou.

(Claudio Alves de Oliveira)

 

sábado, 16 de maio de 2026

A CANÇÃO DO PASSADO (Música Autoral)


Música autoral.




A CANÇÃO DO PASSADO




Era um dia normal naquela prisão.

Uma melodia no som ambiente inicia.

Alguém chora no meio dos detentos.

Aquele ato, chama atenção de todos.

Os detentos se entreolham sem acreditar.

Jamais viram aquele homem chorar.



Ele fez sinal com a mão e falou.

Essa música me levou ao passado.

Não conhecem a minha história.

Mas depois que a ouvirem.

Vão entender essas lágrimas.

E a dor que eu sinto no meu peito.





Não sou esse monstro, de que falam.

Nenhum inocente foi tragado.

Meu nome eu enterrei no passado.

Deixei de existir, eu precisava.

Ser um ninguém, para continuar.

E cumprir o que jurei para eles.

A justiça que foi negada.


Quando os combates acabaram, eu voltei.

Mas o que encontrei, me transformou.

Soldados inimigos invadiram minhas terras.

E mataram tudo o que eu tinha.

A cena que eu vi me fez chorar, como agora.

Minha esposa e filhos sem vida.

E dentro da casa tocava essa melodia.



Quando os enterrei, coloquei junto.

Todos os meus documentos, perdi a identidade.

E ali de joelhos eu prometi justiça.

Se ela falhasse, faria do meu jeito.

Dois daqueles soldados foram presos.

Por falta de prova, foram absolvidos.

E zombaram da minha dor, sorrindo.



Voltei para os meus, e de joelhos.

Não prometi justiça, eu jurei vingança.

O resto está na história e nos jornais.

Lutei por anos para esquecer.

Mas essa música senhores.

Mexeu comigo, não se espante.

Com minhas lágrimas.

Espero que meu choro.

Não os incomode.

Nem a minha dor os atrapalhem.


Não feri nenhum inocente.

Mas, cacei cada um deles.

Alguns até imploraram pela vida.

Não me importei, não me comoveu.

Eles tiraram a vida de crianças.

E a justiça não os condenou.

Como tinha prometido, fiz do meu jeito.



Quando o último tombou, me entreguei.

Confessei o que tinha feito.

E pedi para passar aqui na prisão.

O resto de vida que eu tenho.

Não consigo voltar, sei que vou errar.

Não quero voltar a ser um monstro.


Não sou esse monstro, de que falam.

Nenhum inocente foi tragado.

Meu nome eu enterrei no passado.

Deixei de existir, eu precisava.

Ser um ninguém, para continuar.

E cumprir o que jurei para eles.

A justiça que foi negada.




(Claudio Alves de Oliveira)