sábado, 15 de agosto de 2026

VELHAS CANÇÕES (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: Uma singela homenagem a cidade em que nasci.


  

VELHAS CANÇÕES


 



Recordo-me com saudade.

Do tempo que ficou lá atrás.

Tão distante, lá no passado.

Das caminhadas pelas matas.



Do trabalho duro do campo.

Das brincadeiras nas escolas.

Dos amigos que lá deixei.

Dos quais não tenho notícias.



A comunicação era por cartas.

A tecnologia era uma sonho.

E por lá, alguns ficaram.

Outros saíram, daquele lugar.



O tempo passou e nunca mais voltei.

Mas revivo o passado nos meus sonhos.

E na minha imaginação me sinto lá.

Como se o tempo tivesse parado.





Guardo comigo os momentos tão belo.

E tento apagar as horas amargas.

Ainda lembro dos sonhos da infância.

Das brincadeiras, das cheias do rio.




Um violão desafinado nas noites.

E nós nos achando grandes cantores.

Passávamos horas em volta da fogueira.

Entoando as mais belas canções.




Parece que a música parou no tempo.

Não consigo ouvir as de hoje.

Sinto que a inocência foi perdida.

E a decência ficou lá no passado.




O tempo passou e nunca mais voltei.

Mas revivo o passado nos meus sonhos.

E na minha imaginação me sinto lá.

Como se o tempo tivesse parado.




Essa canção é uma homenagem.

À cidade de Juquiá, onde nasci.

Eu vivi, passei minha infância.

E algum tempo depois tive que partir.




Embora distante ainda faço parte.

Da sua história, da sua epopeia.

Meu nome ainda estás nos registros.

Se não estiver, está no passado.




O tempo passou e nunca mais voltei.

Mas revivo o passado nos meus sonhos.

E na minha imaginação me sinto lá.

Como se o tempo tivesse parado.



(Claudio Alves de Oliveira)

domingo, 9 de agosto de 2026

UM MOÇO RUIVO (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 
 

UM MOÇO RUIVO




O dia hoje está diferente.

E ele se depara com uma cena.

Um povo encolhido e com medo.

Existia uma guerra acontecendo.


Naquele vale as afrontas ocorrem.

Mas o que o intriga, é que.

Nenhum daqueles bravos soldados.

Teve coragem de encarar o inimigo.




As proporções eram bem diferentes.

Mas era apenas um, se esse caísse.

Os outros fugiriam, apenas um obstáculo.

Olhando para as circunstâncias.



Procura nos olhos daqueles homens.

O brilho da vitória e não encontra.

Fala algumas palavras, de motivação.

-Olha quem está com vocês nessa batalha.




Não tem comparação.

Com esse que vos afronta.

Mas ninguém reagiu.

Nenhum tomou a frente.

Ele não teve escolha.


E se colocou na frente de batalha.

Quiseram encouraçá-lo, armá-lo.

Mas rejeitou, sem armadura.

Sem lança, sem espada.

Só com a funda.


E cinco pedras do riacho.

Se colocou na frente do gigante.

Munido da fé e cheio de Deus.

A distância foi sua aliada.



No corpo a corpo, não teria chance.

O gigante tombou e o povo vibrou.

E Deus foi exaltado.

Naquele dia.


Um moço ruivo de gentil aspecto.

Que enfrentou um urso e um leão.

Não era um simples pastor.



Era o futuro rei da nação.


(Claudio Alves de Oliveira)

 

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A FORÇA DAS PALAVRAS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


 
 

A FORÇA DAS PALAVRAS


 


Nas forças das palavras.

Encontro estrutura.

Bem solidificada.

Que não se abala.


Busco na poesia a alegria.

Em cada verso, um sorriso.

Nas terminações a rima.

Uma expectativa se aprimora.


Tento entender as frases.

As que fazem sentido.

Ficam mais evidentes.

Outras, precisam de interpretação.


Nas palavras encontrei a paz.

Mas há aqueles que as usam.

Para promover as guerras.

Existem os dois lados da mesma moeda.


Cabe a nós escolher.

As boas palavras.

E pesar aquilo que falamos.

E também o que ouvimos.

Você não pode mudar o mundo.

Mas pode criar um mundo à sua volta.



As palavras não são para dividir.

Ou causar contendas.

Muito menos criar inimizades.

Mas o critério cabe a nós.


Uma palavra bem colocada.

Constrói uma ponte.

E outra dita de qualquer forma.

Cria um muro intransponível.


Uma simples palavra e um gesto.

Levanta um abatido.

Que esboça um brilho.

Seguido por um sorriso.


Esta canção traz uma reflexão.

E faz uma pergunta.

O que gostaria de ouvir?

Palavras que machucam?

Ou as que edificam?


O que precisa ouvir dos demais.

É isso que deve pronunciar.

Elogie não precisa criticar.

Promova a paz e pare com as guerras.


Você não pode mudar o mundo.

Mas pode criar um mundo à sua volta.


Claudio Alves de Oliveira

 

 

 

 



 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

O TEMPO (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


 
 

O TEMPO

 


 


Sou aquele, que você não pode ver.

Mas quando vir minhas marcas,

Você vai entender.

Não consegue me ver.

Mas pode me interpretar.


Não quero nenhum poder.

Eu apenas controlo.

Quando chegarem os dias.

Vai olhar pra você mesmo.

E, nesse momento, vai compreender.


Vai conseguir de certa forma.

Ver-me, me enxergar e assimilar.

De fato vai conhecer quem sou.

Quando minhas marcas aparecerem.

O seu vigor desaparecer.


Eu sou aquele que viu sua chegada.

Um ser indefeso e sem firmeza.

Vi seus primeiros passos.

Suas primeiras palavras.

Vi se tornar independente.


Estive ao teu lado todos os dias.

Em todo os momentos da tua vida.

Quando se alegrava ou enquanto sofria.

Ou melhor, estou te observando agora.

Enquanto está no seu vigor.

Não passo de um desconhecido.


Só vai dar conta da minha existência.

Quando seu corpo pesar.

Seus cabelos embranquecerem.

Suas forças minarem.

Sua visão escurecer.


Eu controlo a sua vida.

Não preciso dizer mais nada.

Você já sabe quem sou.

Agora já pode dizer.

O tempo passou!” Está errado.

Foi você que envelheceu.



(Claudio Alves de Oliveira)

terça-feira, 28 de julho de 2026

A VIDA (Música Autoral)

MÚSICA AUTORAL:
 


A VIDA

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A vida é bela, é um fato.

Ainda que tudo seja improvável.

As circunstâncias sejam opostas.

Mas acima das divergências.

Viver é essencial, algo sublime.



A certeza que temos.

É que um dia vamos partir.

Deixar para trás a vida.

Se ela foi boa ou não.

O momento será esse.

E não há mais tempo.



Aproveite a vida é curta.

Não perca tempo com incertezas.

Não se engane com futilidades.

Nem com falsos discursos eloquentes.

Caminhos que não levam a nada.



A vida é bela, e nos presenteia.

Com o hoje, o ontem e o amanhã.

O passado para recordar.

O presente para traçar metas.

E o futuro para nos surpreender.



Traça detalhes que não entendemos.

Provocando a nossa reprovação.

Porque vivemos só o agora, o hoje.

O amanhã: quando ele chegar.

Simplesmente será o hoje.




A certeza de que temos.

É que um dia vamos partir.

Deixar para trás a vida.

Se ela foi boa ou não.

O momento será esse.

E não haverá mais tempo.



Acima de todas as dificuldades.

Tenha alegria de viver.

Existem pessoas que imploram.

Para continuar vivendo.

Então, apenas viva.



Seja grato pela vida.

Agradeça por viver.

Cante, louve e adore.

Exalte ao CRIADOR da vida.

Gratidão pelo tempo vivido.



Apenas viva.

Não deixe de existir.


(Claudio Alves de Oliveira)


domingo, 26 de julho de 2026

QUERIA QUE ESTIVESSE AQUI (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 


 

Queria que estivesse aqui


Quando eu vi os primeiros raios de sol.

Vi um mundo que não conhecia.






Você me fez companhia.

Com cuidado, me jogava água.

Molhando as minhas folhas.

Encharcando as minhas raízes.


Tirava as ervas que cresciam à minha volta.

Manteve o lugar sempre limpo.

Conversava comigo, falava de seus segredos.

Contou-me toda a sua história.

No tempo do frio, aquecia-me com sua companhia.

Seus cuidados foram intensos.



Tinha medo, de que eu não sobreviveria.

No meio do jardim fui colocada.

Então cresci te ofereci minha sombra.

Te dei meus frutos, e na primavera.

Minhas flores enfeitavam o jardim.

O perfume exalavam um cheiro suave.





Os passarinhos me visitavam todos os dias.

Alguns fizeram morada nos meus galhos.

Construíram suas famílias.

Vi eles crescerem, alguns só passavam.

Mas outros ficaram até a velhice.

Eu os protegi, dos ventos e da chuva.



Faz tempo que você não aparece.

A natureza me oferece todos os cuidados.

Minhas raízes alcançam á água.

Mas a sua atenção é única.

O seu carinho e essencial.

Sinto a sua falta aqui.



Faz muito tempo que não te ouço.

A sua voz é como uma sinfonia.

Acalma, alegra, me sinto importante.

Se pudesse iria até onde você está.

Mas, não posso sair daqui.

O vento já levou minhas folhas.



Em todas as direções.

Eu pedia a ele que entregasse.

Em todos os lugares e casas.

Na esperança que você veja.

E venha me fazer companhia.

Cadê você? Onde estás?




A lua não pode me ouvir.

Está muito distante.

O sol está muito ocupado.

E a chuva tem cuidado de mim.

Eu preciso de você.

Faz muito tempo que não vêm.



Queria muito que estivesse aqui.

Iria ver o que me tornei.

Como eu cresci, estou forte.

Não sou mais aquela plantinha indefesa.

Quantas tempestades tentaram me derrubar.

Arrancar-me do chão, destruir meus galhos.



Mas hoje tudo o que eu tenho.

É saudade de você.

E falta da sua companhia.


(Claudio Alves de Oliveira)

 

terça-feira, 21 de julho de 2026

É IMPOSSÍVEL (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


  

É IMPOSSÍVEL





O que sei é que não será possível.

Esquecer, é algo improvável.

Existem coisas que não controlamos.

E outras que não conseguimos medir.



Existem sentimentos em nós.

Dos quais não entendemos a sua dimensão.

Não existem ferramentas.

Que possam medir com precisão.



Esquecer é uma dessas forças.

Que habitam o nosso ser interior.

Algo que afirmamos, sem explicação.

Um sentimento extremamente profundo.



Ainda que sejamos odiados.

Mesmo sendo desprezados.

Sentimos a antipatia no ar.

Com a nossa presença no ambiente.

O nosso nome, até causa incomodo.



Não vai justificar, esquecer.

Pelo contrário, lembro de tudo.

De cada momento, de cada minuto.

O tempo nada pode fazer.



Pode até ser que nem se lembre mais.

Que não exista mais nada para recordar.

Nenhuma lembrança para remoer.

E que a saudade foi algo apagado.

E as memórias foram destruídas.

E o silêncio seja tudo o que sobrou.



E isso me causa inveja.

Por mais que eu tente.

Por mais que eu lute.

É impossível esquecer.

O passado não morre.


É verdade que o tempo não volta.

Mas também é verdade.

Que o amor se renova.

Se adapta, em qualquer circunstância.

Na distância e na solidão.



Queria muito esquecer.

Mas não consigo.

Quem sabe o que é amor.

E viveu dele um pouquinho.

Sabe que é impossível deixar de amar.


(Claudio Alves de Oliveira)