Existem etapas da vida que esperamos uma resposta, mas o que alcançamos é mais questionamentos.
As certezas que nos rodeiam, sem o menor remorso se transformam em equívocos.
Os embaraços que estavam sob controle, ficaram independentes, revoltados e rebeldes.
Aquilo que estava claro e nítido diante de nós, parece obscurecido.
As chaves que nos davam acesso, agora perdeu a codificação, ou os números foram, trocados, ou o nosso acesso foi negado.
Deixamos alguma coisa lá no passado, que agora não temos como pegar de volta.
Fica tudo tão confuso, concluímos que o que era real, virou um sonho, e o pesadelo de uma noite, parece nos perseguir por semanas.
As tarefas que dominávamos, concluía com maestria, com sucesso, agora se tornou uma dificuldade enorme.
Aquelas que as realizávamos em minutos, agora levam horas, dias, e até semanas.
Parece que tudo se tornou dificultoso, nada é mais como antes, a facilidade se tornou algo bem distante e apavorante.
Temos a sensação de tentarmos chegar em terra firme, mas as correntes nos leva para mar aberto.
Nossas braçadas não resultam em nada, só nos deixa mais cansados e exaustos.
Começamos a escalar a montanha, mas depois de um tempo, quando observamos ainda nem saímos da base da montanha.
Estamos num rio que antes era caudaloso, mas que a velocidade aumentou, estamos perdendo a aderência ao fundo do rio e logo seremos levados pela correnteza.
O céu antes azul, cheio de pássaros voando, de repente ficou diferente, coberto de nuvens, muitos raios e trovões, anunciam uma mudança de clima, vai acabar a calmaria.
A brisa que antes refrescava se transformou, agora ela balança as árvores, arranca seus galhos, espalham as suas folhas, levanta o pó da terra.
Quanto mais nos aprofundamos no conhecimento, mas o que temos diante de nós, são mais incertezas.
Não existe mais repostas, nem questões, o silêncio é o que impera, agora é a nossa companhia, junto com a solidão.
Em busca de um esclarecimento, analisamos todas as possibilidades, ficamos sem alternativas.
Nos perguntamos, aonde erramos, em qual parte da história deixamos de acreditar.
Em qual parte do caminho, mudamos a trajetória, saímos das veredas da alegria, a senda da felicidade.
Quando foi que começamos a trilhar esse atalho que causou danos e tristezas, que transformou nosso riso em lágrimas.
Será que tudo isso não passa de um sonho, que amanhã quando acordarmos tudo volta ao normal.
Como disse alguém no passado que: “a tristeza dura uma noite e a alegria virá pela manhã”.
Só que nesse momento a sensação que temos é que estamos vulneráveis, uma presa fácil para o mal, esse que nos rodeia a todo o momento.
As adversidades quando se tornam longas enfraquecem o coração, longos períodos, minam a nossa esperança, dando lugar ao medo.
Nos perguntamos, se existe um propósito em tudo isso, se há alguma finalidade no final de tudo, quando acabar.
Mesmo e cabeça baixa, sem forças, sem reação, sem equilíbrio, porém, com uma chama que ainda não se apagou, nos agarramos na possibilidade de que Salomão tinha razão.
Há tempo para todas as coisas debaixo do sol, talvez seja isso.
Tem momentos da vida que tudo precisamos é um recomeço, uma nova oportunidade, e buscamos por uma chance, ainda que o preço seja alto para pagar.
Mas buscamos em lágrimas, choros e lamentações, por mais uma ocasião, um ensejo, no silêncio das pessoas, talvez os Céus possam ouvir o nosso lamento.
Ainda que precisamos voltar atrás e encontrar o caminho de volta, aquela vereda que trocamos pelo atalho.
Promessas de riquezas, se tornar rico e com muito status, fez muitos mudarem a rota, saíram da trilha da humildade, para uma estrada bem ampla.
Essa estrada não leva alugar nenhum, em um momento ela termina, e não tem mais saída, é preciso voltar, alguém perdeu anos, a metade da vida, e agora precisa encontrar o caminho da volta.
Quem bom que DEUS é amor, que nos dá a cada amanhecer, uma nova oportunidade, mais um dia para viver, que os meios de comunicação entre o Céu e a terra, nunca foram bloqueados. Basta pedir, basta clamar, implorar, bater até que a porta se abra.
Como disse alguém certa vez: “fui jovem e hoje sou velho, mas eu nunca vi o justo mendigar o pão”, uma expressão que podemos entender como metáfora, como um parâmetro, com uma diretriz, como um lema ou literalmente.
Mendigar o pão pode ter muitos significados, pode até não estar relacionado a fome, mas se submeter a comer na mão do inimigo, aprisionado, escravizado e tendo que mendigar o pão, talvez até outras necessidades.
DEUS é amor que mesmos dilacerados nos dá a chance de se reconstruir, se reinventar, e encontrar o caminho de volta.
(Claudio Alves de Oliveira)
Se reconstruindo
ACESSEM PARA O VÍDEO:
No dailymotion.com link acima ou no YouTube.








