sábado, 28 de março de 2026

A HORA CHEGOU

 


 

 

 

  

A HORA CHEGOU



Um dia vai acontecer é inevitável. E vai chegar o momento, a hora, o minuto. Em que tudo finda, tudo acaba. E deixamos tudo, nada mais nos resta. Terminamos nossos dias, chegou a hora.

Nesse momento seremos inconvenientes. Não podemos mais ajudar, nem estender as mãos. Nem falar palavras de motivação, de ajuda. Nem olhar nos olhos buscando uma verdade da alma. Nem dizer ao nosso familiar “eu te amo”.

As palavras cessaram e nem sussurros se ouvirá mais. Não haverá mais sorrisos, nem lágrimas. Nesse momento deixamos de existir. Logo seremos levados para um lugar. Esse local onde todos acabam indo. Nossa última morada na terra.

Não temos como resolver ou consertar algo. Alguma coisa inacabada que ficou para amanhã. Estando dois em uma casa, só vai restar um.

Estando no telhado não vai dar tempo de descer.

Estando alguém fora da cidade, não conseguirá voltar. Alguém saiu para uma viagem, será a última.



O que temos a certeza, é que acontecerá. Vai existir enumeras argumentações. Justificativas, mas serão inúteis. É verdade que alguns eventos poderiam serem evitados. Pelo menos aos nossos olhos, e entendimento. Imprudências, negligências de profissionais.

Por exemplo, alguns acidentes aéreos poderiam ser evitados.

O que foi constatado, segundo as investigações. Ou no trânsito, aquela colisão que ceifou vidas. O bombardeio, ou a bala perdida, ou a explosão.

Há um tempo bem distante, lá no passado. Uma mulher chorava e não aceitava ser consolada. Seus filhos estavam sem vida, com outras crianças. Tinham menos de dois anos de vida. Um rei havia ordenado a matança dos inocentes. A justificativa dele, medo de que entre os recém-nascidos. Estivesse o seu sucessor.

Um decreto sangrento, que destruiu a inocência. Todas as certezas que temos, é que existe um propósito. Que muita vezes não aceitamos. Não compreendemos, nem assimilamos.

Como escreveu um sábio, há um tempo para tudo. Talvez estivesse escrito em algum lugar. Que aquelas crianças teriam aquele tempo de vida. Em um lugar inacessível aos homens. Já estava determinado que aquelas crianças. Viveriam pouco tempo.

Não se preocupe porque existe uma justiça que não falha. Se o sangue derramado, clama por justiça. Os homens que se dedicam a não acreditarem em DEUS. O culpam por situações criadas por homens sem DEUS. Se justificam em ações que eles mesmo criaram. A fome, a pobreza, as guerras e a injustiça.

A terra, o planeta terra tem recursos. Esse é um mundo criado para ser habitável. Uma natureza esplendorosa, magnífica. Somos um ponto no vasto universo. Um pálido ponto azul no universo”.

O nosso tempo está determinado nesta terra. Os nossos dias estão contados. Em algum lugar longe da nossa dimensão. Está contabilizado a vida de cada ser humano. Alguns serão centenários. Outros apenas verão esse mundo, uma única vez. Tão logo chegou, já partiu. E outros que na formação não resistiram.

Mas aí daqueles que impediram a vida. Que não permitiram que aquela alma abrisse seus olhos. Crianças que foram assassinadas. Sem ver a luz do sol, nem o brilho do luar. Que ainda não viu as cores.

O que dizer para alguém que perdeu um familiar. Somos como as flores de um jardim. Um dia o jardineiro vai precisar da sua beleza em outro lugar. O seu cheiro suave vai exalar em outra dimensão. Já fez seu papel aqui, precisa mudar de jardim.

Se continuasse aqui, suas pétalas cairiam. Suas folhas secariam, as raízes não teriam mais a fotossíntese. Perderia sua beleza, sua forma, seu esplendor. E logo não serviria mais para o jardim.

O jardineiro poderia queimar com as pragas e as ervas daninhas. Antes que ocorresse o mal, foi preciso, foi necessário. Somos apenas um sopro de vida que nos sustém vivos. Nos demais, somos apenas o pó da própria terra.

Nos transformamos algo natural em desespero. A carreira que alguém concluiu, celebramos com choro e lamentações. Mas essa dor, é irreparável, é insuportável. Não existem palavras que aliviem.

Nem argumentos, justificativas.

Mesmo que estivéssemos esperando. Nossos lábios até, dizem, descansou. Mas os olhos não controlam a tristeza. E logo as lágrimas escorrem. O contraste da festa com a nossa chegada.

A felicidade de uma família quando chegamos ao mundo.

Agora a infelicidade estampada nas faces, com a nossa despedida.

Não deixe para amanhã o que pode ser feito agora.

Não custa nada pedir desculpas, perdão.

Ou se perdoar, não sabemos quando será.

Quando ouviremos a nossa última canção.

Quando nossos lábios dirão as últimas palavras.

Não fazemos ideia da última vez que falaremos com DEUS.

Que faremos nossa oração, pedindo pelos outros.

Ou por nós mesmo, ou exprimindo nossa gratidão.

Quando nossos olhos fecharem para sempre.

E a nossa voz se calar.

Que estejamos preparados para eternidade, em Glória.

(Claudio Alves de Oliveira)

A hora chegou

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segunda-feira, 23 de março de 2026

OBJEÇÃO

 


 

 

 

 

OBJEÇÃO


Quando a resposta for o silêncio.

Talvez em vez de questionar, estão acusando.

A indagação foi como uma flecha.



O que foi perguntado feriu e machucou.

O assombro deixou pasmo sem reação.

Quem sabe o que ocorre é somente uma crítica.

Quando respondemos com o silêncio.

Calamos os acusadores, até os cães param de ladrar.

O silêncio é como devolver a acusação.

É como dizer ao questionador: responda você.

Na melhor das hipóteses: é você que está dizendo.

Pilatos ouviu assim: tu o disseste.

Nos casos das falácias ele é a melhor resposta.

Nas falsas acusações é a melhor saída.

Alguém pode dizer, quem cala consente.

Nem sempre, porque depende da reação.

Da expressão facial, do comportamento.

A resposta silenciosa tem sua eficácia.

Quando alguém pergunta respondendo.

Persuadindo, ou induzindo àquela resposta.

Muito comum nas manipulações da mídia.

O entrevistador induz o entrevistado.

A responder como ele quer, ou que precisa ouvir.

Faz a pergunta com a resposta pronta.

Quando a pergunta provocar o riso, o sarcasmo.

Apesar de não existir nenhuma palavra.

O sorriso pode estar dizendo: sim fui eu.

E o sarcasmo é a confissão que alguém precisa.

É mencionado algo interrogativo.

Que não é preciso ouvir um sim ou não.

Como dizem, aquele sorriso de deboche diz tudo.

Se pairava uma certa dúvida no ar, foi sanada.

Quando uma pergunta é bem direcionada.

E a resposta for um sim ou um não.

De uma forma muito espontânea.

Sem indecisão, sem nenhuma expressão.

É simplesmente sim ou não, sem titubeio.

Se essa pergunta se tratasse de uma acusação.

A certeza da resposta seria muito convincente.

Nos passa uma impressão muito boa.

No caso da pessoa ser acusada de alguma coisa.

A sua postura nos mostraria.

Que nem imagina do que está sendo questionada.

O desespero no olhar nos faz entender.

Que aquela pessoa está tentando assimilar.

Tentando entender o que está sendo questionado.

Como se dissesse ou pensasse assim.

Mas, do que eles estão falando.

Isso se projeta no olhar, na postura.

Essa é nossa reflexão.

Conseguimos perceber quando alguém está mentindo.

Nem sempre, mas uma dica é o olho no olho.

A mentira diante da verdade se curva.

A sua força se dissipa, se acaba.

Quando ocorre o confronto os olhos não mentem.

A verdade de alguma forma sempre vence.

Sem nenhuma objeção, sem argumentação.


(Claudio Alves de Oliveira)

Objeção

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terça-feira, 17 de março de 2026

PLANO B





 

  

PLANO B




O que você vai fazer quando tudo der errado?

As metas que determinou não forem atingidas!

Nem os objetivos que traçou, foram alcançados!

Os seus sonhos que não se realizaram, vai permitir que vire um pesadelo?

O que vai fazer? Quando as portas se fecharem, e tudo que vai ouvir, será um “não”.

Em outras ocasiões, ouvirá: nós entramos em contato! Aguarde o nosso retorno!

O que vai fazer? Quando não for aprovado, num concurso, no emprego dos sonhos, ou no vestibular.

O que fará? No momento que for rejeitado, trocado por outra pessoa, naquela tão esperada promoção não acontecer.

Qual será a sua reação? Quando tudo aquilo que programou, nada aconteceu, simplesmente não se concretizou.

O que vai fazer? Quando todos te deixarem, ninguém mais se importar com a sua pessoa.

Ninguém mais quiser te ouvir, e for rejeitado até por aqueles que tem tanta estima.

O que vai fazer? Na realidade do desprezo e da sua insignificância com os demais.

O que vai fazer? Quando suas perguntas retornarem como resposta, um vazio!

Quando suas dúvidas retornarem em forma de silêncio.

Qual será a sua reação? Quando se sentir derrotado e humilhado, sentir no olhar das pessoas, a reprovação

Sentir que foi traído, foi vendido por seus irmãos. E aí! O que vai fazer?

O que fará? Estava rodeados de amigos, e agora parece que todos te deixaram, nenhum ficou para te ouvir e te ajudar.

O que vai fazer? Quando a distância e a solidão forem a tua companhia.

A sensação de que o mundo inteiro conspirou contra você, se estivesse no meio do oceano, é como se fosse deixado a deriva.

A pergunta que não quer calar, já dever ter observado. O que você vai fazer?

Vai abraçar o fracasso, e se afogar nas lágrimas da decepção?

Ou vai se apoiar nas derrotas de todas as batalhas que perdeu?

Vai permitir que as adversidades te emudeçam, as fases difíceis da vida te esmoreçam?

Vai permitir que uma derrota, aniquile tudo o que construiu?

Vai permitir que as hostilidades determine o seu fim?

O que vai fazer? Desistir dos seus sonhos, abrir mão de tudo o que almejou.

Vai permitir que o silêncio seja absoluto na tua jornada.

Vai permitir que os olhares de reprovação, determinem a sua conduta?

Qual é o seu plano B?

Quando tudo fugir do controle, vai permitir que o desespero tenha autonomia?

Quando a tempestade se tornar impossível de continuar, vai procurar abrigo ou vai se arriscar?

De tudo isso foi colocado nessa reflexão, fica um pergunta, qual será a sua saída? Ou se preferir, qual é o seu plano B?

Vai sonhar novamente, ou continuar no pesadelo?

Suas metas, seus objetivos, vai abandoná-los, ou vai tentar novamente?

Aqueles que te traíram e te venderam, se tiver a oportunidade faria o mesmo, ou os perdoaria?

Vai desistir do emprego dos sonhos, ou vai insistir, bater à porta até que se abra!

Qual o seu plano B? Vai desistir de tudo? Se entrincheirar no vazio e na solidão dos seus aposentos, permitir que a depressão seja a sua companhia e dite o que fazer?

Ou vai permitir que haja esperança, que nada vai te afetar.

Que o seu momento não chegou, que mesmo que todos tenham te deixado, você não deixou de crer e nem acreditar.

Que as suas realizações não estão dentro do tempo esperado, não aconteceram ainda porque não é o momento.

Qual é a sua saída, abraçar a derrota, ou nunca desistir de lutar, a humilhação é só um detalhe, um período.

Vai tentar dar a volta por cima? Ou vai ficar se lamentando?

Vai sentar a beira do caminho, ou vai continuar a sua jornada?

Se lembra que ainda vive, verdade que tem lágrimas para chorar, mas também ninguém calou a sua voz, para clamar, para pedir e implorar.

Ninguém pode tirar o que está dentro de você, nenhuma situação extrema pode apagar a tua fé.

Ainda que seja na distância e na solidão, clame pelos Céus.

Pode ter certeza de que DEUS vai te ouvir, e nunca vai te abandonar.

(Claudio Alves de Oliveira)

Plano B

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quinta-feira, 12 de março de 2026

A TRAVE DO OLHO

  

A TRAVE DO OLHO



A TRAVE DO OLHO




Alguém no passado falou de algo que deveríamos evitar, suas palavras muito sábias falava de julgamento.

Não julguei para que não sejais julgado, porque com a mesma medida que julgais, será julgado, na verdade isso era um convite para fugirmos da hipocrisia, a dualidade humana, a nossa flexibilidade olhando com outro ângulo, nos leva a conclusão.

Que deve ter ouvido ou visto muitas vezes, que a nossa caminhada tem altos e baixos, como a frequência de eletrocardiograma, hoje estamos fortes, mas amanhã poderemos estar fracos.

Podemos ver alguém hoje em fraqueza precisando de cuidados de atenção e o que fazemos, a julgamos, mas amanhã pode ser o contrário, pode ser que nós estejamos em fraqueza, as vezes errados e ai o julgamento é outro, não admitimos que alguém nos julgue, estamos sendo hipócritas nesse momento.

Por isso o conselho era esse, não julgueis para que não sejais julgados, antes de olhar para alguém para o condenar, o conselho era que olhássemos para nós mesmo, tira primeiro a trave que está no teu olho, essa reflexão se aprofunda nesse aspecto, ela para aqui nesse ponto.

A trave do olho é como um tampão, que nos impede de termos uma visão ampla, coerente, com cores vibrante e verdadeiras.

Pare de enxergar honestidade em quem comete improbidade.

Gratidão em nunca demonstrou afeição em suas ações.

Pare de enxergar o amor onde se destila o ódio.

Não vai ver pureza nas pessoas que comentem torpeza.

Pare de honrar quem só comete vigarices.

Isentar da justiça aqueles que praticaram arbitrariedade.

Fechar os olhos para os fatos do passado.

Ignorar o que ocorre de errado no presente.

Pare de ver na incoerência, uma conformidade.

Deixe de enxergar nos boatos e falácias, fatos.

Pare de ver nas mentiras, alguma verdade, não existirá.

Nunca existiu, e jamais vai acontecer, são coisas opostas.

Quando a ordem nascer do caos, significa o fim da liberdade.

Pare de ver nos injustos, algum critério.

Pare de ver nos corruptos, alguma coisa que lembre honestidade.

Pare de ver neles, amor ao povo, eles amam a si mesmo.

Deixe de enxergar no avarento, generosidade.

Para de enxergar no fraudulento, integridade.

E naqueles que se vendem, algum caráter.

Pare de enxergar no falso, a decência.

Para de ver no mentiroso, fidelidade.

Para de ver nas falsas promessas, sinceridade.

Pare de ver na hipocrisia, franqueza.

Não se comprometa com quem não cumpre, simples requisitos.

Nem deixe se guiar por aquele que não tem a visão.

A semente não germina se não for semeada.

A montanha não se move do seu lugar sem ocorrência geológica, ou a fé.

Em quem não possui a fé, não ocorre milagres.

E aquele que nunca semeou, também não terá o que colher.

Esses itens são apenas alguns que impedem a nossa visão, omo disse o próprio SENHOR JESUS, a trave do olho, aquilo que nos atrapalha de enxergar nossos semelhantes, como a nós mesmo.

Estamos sujeitos a errar, a falhar, mas munidos do amor verdadeiro seremos compreensivos, assim quando ocorrer conosco, gostaríamos da compreensão.

Mas se queremos colher o bem precisamos semear a amor primeiro.

Se não queremos colher a guerra precisamos plantar e cultivar a paz.

Quem julga o seu semelhante, também o condena e por fim acaba executando, isso foi um tempo que ficou no passado quando a letra matava, o tempo em que esses conselhos foi dado a respeito de julgar, era um período de transição.

A letra da lei perdia suas forças dando lugar ao tempo da Graça do FILHO DE DEUS, período o qual nós atualmente vivemos.

(Claudio Alves de Oliveira)

A trave do olho

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Conclusão:

A jornada para retirar a trave do olho é um processo contínuo de clareza e despertar. À medida que abandonamos a visão turva da hipocrisia e do julgamento, passamos a enxergar a realidade com a nitidez necessária para discernir entre a mentira e a verdade. No entanto, essa visão nítida só se torna plena quando compreendemos que somos os semeadores da nossa própria caminhada. Não basta apenas enxergar o caminho; é preciso escolher as sementes corretas. Se desejamos colher um futuro de paz, justiça e compreensão, devemos primeiro ter a coragem de plantar o amor e a verdade hoje, vivendo plenamente o tempo da Graça que nos foi concedido.

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

DIAS E NOITES

  




DIAS E NOITES


A noite perdeu sua força, a sua supremacia.

Quando o sol declara que um novo dia vai chegar.

Conforme as horas passam, ela vai perdendo a sua essência.

Olhando para o horizonte, vendo os primeiros raios a brilhar.

Tem dias em que a lua se recusa a perder sua autonomia.

Mesmo não podendo mais o escuro, iluminar.

E permanece visível na imensidão azul, aguardando com paciência.

O momento e a hora de retornar.

Parece que nesses dias, se torna do sol, companhia.

E ambos ficam ali parecendo nos observar.



A companheira das noites mantém sua resistência.

Esperando o sol se pôr e a noite que vai chegar.

A noite que inspira os poetas, na sua poesia.

Mergulhando nos sentimentos que o fazem se inspirar.

O escritor na lapidação e elaboração da sua dramaturgia.

Aproveitando o silêncio da noite para cultivar.

O autor na imaginação da sua fantasia.

Criar mundos que nunca existiram, para alimentar.

O músico, o cantor, para compor a sua melodia.

Com letras, palavras cheias de sentimentos peculiar.

O trovador, quando constrói a sua prosa, a história.

Em cada verso, em cada frase, alguma coisa para lembrar.

A noite que inspira e tudo silencia.

Que traz no seu silêncio um alívio para regenerar.

Guardando todos os segredos, mantendo em custódia.

Nos seres do planeta Terra, horas para descansar.

Mas uma noite faz declaração à outra, sem controvérsia.

Tem momentos que ela se dedica a um único ser, ajudar.

Muitos que, durante o dia, demonstram toda a alegria.

Mas quando a noite chega, em seus aposentos, o que faz, é chorar.

Em meio às lágrimas, certifica em seus anseios, a incidência.

E para a noite, em seu silêncio, revela o segredo do seu refutar.

E conforme as horas passam, permanece na sua insônia.

Aguardando a hora em que o galo vai cantar.

Quando a última gota de orvalho molhar a relva, perderá sua eficácia.

Ao som da alvorada dos pássaros, que demonstram gratidão ao voar.

O brilho do luar se retira para que comece um novo dia.

Que não deixa espaços e nem vazios, em seu desdenhar.

O barulho de carros, pessoas, indústria, em sua referência.

O dia não se importa com a dor, as lágrimas e o balbuciar.

O movimento da terra parece acelerar, acompanhando a euforia.

O ritmo alucinante dos seres atarefados, aglomerações, parece hostilizar.

O dia não se importa com segredos e nem com contingência.

Apenas cumpre o seu papel, sem banalizar.

O dia não abandona ninguém, mas cria expectativas, é sua essência.

Tem a finalidade de provocar nas pessoas, o motivar.

Permita que o sol brilhe para todos, com empatia.

A cada amanhecer, uma nova esperança, parece se adequar.

A noite não é a ausência de luz, tem a sua importância.

Onde não existe luz, é outra coisa, é a escuridão, que devemos evitar.

As trevas, é o lugar onde não existe noite e nem dia.

Só os espectros que se incomodam com o nosso brilho, ao luar.

A noite é com um espelho, que reflete o dia.

E o dia, por sua vez, retribui, com a lua controlando as marés, lá no mar.

Em momentos que o céu está nublado, ele sente da lua, a ausência.

Nas noites frias, ela sente falta dos raios quentes, solar.

A noite ladrilha as veredas para o dia.

E ele constrói uma jornada para a noite chegar.


(Claudio Alves de Oliveira)

Dias e noites

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quarta-feira, 4 de março de 2026

COMPORTAMENTAL





  

COMPORTAMENTAL


Vamos falar de hoje, do agora, do momento atual. O que estamos vivendo em relação ao comportamento.

Uma inútil tentativa de tentar entender como algumas pessoas se tornaram, em certos aspectos, selvagens, tão radicais.

Vamos começar falando da omissão que conseguimos observar, simplesmente fecham os olhos para o óbvio, os fatos, ou a própria história. De certa forma, a verdade é o que menos importa.

As pessoas mudaram, alguns chamam de evolução, progressismo, e dentro desse contexto, o que do lado de fora da bolha conseguimos ver é algo surreal.



Aquilo que seria óbvio, o certo, o correto, o que deveria conter no caráter de cada ser humano, parece que deixou de existir, ou podemos dizer, que apenas ignoram, são omissos quanto a isso, é como deixar de socorrer um semelhante ferido, negar socorro a alguém que está a beira da morte.

Se ocorrer um fato, vamos colocar assim, não importa se esse fato for o errado, a pessoa não vai mudar sua posição, ou discordar daquilo, antes vai defender e até agredir quem discordar do seu parecer.

Ainda que isso seja algo desumano, contra o qual qualquer ser humano agiria por instinto, o que vemos é indiferença, irrelevância por parte de algumas pessoas.

Alguém morreu na cadeia, uma prisão injusta, foi negado tratamento médico, e fulminou no óbito dessa pessoa, que deixou família, sonhos inacabados, nem dessa forma trágica muda o comportamento dessa bolha, que vai concordar com a injustiça e o ato desumano, negando a si mesmo.

Deixando a impressão de que esse tipo de comportamento, é de alguém vazio, de pessoas que não podem pensar, nem ter suas próprias ideias, analisar os fatos dentro da lógica, ou de forma jurídica, fica no ar isso, são marionetes conduzidas por um sistema.

Precisam concordar com qualquer ato, sem se importar se é certo ou errado, se fere inocentes ou não, dentro da bolha, apenas acenam com a cabeça, com a boca confessam sua lealdade, e com ações demonstram sua radicalidade.

Quando olhamos para esse comportamento, não precisa ser um gênio da psicanálise para se chegar a uma conclusão, que poderíamos falar de lavagem cerebral, mas são capazes de negar os próprios atos, ainda que existam imagens, gravadas, suas falas em debates e discursos, ainda que as provas sejam cruciais, cabais, negarão e são capazes de processar quem têm as provas.

Isso vai além do caráter humano, da integridade das pessoas, se trata de algo que foi sendo implantado aos poucos, durante os anos, bem sutilmente foram criados meios para convencer as pessoas das ideias, e para isso alguns detalhes são cruciais.

O comportamento das pessoas foi adulterado, moldado para que eles servissem aos propósitos dos idealizadores. Um estudo minucioso da mente humana, para implantar nas mentes o pensamento que desejariam, com as crianças é mais fácil se os objetivos visam um longo prazo.

Já para um adulto se trata de um looping, uma frase antiga dita por alguém, que uma mentira falada mil vezes se torna verdade na mente das pessoas.

Para destruir a integridade e o caráter, algumas medidas precisam ser tomadas.

A barreira do óbvio foi destroçada.

A blindagem do verdadeiro foi esmigalhado.

O que era real foi trocado por algo subjetivo.

Assim como a verdade que deixou de ser algo concreto, se tornou subjetiva. Serve somente se tiver um propósito, for sustentar a argumentação, mas se a verdade fere os princípios, pode ser ignorada. Se os fatos não forem favoráveis, os boatos servem como argumentos.

Isso é tão profundo que pessoas estão hoje pagando com a liberdade cerceada, condenadas à prisão devido a processos que contêm mais boatos que fatos, argumentações baseadas em falácias do que evidências, uma viagem que não aconteceu, ou um golpe de estado que nunca existiu.

Dentro desse aspecto, a verdade deixou de ser algo transcendente, se torna algo que pode ser violável, manipulado, ou ela está conforme o que eu desejar que seja, se me servir tudo bem, mas amanhã se me condena, eu mudo a versão, crio uma narrativa, é como se a pessoa estivesse acima dos fatos, superior às evidências, subjugar as provas, esse é o lema.

É de fato o que nossos olhos estão presenciando nesse momento, a injustiça imperando, e as pessoas concordando com isso, aplaudindo porque os que estão sendo injustiçados e pagando o preço da liberdade, não concordam com suas ideias, com o progressismo, você deve ter visto que isso vai mais além, os mais radicais sugerindo o extremo.

Os fatos que existem serão aquilo que criei, ou que inventei.

As provas não servem para nada, e eu posso provar, mesmo que contenham, vídeos, imagens, áudios, confissões ou delações, eu crio as próprias verdades.

Crimes, de jeito nenhum tudo foi para um bem maior, desvios de verbas públicas, fraudes, escândalos, um rombo gigantesco na economia, tudo isso, não é levado em consideração, simplesmente porque o populismo falou mais alto.

O discurso manipulador é bom, é direcionado exatamente para as mentes que já não assimilam mais o certo e o errado, o verdadeiro e o falso. Basta uma palavra apenas, “eu não vi”, e tudo bem, a justiça pune de um lado que está fora da bolha, mas absolve quem está dentro da bolha, isso é estratégico, para mantê-la funcionando, e os companheiros não soltarem as mãos.

Você apoia a injustiça, aceita que pessoas inocentes paguem pelos culpados, é isso mesmo?

Mas como vai ser quando acontecer com você? Vai aceitar também, não vai querer anistia?

E quando te condenarem sem crime nenhum, vai aceitar calado?

Eu acredito que não, vai querer que a justiça prevaleça, e te ponha em liberdade, afinal de contas, não existe crime, verdade, mas a omissão que comete hoje também é um crime.

Por que a injustiça de hoje só serve para um lado, o lado que você odeia? Está na hora de pisar no chão, de pensar por si mesmo, avaliar o que é errado sem se importar com nomes, posição, cultura, lado político. Te convido à realidade.

Essa reflexão é um convite à sinceridade, honestidade, aos princípios básicos da humanidade, o que é certo é certo, e o errado não vai mudar, mesmo que pense diferente ou não aceite, mas a realidade não muda, assim como a imutável verdade.

Você é mais forte do que pensa, não deixe ser enganado, e manipulado, questione tudo, desconfie de tudo, dentro da bolha, não pode questionar, não pode perguntar e muito menos desconfiar, lá dentro jamais poderá ser você mesmo, será um objeto, como já disse, uma marionete, que só repete os movimentos do manipulador, e as falas que se repetem, como um mantra.

Precisa avaliar as pessoas que vão liderar o país, isso não se trata de odiar, ou deixar de gostar de alguém específico, mas olhar, deduzir o histórico, esse ou aquele envolvido em alguma coisa ilícita, outros presos por corrupção e outros crimes, essas pessoas você precisa determinar que não servem para um cargo público, ou uma posição, começa a tirar alguns nomes da lista.

Aquilo que te foi tirado, a barreira do óbvio, precisa ser construída de novo, a blindagem precisa fazer efeito de novo, expelir as mentiras, os dardos inflamados com as falácias, até que sinta seguro e consiga pensar por você mesmo, você olhar para aquele que você tanto admira e dizer, o que você fez foi errado, não precisava ter feito isso, gastou dinheiro público com isso, bancou um rico fazendo shows enquanto têm pessoas sem saneamento básico.

Do lado de fora da bolha, quem é corrupto não serve, é intolerável.

Mudaram seu comportamento, você não era assim, concordar e aceitar o crime, a corrupção, o assassinato de pessoas que pensam diferente, odiar a classe média, comemorar a morte de um adversário de ideias, ou festejar que um inocente seja preso, aceitar o fim da família e o assassinato de bebês.

Agradeço a sua presença, o seu comentário será de muita importância para nós.

(Claudio Alves de Oliveira)

Comportamental