MÚSICA AUTORAL:
Como uma cena congelada.
Ele olhava à sua volta.
Sabia que seu momento chegaria.
Mas entendia que tudo era necessário.
Existia um propósito muito maior.
Além desta vida e deste plano.
Conforme conversou com seu Pai.
Na noite anterior, naquele jardim.
Se fosse possível, poderia ser evitado..
Mas, que estava disposto.
Preparado para ir até o fim.
E realizar a vontade do Pai.
Desde o momento que foi traído.
E entregue nas mãos de homens cruéis.
A humilhação foi grande.
A dor foi enorme e o desprezo ainda maior.
A reprovação daqueles que tanto amava.
Um de seus seguidores o vendeu e o traiu.
Outro O negou por três vezes.
Depois de carregar a pesada arma da sua execução.
Ainda flagelado por causa das chicotadas.
Dos açoites e da coroa de espinhos.
Que rasgava sua carne.
Ouviu o barulho do martelo.
E sentiu os cravos abrindo passagem na sua carne.
E se fixando no madeiro.
O ferro raspando no osso.
Uma dor insuportável.
Mas a esperança o mantinha vivo.
Pregado na cruz olhava para as pessoas.
Algumas choravam não acreditando.
E seus olhos procurava um certo homem.
Não estava ali, mas Ele o viu em outro lugar.
Chorando amargamente, arrependido.
Sem acreditar no que fizera.
Se perguntando: “o que eu fiz”.
Seus olhos ainda viam a reprovação.
No meio da multidão inflamada.
A satisfação nos olhos dos religiosos.
Mas via também a tristeza em muitos.
O momento da sua batalha se aproximava.
O inimigo verdadeiro não tinha espada.
Nem lança, nem armadura, nem exército.
A missão designada era vencer a morte.
Mas para lutar com ela.
Precisa perder a vida.
E Ele se sente abandonado.
PAI, PAI, por que me abandonaste.
Na hora nona Ele brada com grande voz.
E tudo termina nesse mundo.
Então começa uma batalha invisível.
Após três dias, Ele voltou.
Venceu a morte e apareceu para muitos.
Inclusive para aquele que o negara.
Alguns pensaram que terminou ali.
Lá no calvário, mas a verdade é que.
OH... AH... AMÉM!
(Claudio Alves de Oliveira)










