MÚSICA AUTORAL:
A NATUREZA E NÓS
Nosso caminhar por lugares desabitados.
Aonde as casas são raras.
As estradas, sem o quente do asfalto.
Sem o barulho dos motores.
À beira do barranco, dos rios.
Um túnel no meio das árvores.
Um caminho no meio da floresta.
Sem gritos e sem conversas.
Em certos lugares se ouve o barulho.
Da água corrente de algum rio.
Ou o estrondo de alguma cachoeira.
Tudo isso embalado pela sinfonia dos passarinhos.
O farfalhar de seus voos e conversas.
Colorido pelo toque das suas asas.
Realçados pelas cintilantes cores das borboletas.
Alguém passa muito rápido e solitário.
À procura do pólen das flores.
Os bem-te-vis iniciam uma conversa.
Em algum ponto do caminho.
Ao longe dá para ouvir um barulho.
Parece um martelo batendo na madeira.
É só o pica-pau procurando alimento.
À beira do caminho as flores exalam seu perfume.
As árvores parecem ficaram mais verde.
Com a nossa aproximação oferecendo sua sombra.
Para refrescar e sua raízes para um descanso.
Seus frutos para alimentar e seus cuidados.
Com os moradores do lugar.
A natureza se esforça para nós agradar.
Parece feliz com a nossa companhia.
Nem sequer imagina que é nós que ficamos.
Que estamos a procura da felicidade.
De companhia, de nos sentir importante.
Amado e ter toda a atenção do momento.
Mais à frente se apresenta para nós.
Uma fonte de água pura, uma nascente.
Com água fresca e límpida.
E um convite para renovar as energias.
Logo o dia vai findar.
A noite chega transformando todo o ambiente.
A iluminação fica por conta do luar.
Os pirilampos vão iluminar.
Os pontos mais escuros da noite.
A nossa gratidão à natureza.
Que proporcionou um dia espetacular.
Um momento que será eternizado.
Que bom que estava disposta a me ouvir.
Ali falei das minhas mágoas.
Das minhas tristezas e alegrias.
Claudio Alves de Oliveira
















