quarta-feira, 6 de maio de 2026

RESISTIR (Música Autoral)


 Música autoral: 




RESISTIR






Resistir é tudo o que nos resta.

É melhor nem olhar para trás.

As dificuldades foram muitas.

Horas amargas e a decepção.





Tempos de aflição e angustias.

Parece que somos odiados.

Perseguidos, acusados e caluniados.

Fomos esquecidos e abandonados.




Não desista, precisa lutar.

Não se entregue.

Não pare de acreditar.

Nem deixe de caminhar.




As palavras fogem de nós.

A poesia se torna um lamento.

A inspiração não acontece.

E a motivação fica distante.




O desejo de viver é árduo.

Não enxergamos a beleza de tudo.

Nem no sol, na lua, nas estrelas.

Nas flores, nos rios e montanhas.




Não desista, precisa lutar.

Não se entregue.

Não pare de acreditar.

Nem deixe de caminhar.




Mesmo com pessoas ao redor.

Nos sentimos tão sozinhos.

Mesmo perto de tudo.

Parece que estamos distantes.




Mesmo falando nos sentimos calados.

Mesmo sorrindo nos sentimos chorando.

Mesmo alegres nos sentimos triste.

Mesmo vivo nos sentimos sem vida.




Sem explicação, não existe uma razão.

Estamos no deserto dentro de nós.

Chegamos a dizer que DEUS não existe.

Dias longos e noites intermináveis.




Não desista não pare de lutar.

Não se entregue, resista.

Não pare de acreditar.

Não deixe de caminhar.





O dia da alegria vai chegar.

Pode ser hoje, agora.

Feche a porta para a tristeza.

E mande embora a depressão.




Resistir é tudo o que temos.

Resistir é o que nos restou.

Resistir é o que sobrou.

Resista, resista, resista.


(Claudio Alves de Oliveira)

domingo, 3 de maio de 2026

A SENTENÇA (música autoral)


 Música autoral. 

 


 


 

 
 
  

A SENTENÇA




SR. Juiz me perdoa por interrompê-lo.

Mas eu preciso algumas palavras: falar.

Alguém tem um lápis papel: para anotar?

Não importa o tempo que na minha pena:

Acrescentar.



Por favor, quando na montanha passar.

Vai ver uma casinha de madeira e barro.

Lá na beira da estrada: um dia foi meu lar.

No tempo da inocência, uma vida tão singular.


Antes da sentença, ser declarada.

Eu preciso estes remorsos aliviar.

E essas letras levem para aquele lugar.

Talvez minha mãe ainda esteja lá.


Uma senhora sofrida e decepcionada.

Com seu único filho, esse que vos fala.

Porque um dia sai pra nunca mais voltar.

E por minha culpa, meu pai morreu em meu lugar.



Essa história é longa, então serei breve.

O fascínio pela cidade grande.

Me fez sair daquela casinha, meu lar.

Pequei o pouco que tinha e fui sonhar.



Mas a realidade bateu à porta.

E para sobreviver precisei roubar.

E para não morrer eu tive que matar.

E nas drogas e vícios eu fui parar.



Por causa de uma dívida minha.

Meu pai tentou negociar.

E daquele morro ele saiu sem vida.

Não tive coragem de voltar.



Por isso mãe, eu te peço perdão.

Não ouvi seus conselhos.

Quando falava de DEUS, não quis acreditar.

E rejeitei seus pedidos para: voltar.



Eu mereço muito mais que a prisão.

Fiz muitas famílias chorar.

E muitos jovens do caminho: se desviar.

Eu não mereço nenhuma compaixão.



Mãe: nunca mais vi a luz do luar.

Lembra das nossas conversas na varanda.

Da nossa casinha tão simples.

Que a lua resolveu testemunhar.



Sr. Juiz: peço ao advogado.

Não tente me inocentar.

Sou culpado, eu confesso ao juri.

Só precisava essas palavras falar.



Quando alguém for lá pra aquelas bandas.

E for subir a montanha: pare naquele lugar.

E deixe naquela casinha essa carta.

Leia para ela, bem devagar.

Eu sei minha mãe vai chorar.

Mas eu não posso mais voltar.


(Claudio Alves de Oliveira)

 
 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O REGRESSO (Música Autoral)



O REGRESSO
(Música Autoral)



Como um dia de sol, chovendo.

Uma noite clara sem a lua.

Sem rumo e sem destino.

Tudo o que desejava era voltar.



O medo cercava era um desvario.

O receio de ser rejeitado.

E aquele vazio o atormentava.

A distância como uma faca.



A solidão perfurava o peito.

As lembranças causavam temor.

Lágrimas e remorsos enchiam a alma.

O desejo de voltar ganhava forma.



Como o pincel de um pintor.

Que numa tela rabiscava linhas.

Traços sem nenhum sentido.

Mas com o tempo se transformam.


E um dia cansado da agonia.

No momento em que o sol nascia.

Ajuntou o que tinha e partiu.

O destino agora era sua família.



Ninguém teve culpa.

A decisão foi sua.

Ao longo da estrada.

Alguém o reconheceu.

Não falava, apenas latia.



A emoção do reencontro.

As lágrimas caíram ao chão.

O portão se abriu.

E alguém gritou seu nome.



Aquele abraço preencheu o vazio.

Aquelas palavras envolta em alegria.

Devolveu a vida e a alegria.


Seja bem-vindo a sua casa.




Ninguém teve culpa.

A decisão foi sua.

Ao longo da estrada.

Alguém o reconheceu.

Não falava, apenas latia.



(Claudio Alves de Oliveira)


 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

APENAS SORRIA (Música Autoral)


Música Autoral.















APENAS SORRIA





Sorria para o dia.

Um novo amanhecer.

Para a esperança.

As expectativas aguardadas.



Apenas sorria.

É um novo dia.

Tudo pode mudar.

Tudo pode acontecer.



Quando a aurora romper.

As gotas de orvalho.

Forem iluminadas pelo sol.

A terra em sinal de gratidão.



Apenas sorria…




Sorria para as águas.

No seu ciclo eterno.

Para o verde das florestas.

E a semente germinando.



Apenas sorria.

É um novo dia.

Tudo pode mudar.

Tudo pode acontecer.



Apenas sorria…





Os pássaros na sua algazarra.

As borboletas realçando o contraste.

Da natureza tão envolvente.

Com suas cores tão vivas.




Sorria para o azul do céu.

Para as nuvens que se declaram.

Parecendo mostrar um caminho.

Para um outro lugar longe daqui.



Apenas sorria…



Sorria para as pessoas.

Abrace seus amigos.

Converse com seu cachorro.

Faça valer a pena.



Apenas sorria.

É um novo dia.

Tudo pode mudar.

Tudo pode acontecer.



Olhe nos olhos do seu amor.

E declare,“Eu te amo”.

E confesse: és tudo o que preciso.

Arranque um sorriso ou uma lágrima.



Apenas sorria…



Logo o dia vai findar.

E a noite vai chegar.

Será o momento de sonhar.

Se inspirar com a luz do luar.



E deixe esse dia escrever.

Um capítulo da sua história.

A cada dia que amanhecer.

A esperança se renova.



Apenas sorria….


Claudio Alves de Oliveira