Vamos
falar de hoje, do agora, do momento atual. O que estamos vivendo em
relação ao comportamento.
Uma
inútil tentativa de tentar entender como algumas pessoas se tornaram,
em certos aspectos, selvagens, tão radicais.
Vamos
começar falando da omissão que conseguimos observar, simplesmente
fecham os olhos para o óbvio, os fatos, ou a própria história. De
certa forma, a verdade é o que menos importa.
As
pessoas mudaram, alguns chamam de evolução, progressismo, e dentro
desse contexto, o que do lado de fora da bolha conseguimos ver é
algo surreal.
Aquilo
que seria óbvio, o certo, o correto, o que deveria conter no caráter
de cada ser humano, parece que deixou de existir, ou podemos dizer,
que apenas ignoram, são omissos quanto a isso, é como deixar de
socorrer um semelhante ferido, negar socorro a alguém que está a
beira da morte.
Se
ocorrer um fato, vamos colocar assim, não importa se esse fato for o
errado, a pessoa não vai mudar sua posição, ou discordar daquilo,
antes vai defender e até agredir quem discordar do seu parecer.
Ainda
que isso seja algo desumano, contra o qual qualquer ser humano
agiria por instinto, o que vemos é indiferença, irrelevância por
parte de algumas pessoas.
Alguém
morreu na cadeia, uma prisão injusta, foi negado tratamento médico,
e fulminou no óbito dessa pessoa, que deixou família, sonhos
inacabados, nem dessa forma trágica muda o comportamento dessa
bolha, que vai concordar com a injustiça e o ato desumano, negando a
si mesmo.
Deixando
a impressão de que esse tipo de comportamento, é de alguém vazio, de
pessoas que não podem pensar, nem ter suas próprias ideias,
analisar os fatos dentro da lógica, ou de forma jurídica, fica no
ar isso, são marionetes conduzidas por um sistema.
Precisam
concordar com qualquer ato, sem se importar se é certo ou errado, se
fere inocentes ou não, dentro da bolha, apenas acenam com a cabeça,
com a boca confessam sua lealdade, e com ações demonstram sua
radicalidade.
Quando
olhamos para esse comportamento, não precisa ser um gênio da
psicanálise para se chegar a uma conclusão, que poderíamos falar
de lavagem cerebral, mas são capazes de negar os próprios atos,
ainda que existam imagens, gravadas, suas falas em debates e
discursos, ainda que as provas sejam cruciais, cabais, negarão e são
capazes de processar quem têm as provas.
Isso
vai além do caráter humano, da integridade das pessoas, se trata de
algo que foi sendo implantado aos poucos, durante os anos, bem
sutilmente foram criados meios para convencer as pessoas das ideias,
e para isso alguns detalhes são cruciais.
O
comportamento das pessoas foi adulterado, moldado para que eles
servissem aos propósitos dos idealizadores. Um estudo minucioso da
mente humana, para implantar nas mentes o pensamento que desejariam,
com as crianças é mais fácil se os objetivos visam um longo prazo.
Já
para um adulto se trata de um looping, uma frase antiga dita por
alguém, que uma mentira falada mil vezes se torna verdade na mente
das pessoas.
Para
destruir a integridade e o caráter, algumas medidas precisam ser
tomadas.
A
barreira do óbvio foi destroçada.
A
blindagem do verdadeiro foi esmigalhado.
O
que era real foi trocado por algo subjetivo.
Assim
como a verdade que deixou de ser algo concreto, se tornou subjetiva.
Serve somente se tiver um propósito, for sustentar a argumentação,
mas se a verdade fere os princípios, pode ser ignorada. Se os fatos
não forem favoráveis, os boatos servem como argumentos.
Isso
é tão profundo que pessoas estão hoje pagando com a liberdade
cerceada, condenadas à prisão devido a processos que contêm mais
boatos que fatos, argumentações baseadas em falácias do que
evidências, uma viagem que não aconteceu, ou um golpe de estado que
nunca existiu.
Dentro
desse aspecto, a verdade deixou de ser algo transcendente, se torna
algo que pode ser violável, manipulado, ou ela está conforme o que
eu desejar que seja, se me servir tudo bem, mas amanhã se me
condena, eu mudo a versão, crio uma narrativa, é como se a pessoa
estivesse acima dos fatos, superior às evidências, subjugar as
provas, esse é o lema.
É
de fato o que nossos olhos estão presenciando nesse momento, a
injustiça imperando, e as pessoas concordando com isso, aplaudindo
porque os que estão sendo injustiçados e pagando o preço da
liberdade, não concordam com suas ideias, com o progressismo, você
deve ter visto que isso vai mais além, os mais radicais sugerindo o
extremo.
Os
fatos que existem serão aquilo que criei, ou que inventei.
As
provas não servem para nada, e eu posso provar, mesmo que contenham,
vídeos, imagens, áudios, confissões ou delações, eu crio as
próprias verdades.
Crimes,
de jeito nenhum tudo foi para um bem maior, desvios de verbas
públicas, fraudes, escândalos, um rombo gigantesco na economia,
tudo isso, não é levado em consideração, simplesmente porque o
populismo falou mais alto.
O
discurso manipulador é bom, é direcionado exatamente para as mentes
que já não assimilam mais o certo e o errado, o verdadeiro e o
falso. Basta uma palavra apenas, “eu não vi”, e tudo bem, a
justiça pune de um lado que está fora da bolha, mas absolve quem
está dentro da bolha, isso é estratégico, para mantê-la
funcionando, e os companheiros não soltarem as mãos.
Você
apoia a injustiça, aceita que pessoas inocentes paguem pelos
culpados, é isso mesmo?
Mas
como vai ser quando acontecer com você? Vai aceitar também, não
vai querer anistia?
E
quando te condenarem sem crime nenhum, vai aceitar calado?
Eu
acredito que não, vai querer que a justiça prevaleça, e te ponha
em liberdade, afinal de contas, não existe crime, verdade, mas a
omissão que comete hoje também é um crime.
Por
que a injustiça de hoje só serve para um lado, o lado que você odeia? Está na hora de pisar no chão, de pensar por si mesmo,
avaliar o que é errado sem se importar com nomes, posição,
cultura, lado político. Te convido à realidade.
Essa
reflexão é um convite à sinceridade, honestidade, aos princípios
básicos da humanidade, o que é certo é certo, e o errado não vai
mudar, mesmo que pense diferente ou não aceite, mas a realidade não
muda, assim como a imutável verdade.
Você
é mais forte do que pensa, não deixe ser enganado, e manipulado,
questione tudo, desconfie de tudo, dentro da bolha, não pode
questionar, não pode perguntar e muito menos desconfiar, lá dentro
jamais poderá ser você mesmo, será um objeto, como já disse, uma
marionete, que só repete os movimentos do manipulador, e as falas
que se repetem, como um mantra.
Precisa
avaliar as pessoas que vão liderar o país, isso não se trata de
odiar, ou deixar de gostar de alguém específico, mas olhar, deduzir o
histórico, esse ou aquele envolvido em alguma coisa ilícita, outros
presos por corrupção e outros crimes, essas pessoas você precisa
determinar que não servem para um cargo público, ou uma posição,
começa a tirar alguns nomes da lista.
Aquilo
que te foi tirado, a barreira do óbvio, precisa ser construída de
novo, a blindagem precisa fazer efeito de novo, expelir as mentiras,
os dardos inflamados com as falácias, até que sinta seguro e
consiga pensar por você mesmo, você olhar para aquele que você
tanto admira e dizer, o que você fez foi errado, não precisava ter
feito isso, gastou dinheiro público com isso, bancou um rico fazendo
shows enquanto têm pessoas sem saneamento básico.
Do lado de fora da bolha, quem é corrupto não serve, é intolerável.
Mudaram
seu comportamento, você não era assim, concordar e aceitar o crime,
a corrupção, o assassinato de pessoas que pensam diferente, odiar
a classe média, comemorar a morte de um adversário de ideias, ou
festejar que um inocente seja preso, aceitar o fim da família e o
assassinato de bebês.
Agradeço
a sua presença, o seu comentário será de muita importância para
nós.
Já
deve ter ouvido falar do tempo, esse que controla a cada um dos seres
humanos.
Nenhum
dos habitantes do planeta Terra ultrapassa o limite colocado pelo
tempo, na maioria das vezes existe uma certa determinação com
variantes, 70 anos.
Mas
isso é relativo, pois não se trata de uma regra seguida a rigor, é
só um parâmetro, “depois dos 70 anos é só enfado e
canseira”, mas
120 anos é uma regra, ninguém consegue ultrapassar com raras,
exceções, porque depende do registro de nascimento.
Mas, olhando para o
mundo hoje, tirando de fora as guerras, revoluções que ceifam
vidas, sem se importar com a idade, a fome também ceifou vidas sem
rótulo de tempo.
Alguns países não têm guerras, nem revoluções, nem a fome, nem eventos catastróficos
naturais, mas existem as drogas, o crime que vicia e extermina, que
também ceifa as vidas, e geralmente, são jovens, vidas em
ascensão.
“Somente
o tolo antecipa a sua partida”, a
imprudência também é um fator importante, que não distingue
aqueles parâmetros de idade, imagine um sujeito em um veículo
transitando a 200 km/h em uma rodovia, e ocorre uma fatalidade, esse
sujeito antecipou sua partida, não observou as regras básicas de
uma rodovia.
E outros casos, de
suicídio, devido à depressão, ou uma decepção muito grande que a
pessoa não suportou, preferindo assim encerrar sua existência, mas
dentro desse aspecto, existe o extremismo, o suicida que com sua
ação, faz com que muitas pessoas morrem.
Os homens-bomba, os
camicazes, mais recentes, sequestro de aeronaves com pessoas a bordo,
para serem usadas como mísseis, sendo lançadas em prédios.
Mas hoje segundo a
OMS, a maior causa mortis do mundo, são doenças cardíacas, essa
também que não se importa com a idade. Outro dia, foi um atleta em
plena atividade, desabou no gramado e nunca mais se levantou.
Outro dia, um cantor,
enquanto entoava seus louvores gospel, também tombou no palco. A
lista é grande, mas quem não se lembra de 2004, Serginho, jogador do
São Caetano, 30 anos, tombou no gramado e uma hora depois deixou
esse mundo. O ano passado foi um atleta do Nacional do Uruguai, Juan
Iziquierdo, Marc-Vivien Foé, Maximiliano Patrick Ferreira, 21 anos,
entre outros, e Miklos Feher também perdeu sua vida exercendo
atividades físicas.
São alguns exemplos,
que coloquei, não por serem famosos ou coisa assim, o fato é que
foram registrados por câmeras, e uma multidão de testemunhas que
presenciaram a cena, eram atletas, significa que eram pessoas
saudáveis, praticavam esportes de alto nível, mas, ainda assim,
foram vítimas do ataque cardíaco.
A possibilidade de uma
pessoa que não pratica atividades físicas corre um risco ainda
maior, e essas pessoas mencionadas, que perderam suas vidas, tinham
alimentação adequada, medicina a favor, mas, ainda assim, o pior
aconteceu.
Poderíamos
justificar perdas porque a pessoa não procurou
tratamento, e por essa razão perdeu sua vida aos 50 anos, 60 anos ou
mais, mas olhamos para a lista, tem um jovem de 21 anos, esqueça
isso, vamos partir do estabelecimento do tempo.
O
tempo de cada um chegou, tirando os que se antecipam, as
tragédias, nosso
tempo, nossa hora chegou, é
simples assim, não importa como estejamos, cheio de saúde, ou
enfermo, no auge, ou no declínio.
Essa hora chega
determinando o nosso tempo, conforme está escrito, quem estiver no
telhado, não vai dar tempo de descer para pegar alguma coisa, ou
quem estiver no campo, não vai conseguir voltar, estarão dois
dormindo e um só vai acordar.
O nosso tempo,
determinando o nosso fim, não vai esperar, uma retratação, uma
segunda chance, ou resolver alguma pendência, ou um pedido de perdão
para alguém que magoamos, vem e não importa onde estamos, ou
como nos encontramos.
Se estamos numa festa
com amigos, ou na rodovia, você viu os atletas em campo, pois é,
quem imaginaria que alguém no auge da forma física, ou o outro na
idade de ouro, perto da aposentadoria.
Essa reflexão tenta
levar ao leitor, que não existe culpado quando perdemos alguém,
temos que encarar como uma consequência da vida, podemos dizer que
encerrou sua carreira, no caso de tolo, do suicida, que procurou,
buscou, planejou sua partida. No caso do extremista, é um pouco
complicado, porque se trata de um sacrifício, ele está perdendo sua
vida por uma causa, mas o problema é as vítimas.
As suas ações
provocam a morte de muitas pessoas, inocentes, não tem como dizer ou
argumentar, todas as vidas perdidas por sua loucura, é óbvio que
terá nas suas mãos todo o sangue que derramou, não poderá ser
julgado mais pela justiça dos homens, mas da justiça Divina não
poderá escapar.
É tão difícil falar
disso, a partida de alguém, ainda que a pessoa se foi por causas
naturais, ainda assim nos fere, ou a enfermidade que causou tanta
dor, e que a partida foi um alívio, mas a dor da separação ainda é
muito forte.
Quem diria que alguém seria assassinada devido a um celular que não quis ceder ao
marginal, temos muitos casos de latrocínio seguido de morte no país,
com certeza vai existir o culpado que será punido pela justiça.
Isso não vai
substituir a perda, mesmo a justiça sendo feita no mais alto rigor
da lei, não vai curar aquela ferida aberta, ainda que o assassino
fosse levado a condenação da pena capital, nada disso substituiria
aquela vida perdida devido a um objeto.
E a vingança, ou
seja, justiça com as próprias mãos, é um sentimento que não pode
invadir a alma das pessoas, algo que deve ser evitado a todo custo,
apesar de toda a dor da perda, não justifica uma pessoa comum se
transformar em uma assassina.
Nos voltamos à
essência da reflexão e tentamos aceitar essas ocasiões como o tempo
chegado, que determinou o fim de alguém, a forma que a pessoa vai
encerrar a sua carreira apesar de não aceitarmos, não assimilarmos,
se foi uma tragédia, uma catástrofe, um sinistro, um acidente
aéreo, marítimo ou terrestre, um assassinato, sabemos que se trata
de uma ferida que não tem remédio, mas o que nos resta é aceitar
que o tempo fez o seu papel.
O tempo e a vida,
caminham juntos, em um propósito que está além da nossa compreensão. Infelizmente, não temos todas as respostas que
precisaríamos, algumas vivem mais de 100 anos, outras antes de
nascer já partem, outros na juventude, na meia-idade, na
adolescência, um recém-nascido.