quinta-feira, 2 de abril de 2026

PARA TODOS OS FINS

 


 

 

 

MEIOS E FINS



Para todos os fins, existem meios.

Desde que não fuja da honestidade e dignidade.

Um ponto a ser observado e avaliado corretamente.

Uma finalidade deve ser alcançada sim, mas que não fira ninguém.

Que não machuque nem destrua a vida alheia.

Sabemos que muitos não se importam com os meios.

O foco é o resultado a qualquer custo.

Tudo o que será usado para esta finalidade como meios.

O processo todo pode causar danos colaterais.

No entanto, isso é pouco observado, ou avaliado.

Ainda que exista muitas perdas, isso não é levado em consideração.

Ainda que custe vidas humanas as metas precisam serem alcançadas.

Dentro desse quadro se desenha a ilegalidade.

Nesse aspecto se estabelece o profano.

Porque o poder fala mais alto.



E quando se coloca em evidencia certas ousadias.

As pessoas se corrompem em seu caráter.

E cegas pela conquista deixam os valores de lado.

Os princípios são abandonados e esquecidos.

A justificativa para tudo são as metas.

Os argumentos para tal é a conquista.

O contexto para tudo é o patamar a ser atingido.

Para o mais simples dos atos, o engano serve.

A mentira seja estabelecida como princípio.

A falta de caráter e o vínculo com a hipocrisia.

Tudo isso para justificar os meios para um fim.

Quantos que abandonaram a verdade e abraçaram a mentira.

Deixaram a luz de lado e se aliaram as trevas.

Quantos que antes tinha um bom aspecto.

E hoje se tornaram mercenários.

O poder e o dinheiro modificam o caráter.

Como está escrito. As más companhias corrompem os bons costumes.

As promessas de enriquecimento rápido mudas as pessoas.

E mesmo ciente dos riscos as pessoas se aventuram.

Num mundo desconhecido e inseguro.

O fim é a riqueza, a fortuna, mas os meios para isso.

Pode significar uma derrota, uma perda.

Um mal muito grande não só a pessoa, mas as demais.

Nada pode justificar o desprezo de alguém.

Para uma melhora no nosso status.

Nenhum meio se justifica na derrota alheia.

Ou na perda, ou na destruição, ou a devastação.

Nenhum meio se justifica na morte de inocentes.

Nenhum meio se justifica com pandemias.

Nenhum meio se justifica com extermínio.

Nenhum meio é justificado por meio de guerras.

Nenhum objetivo pode ser alcançado através da fome.

Existem tantos adjetivos para justificar os meios.

O principal deles é amor, o respeito, a caridade.

Dedicação, motivação, busca, procura.

Sabedoria, a paz, a superação, compreensão.

Sobre estes meios usados para algum fim.

Não haverá restrições nem condenações.

Para todos os fins existem meios.

Mas, nem todos os meios justificam o fim.





(Claudio Alves de Oliveira)

Meios e fins


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segunda-feira, 30 de março de 2026

SEMPRE AO SEU LADO (UMA CARTA DE AMOR E LEALDADE)

 

 


 

  

SEMPRE AO SEU LADO


Vai ser complicado para que me entenda.

Ou talvez seja muito difícil eu explicar, mas vou tentar.

Sou bem diferente, me chamam de irracional.

Talvez porque ainda tenho um pouco de selvagem.

Mas cá entre nós, tenho tanta doçura.



Não ando como você anda, nem penso igual.

Mas dentro da minha selvageria, sou muito leal e fiel.

Tento me comunicar da forma que consigo.

Sei que é muto difícil a compreensão.

E entendo que muitas vezes as pessoas ignoram.

Quando você se ausenta não imagina quanta dor eu sinto.

Eu conto os momentos, as horas, os minutos.

Me passa coisas pela minha cabeça, como você não vai voltar.

Que me deixou, que vou ficar sozinho.

Quem vai jogar a bolinha agora, e o carinho como fica?

Na verdade somos ansiosos por natureza.

Não veja a hora de correr, pular em você.

Cheirar-te e lamber seu rosto, parece que foi uma eternidade.

Algumas horas que ficou ausente.

Lamber seu nariz é uma forma de dizer que te amo.

Pular em você é dizer que senti saudades.

Perdoe-me se te sujei, se deixei minhas pegadas.

Ou se quase te derrubei, é minha forma de se expressar.

Peço perdão pela minha natureza selvagem.

Sou diferente de você tenho quatro patas, tenho rabo.

Não tenho voz, não falo o seu idioma.

Mas sou seu amigo é isso que importa.

Vou te contar um segredo, os meus latidos tem horas que são de saudade.

Tive uma amiguinha que a tutora dela se mudou de cidade.

De vez em quando ela não suportava.

Ia até o portão e chorava, gritando e perguntando.

Cadê você? Sinto sua falta! Por que não volta?

Estou te esperando! Volta por favor, volta.

Sua vida se tornou triste as vezes compensadas por aventuras.

Ou pela visitas rápidas da sua tutora.

E no fim do dia seu sentimento de tristeza voltava.

E foi assim até seu último dia.

O tempo pra mim e a minha raça é muito cruel.

Passa muito rápido e não perdoa.

E eu preciso viver esse pouco tempo.

Viver intensamente ao seu lado.

Cada momento, cada dia todo minuto é importante.

Perdoe-me por minhas traquinagens.

Não sei o que é pudor, não tenho vergonha.

Como disse somos, irracionais.

E assim fazemos coisas sem lógica, sem contexto.

Digamos que a maioria das vezes é nosso instinto.

Não temos a fala dos humanos.

Mas fomos privilegiados com uma audição incrível.

Um olfato poderoso e raramente se esquecemos.

Se pudesse falar te contaria tanta coisa.

Teríamos tanto assunto.

Mas sei que me compreende.

E que estou expondo aqui o meu coração a minha alma.

Jamais me abandone, isso é muito cruel.

As vezes nos colocam dentro do carro.

A nossa felicidade é enorme, vamos passear.

Mas depois vem a tristeza.

Somos abandonados em algum lugar remoto.

As vezes sem compaixão, nos deixa como companhia.

Um pouco de água, ração e uma corda.

E ali nos deixam amarrados, indefesos e sozinhos.

A espera, uma longa espera que possa passar alguém.

E nos tire daquelas condições.

Outro dia via um amigo nessa situação.

Foi abandonado em uma rodovia e correu atrás do carro.

Até não suportar mais, não acreditava que seria abandonado.

Demorou para entender que não o queriam mais.

Você consegue sentir essa dor, eu pergunto?

Sei que me entende, que me compreende.

Queria que sentisse o que eu sinto.

Tudo o que temos pelos nossos tutores é amor.

É do nosso jeito, da maneira que conseguimos demonstrar.

Somos limitados e não conseguimos ir além.

Mas você precisa saber que tudo o que temos é amor.

Da forma mais pura ou irracional, mas é amor.

Da maneira bem simples e selvagem.

Sempre que você chegar em casa, estarei lá.

Não importa se está chovendo ou não.

Pularei em você da mesma forma.

A minha lealdade ninguém pode questionar.

Morreria no seu lugar se preciso for.

Tudo o que preciso é do teu sorriso.

De vez brincar comigo, jogar a bolinha.

Levar-me para dar uma volta.

Preciso da sua companhia.

Um dia a velhice também vai chegar.

Meus olhos não poderão mais me ajudar.

Meus dentes não serão mais os mesmos.

Vou precisar de uma ração diferente.

Não precisa mais jogar a bolinha.

Perdoa-me porque não vou poder te receber no portão.

Embora eu escute e reconheça até o barulho do carro.

Sinta seu cheiro, não encontro mais o caminho.

Não consigo enxergar mais.



Mas sempre estarei ao seu lado.

Não quero ser uma página virada.

Mas um elo de saudade e recordação.

Meu nome é isso que quer saber, são muitos.

Mel, Gringo, Maria Flor, Lobinho, Totó…

Floquinho, D2, Rex, Cholinho...

(Claudio Alves de Oliveira)

Sempre ao seu lado.

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sábado, 28 de março de 2026

A HORA CHEGOU

 


 

 

 

  

A HORA CHEGOU



Um dia vai acontecer é inevitável. E vai chegar o momento, a hora, o minuto. Em que tudo finda, tudo acaba. E deixamos tudo, nada mais nos resta. Terminamos nossos dias, chegou a hora.

Nesse momento seremos inconvenientes. Não podemos mais ajudar, nem estender as mãos. Nem falar palavras de motivação, de ajuda. Nem olhar nos olhos buscando uma verdade da alma. Nem dizer ao nosso familiar “eu te amo”.

As palavras cessaram e nem sussurros se ouvirá mais. Não haverá mais sorrisos, nem lágrimas. Nesse momento deixamos de existir. Logo seremos levados para um lugar. Esse local onde todos acabam indo. Nossa última morada na terra.

Não temos como resolver ou consertar algo. Alguma coisa inacabada que ficou para amanhã. Estando dois em uma casa, só vai restar um.

Estando no telhado não vai dar tempo de descer.

Estando alguém fora da cidade, não conseguirá voltar. Alguém saiu para uma viagem, será a última.



O que temos a certeza, é que acontecerá. Vai existir enumeras argumentações. Justificativas, mas serão inúteis. É verdade que alguns eventos poderiam serem evitados. Pelo menos aos nossos olhos, e entendimento. Imprudências, negligências de profissionais.

Por exemplo, alguns acidentes aéreos poderiam ser evitados.

O que foi constatado, segundo as investigações. Ou no trânsito, aquela colisão que ceifou vidas. O bombardeio, ou a bala perdida, ou a explosão.

Há um tempo bem distante, lá no passado. Uma mulher chorava e não aceitava ser consolada. Seus filhos estavam sem vida, com outras crianças. Tinham menos de dois anos de vida. Um rei havia ordenado a matança dos inocentes. A justificativa dele, medo de que entre os recém-nascidos. Estivesse o seu sucessor.

Um decreto sangrento, que destruiu a inocência. Todas as certezas que temos, é que existe um propósito. Que muita vezes não aceitamos. Não compreendemos, nem assimilamos.

Como escreveu um sábio, há um tempo para tudo. Talvez estivesse escrito em algum lugar. Que aquelas crianças teriam aquele tempo de vida. Em um lugar inacessível aos homens. Já estava determinado que aquelas crianças. Viveriam pouco tempo.

Não se preocupe porque existe uma justiça que não falha. Se o sangue derramado, clama por justiça. Os homens que se dedicam a não acreditarem em DEUS. O culpam por situações criadas por homens sem DEUS. Se justificam em ações que eles mesmo criaram. A fome, a pobreza, as guerras e a injustiça.

A terra, o planeta terra tem recursos. Esse é um mundo criado para ser habitável. Uma natureza esplendorosa, magnífica. Somos um ponto no vasto universo. Um pálido ponto azul no universo”.

O nosso tempo está determinado nesta terra. Os nossos dias estão contados. Em algum lugar longe da nossa dimensão. Está contabilizado a vida de cada ser humano. Alguns serão centenários. Outros apenas verão esse mundo, uma única vez. Tão logo chegou, já partiu. E outros que na formação não resistiram.

Mas aí daqueles que impediram a vida. Que não permitiram que aquela alma abrisse seus olhos. Crianças que foram assassinadas. Sem ver a luz do sol, nem o brilho do luar. Que ainda não viu as cores.

O que dizer para alguém que perdeu um familiar. Somos como as flores de um jardim. Um dia o jardineiro vai precisar da sua beleza em outro lugar. O seu cheiro suave vai exalar em outra dimensão. Já fez seu papel aqui, precisa mudar de jardim.

Se continuasse aqui, suas pétalas cairiam. Suas folhas secariam, as raízes não teriam mais a fotossíntese. Perderia sua beleza, sua forma, seu esplendor. E logo não serviria mais para o jardim.

O jardineiro poderia queimar com as pragas e as ervas daninhas. Antes que ocorresse o mal, foi preciso, foi necessário. Somos apenas um sopro de vida que nos sustém vivos. Nos demais, somos apenas o pó da própria terra.

Nos transformamos algo natural em desespero. A carreira que alguém concluiu, celebramos com choro e lamentações. Mas essa dor, é irreparável, é insuportável. Não existem palavras que aliviem.

Nem argumentos, justificativas.

Mesmo que estivéssemos esperando. Nossos lábios até, dizem, descansou. Mas os olhos não controlam a tristeza. E logo as lágrimas escorrem. O contraste da festa com a nossa chegada.

A felicidade de uma família quando chegamos ao mundo.

Agora a infelicidade estampada nas faces, com a nossa despedida.

Não deixe para amanhã o que pode ser feito agora.

Não custa nada pedir desculpas, perdão.

Ou se perdoar, não sabemos quando será.

Quando ouviremos a nossa última canção.

Quando nossos lábios dirão as últimas palavras.

Não fazemos ideia da última vez que falaremos com DEUS.

Que faremos nossa oração, pedindo pelos outros.

Ou por nós mesmo, ou exprimindo nossa gratidão.

Quando nossos olhos fecharem para sempre.

E a nossa voz se calar.

Que estejamos preparados para eternidade, em Glória.

(Claudio Alves de Oliveira)

A hora chegou

Acesse o vídeo:

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segunda-feira, 23 de março de 2026

OBJEÇÃO

 


 

 

 

 

OBJEÇÃO


Quando a resposta for o silêncio.

Talvez em vez de questionar, estão acusando.

A indagação foi como uma flecha.



O que foi perguntado feriu e machucou.

O assombro deixou pasmo sem reação.

Quem sabe o que ocorre é somente uma crítica.

Quando respondemos com o silêncio.

Calamos os acusadores, até os cães param de ladrar.

O silêncio é como devolver a acusação.

É como dizer ao questionador: responda você.

Na melhor das hipóteses: é você que está dizendo.

Pilatos ouviu assim: tu o disseste.

Nos casos das falácias ele é a melhor resposta.

Nas falsas acusações é a melhor saída.

Alguém pode dizer, quem cala consente.

Nem sempre, porque depende da reação.

Da expressão facial, do comportamento.

A resposta silenciosa tem sua eficácia.

Quando alguém pergunta respondendo.

Persuadindo, ou induzindo àquela resposta.

Muito comum nas manipulações da mídia.

O entrevistador induz o entrevistado.

A responder como ele quer, ou que precisa ouvir.

Faz a pergunta com a resposta pronta.

Quando a pergunta provocar o riso, o sarcasmo.

Apesar de não existir nenhuma palavra.

O sorriso pode estar dizendo: sim fui eu.

E o sarcasmo é a confissão que alguém precisa.

É mencionado algo interrogativo.

Que não é preciso ouvir um sim ou não.

Como dizem, aquele sorriso de deboche diz tudo.

Se pairava uma certa dúvida no ar, foi sanada.

Quando uma pergunta é bem direcionada.

E a resposta for um sim ou um não.

De uma forma muito espontânea.

Sem indecisão, sem nenhuma expressão.

É simplesmente sim ou não, sem titubeio.

Se essa pergunta se tratasse de uma acusação.

A certeza da resposta seria muito convincente.

Nos passa uma impressão muito boa.

No caso da pessoa ser acusada de alguma coisa.

A sua postura nos mostraria.

Que nem imagina do que está sendo questionada.

O desespero no olhar nos faz entender.

Que aquela pessoa está tentando assimilar.

Tentando entender o que está sendo questionado.

Como se dissesse ou pensasse assim.

Mas, do que eles estão falando.

Isso se projeta no olhar, na postura.

Essa é nossa reflexão.

Conseguimos perceber quando alguém está mentindo.

Nem sempre, mas uma dica é o olho no olho.

A mentira diante da verdade se curva.

A sua força se dissipa, se acaba.

Quando ocorre o confronto os olhos não mentem.

A verdade de alguma forma sempre vence.

Sem nenhuma objeção, sem argumentação.


(Claudio Alves de Oliveira)

Objeção

Acesse para o vídeo: