domingo, 21 de junho de 2026

AQUELA NOITE (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 




 


AQUELA NOITE 


O dia é diferente.

Dá para perceber.

Nos sorrisos, nas conversas.

O momento se aproxima.

A hora foi determinada.


 


O dia mais feliz da vida.

Estava tudo confirmado.

Mas as horas passam, já é tarde.

E o protagonista não aparece.

Uma dúvida surge entre os presentes.


Onde está o noivo?

Será que desistiu?

Foram tantas juras de amor.

Muitas promessas feitas.

E agora o que aconteceu?



Ela começa a pensar muitas coisas.

Questionamentos começam a surgir.

Uma lágrima sai espontaneamente.

Seguida por outras, o clima muda.

A alegria se vai definhando.


O dia era perfeito.

Mas o som da marcha nupcial.

Não seria tocado naquela noite.

Assim quis o destino.





Uma pessoa fardada aparece.


Semblante muito triste.

Se aproxima da noiva.

E entrega um celular.

E com voz embargada.

A ponto de chorar, disse:


-Ele tentou te ligar.

Apenas disse essas palavras.

-Fala para ela me perdoar.

Não vou conseguir ir.

Eu a amo, diga a ela.

Que a espero na outra vida.



A realidade é cruel.

De um país, impune.

O lobo foi poupado.

Uma ovelha se tornou vítima.

Destruindo um sonho.



(Claudio Alves de Oliveira)

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

SUA MAJESTADE: A MÚSICA (Música autoral)


     MÚSICA AUTORAL:

 


   

SUA MAJESTADE: A MÚSICA



O que seria do mundo sem música?

Sem melodias e sem as canções.

Não tem como imaginar como seria.

Talvez um deserto sem oásis.

O mar sem ondas e sem peixes.








É um presente de DEUS.

Uma dádiva dos Céus.

Em sua melodia, o sentimento.

Em sua harmonia, está a união.

Em seu ritmo, o pulsar da alma.

Em cada nota, uma declaração.







Ela faz parceria na solidão.

No coração triste, traz alegria.

No abandonado, traz companhia.

Devolve a esperança, para quem perdeu.

E no esquecimento, remonta recordações.





A música é essencial, na vida.

No ambiente certo, motiva.

No momento correto, superação.

Arranca das faces, sorrisos ou lágrimas.

Um gatilho para o que ficou para trás.





É um presente de DEUS.

Uma dádiva dos Céus.

Na melodia, expressam-se os sentimentos.

Na harmonia, a união dos seres.

No ritmo, determina nossos passos.

Em cada nota, uma história diferente.





Ela eleva o nosso espírito.

Nos aproxima do nosso CRIADOR.

Nossos louvores são um ato de adoração.

Nossas canções, são uma oração.

A música nos aproxima de DEUS.





A música se funde com nossas lágrimas.

Une-se com as nossas recordações.

Que inspira os poetas em suas poesias.

Faz parte da nossa existência.

Uma trilha sonora de cada história.





É um presente dos Céus.

Uma dádiva de DEUS.



(Claudio Alves de Oliveira)

sexta-feira, 12 de junho de 2026

137 DE SALMOS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 


  

137 de Salmos


Aqui nossa música não faz sentido.

Preferimos nos calar.

Nesse lugar sem ambientação.

O nosso louvor não tem suavidade.




Nossos sentimentos não são favoráveis.

Perdemos amigos, família, músicos.

Olhando essas águas sem brilho.

Preferimos apenas recordar.



Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Uma saudade que nos fere.

Lembranças do nosso lar.

Nossa serenidade foi abalada.

Nessa terra tão distante.





Viemos como escravos.

Destruíram tudo o que tínhamos:

Nossas casas nosso templo...

Nossas crianças, nem queremos lembrar.



Uma tristeza invade nossa alma.

E a felicidade ficou lá no passado

Com um flash de memória.

E isso nos deixa arrasados.


Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Que sejamos perdoados.

Se acontecer com eles.

Da mesma forma que.

Fizeram com nosso povo.

E consentimos com isso.



Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Fizemos um pacto.

Não vamos entoar.

Um cântico do Senhor.

Nesse lugar estranho.



(Claudio Alves de Oliveira)

terça-feira, 2 de junho de 2026

O ENTARDECER (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 

 


O ENTARDECER




Olhando para o horizonte.

Deparo-me com o entardecer.

O sol parece procurar abrigo.

Lá atrás das montanhas.




O branco das nuvens.

Mudam de cor em contraste.

A sombra da noite se aproxima.

O dia vai definhando.



Como se fosse um espetáculo.

As cortinas se fecham no crepúsculo.

De mais um dia que se finda.

Alguém anuncia: a noite vai chegar.



As aves buscam por abrigo.

Voltam para o seu ninho.

O cenário muda de cor.

Os coadjuvantes são outros.



Os habitantes das sombras.

Vão viver o seu momento.

Os animais saem das tocas.

Outros deixam seu abrigo.



Como se fosse um espetáculo.

As cortinas se fecham no crepúsculo.

De mais um dia que se finda.

Alguém anuncia a noite vai chegar.




Lá na montanha um uivo se ouve.

O lobo convida sua alcateia.

Para contemplar a lua.

Que parece tocar a terra.



A noite se finda com um sinal.

Lá no poleiro o galo bate suas asas.

E canta anunciando um novo dia.

E a lua lá horizonte se despede.



Como se fosse um espetáculo.

As cortinas se fecham no crepúsculo.

De mais um dia que se finda.

Alguém anuncia a noite vai chegar.



(Claudio Alves de Oliveira)


quinta-feira, 28 de maio de 2026

28 DE MAIO


 MÚSICA AUTORAL:



28 DE MAIO


Maio: é um mês diferente.


Tem um dia que é lembrado.


Guardado na memória e coração.


Um acontecimento que mudou tudo.



Mil novecentos e noventa e quatro.


No dia vinte e oito do mês.


Ali aconteceu um fato.


Fizemos um juramento.



Lado a lado, nada importa.


Qual for a situação, ocasião.


Unidos, não importam as circunstâncias.


Lado a lado, cercados pelo amor.


Quando o juiz decretou.


Eu vos declaro: marido e mulher.


Inciamos a nossa vida.


Um anel no dedo simbolizando um pacto.



Ligados um ao outro em amor.


Como uma corrente inquebrável.


O tempo passou: mas o amor não.


Os elos estão intactos.



O amor é tudo e assim permanece.


Se pudesse escreveria nas nuvens,


Desenharia no sol o seu nome.


Entalharia nas pedras.



Se pudesse pediria para a lua.


E as estrelas, todas as noites.


Que exibisse no firmamento.


As palavras: Eu te amo.




Se pudesse, pediria que às ondas.


Deixassem sinais na areia.


Ou nas coisas mais simples.


Soprando as bolhas de sabão.



Nos pequenos gestos.


Simples atitudes, um olhar.


Um carinho, uma fala, uma palavra.


Também expressam a afirmação.


Eu te amo.


(Claudio Alves de Oliveira)




quarta-feira, 27 de maio de 2026

SÓ MEMÓRIAS (Música Autoral)


 Música Autoral: 


 

"O amor sobrevive onde a memória se ausenta."

 

— Claudio Alves de Oliveira

  

SÓ MEMÓRIAS




Olho para você todos os dias.

E procuro dentro dos seus olhos.

Encontrar alguma lembrança.

Parece-me familiar, que já te vi.

Mas, tudo o que tenho, são manchas.




Sei que estou bem vivido.

Que o tempo passou, eu sinto isso.

Mas não entendo, somos estranhos?

Não compreendo, estamos juntos?

Vivemos num lar, ou outro lugar?



Num passado tive um amor.

Que se perdeu, e o procuro.

Não lembro mais o seu rosto.

Não sinto mais o seu cheiro.

Mas sei que está em algum lugar?



Dentro dessa casa onde vivo.

Parece que todos os dias.

Estou num lugar diferente.

É como se não soubesse quem sou.

Minha busca diária, quem sou?





É estranho viver aqui com você.

Somos irmãos ou somos amigos?

Tudo o que lembro e recordo.

É que te conheci hoje.

Insiste em me dizer que me conhece.

E que tivemos uma vida passada.



Num passado tive um amor.

Que se perdeu, e o procuro.

Não lembro mais o seu rosto.

Nem sinto mais o seu cheiro.

Mas sei que está em algum lugar.

Disseram que estou doente.

Estou bem, o que me machuca.

Não são as feridas.

É a falta de alguém.

Que não lembro quem é.



Busco um amor, uma vida.

Mas perdido e sem rumo.

Vejo em você, em seus olhos.

Alguma coisa do passado.

Só me ajude a lembrar.


(Claudio Alves de Oliveira)