segunda-feira, 13 de julho de 2026

A NATUREZA E NÓS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 


  

A NATUREZA E NÓS





Nosso caminhar por lugares desabitados.

Aonde as casas são raras.

As estradas, sem o quente do asfalto.

Sem o barulho dos motores.

À beira do barranco, dos rios.


Um túnel no meio das árvores.

Um caminho no meio da floresta.

Sem gritos e sem conversas.

Em certos lugares se ouve o barulho.

Da água corrente de algum rio.


Ou o estrondo de alguma cachoeira.

Tudo isso embalado pela sinfonia dos passarinhos.

O farfalhar de seus voos e conversas.

Colorido pelo toque das suas asas.


Realçados pelas cintilantes cores das borboletas.

Alguém passa muito rápido e solitário.

À procura do pólen das flores.

Os bem-te-vis iniciam uma conversa.


Em algum ponto do caminho.

Ao longe dá para ouvir um barulho.

Parece um martelo batendo na madeira.

É só o pica-pau procurando alimento.


À beira do caminho as flores exalam seu perfume.

As árvores parecem ficaram mais verde.

Com a nossa aproximação oferecendo sua sombra.

Para refrescar e sua raízes para um descanso.


Seus frutos para alimentar e seus cuidados.

Com os moradores do lugar.

A natureza se esforça para nós agradar.

Parece feliz com a nossa companhia.


Nem sequer imagina que é nós que ficamos.

Que estamos a procura da felicidade.

De companhia, de nos sentir importante.

Amado e ter toda a atenção do momento.


Mais à frente se apresenta para nós.

Uma fonte de água pura, uma nascente.

Com água fresca e límpida.

E um convite para renovar as energias.


Logo o dia vai findar.

A noite chega transformando todo o ambiente.

A iluminação fica por conta do luar.

Os pirilampos vão iluminar.

Os pontos mais escuros da noite.


A nossa gratidão à natureza.

Que proporcionou um dia espetacular.

Um momento que será eternizado.

Que bom que estava disposta a me ouvir.

Ali falei das minhas mágoas.

Das minhas tristezas e alegrias.



Claudio Alves de Oliveira

domingo, 12 de julho de 2026

OUVI A MINHA HISTÓRIA (Música Autoral)

MÚSICA AUTORAL:


 

OUVI MINHA HISTÓRIA


 


Cansado da viagem ali parou.

Pediu o cardápio e se assentou.

Ao seu lado um movimento, observou.

Mas não deu atenção, se concentrou.


Ali esperando o seu pedido.

Pensava na sua vida.

Uma cena a sua atenção chamou.

Parecia estar sozinho, ele parou.


Muitas pessoas em volta de um homem.

Que toma a frente e discursa.

E uma história começa a contar.

E todos os presentes fazem silêncio.


Vamos falar de heróis hoje.

De alguém que não teve medo.

Enfrentou o fogo e sua fúria.

Para salvar uma inocente criança.


De alguém que não teve dúvidas.

Se jogou nas correntezas do rio.

Naqueles dias de chuva intensa.

Para salvar um jovem adolescente.


E porque não citar um bebê engasgado.

Uma grávida em trabalho de parto.

Um ciclista sem chance de vida.

Um motorista que foi baleado?


O que proponho hoje na nossa cidade.

É criar um monumento em sua homenagem.

Porque falamos de um homem simples.

Que salvou da morte, muita gente.”


O discurso terminou com muitas palmas.

E um coro de aprovação por todos.

Entre aquelas pessoas estavam.

Alguns sobreviventes, que nem foram citados.


Aquele momento virou uma festa.

Uma faixa foi aberta.

E nela tinha uma frase.

Nossa gratidão ao herói desconhecido”.


Ninguém notou que naquela mesa.

Aquele viajante solitário que ali parou.

Viu seus olhos lacrimejados.

Não quis acreditar.

Que acabara de ouvir.

A sua história.


(Claudio Alves de Oliveira)


quarta-feira, 1 de julho de 2026

ETERNIZADOS OU ESQUECIDOS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 

In memoriam Irmã Cidinha 

 
 

ETERNIZADOS OU ESQUECIDOS


 


O dia mais amargo da vida.

Deve ser o dia da despedida.

O ambiente se torna triste.

Corações dilacerados se entreolham.


A dificuldade de assimilar, aceitar.

Que alguém se foi, deixou este lugar.

O seu lar. Para nunca mais voltar.

Nem teve tempo para despedidas.



A vida assim: nos reserva a dor.

Momentos alegres e horas felizes.

A alegria com a nossa chegada.

E a triste dor da nossa partida.




Nossa despedida em silêncio.

Nas mais aterrorizante das dores.

Um caminho sem retorno e volta.

Que trilhamos sem direito a escolha.



A vida é assim tem um começo.

O meio e o fim da jornada.

Deixamos um vazio, um lugar vago.

E nos tornamos apenas lembranças.



Um adeus sem resposta.

As palavras se calam.

Os sorrisos se findam.

Não controlamos as lágrimas.



A vida assim, nos reserva a dor.

Momentos alegres e horas felizes.

A alegria com a nossa chegada.

E a triste dor da nossa partida.



Todos nós seremos saudades.

Lembranças de uma vida.

Eternizados ou esquecidos.

Na linha do tempo.


(Claudio Alves de Oliveira)

 

 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

ME DEIXE SONHAR (Música Autoral)




 MÚSICA AUTORAL: Link para o vídeo no YouTube.


 

  

ME DEIXE SONHAR


Se foi sonho: não quero acordar.

Se não foi real, quero viver.

Um momento tão lindo.

Vai ser inconfundível.

Se ocorreu no passado.

Confesso foi sensacional.




O lamentável é que o ontem não volta.

Se tudo foi um sonho, por que acordei?

Se não era real, por que ficou a sensação?

Foi meu inconsciente que se equivocou?



Ou os meus sentimentos me traíram.

Se nada aconteceu, por que as marcas?

Se não existiu nada.

Qual a razão dessas cicatrizes?

Se não resta mais nada.

Qual o sentido da espera?



O caminho deve ter ficado para trás.

Se isso é um sonho somente.

Não me acorde.

Deixe-me sonhar.

Parece ser tão real.



O lamentável é que o ontem não volta.

Se tudo foi um sonho, por que acordei?

Se não era real, por que ficou a sensação?

Foi meu inconsciente que se equivocou?



Pareço perdido e sem rumo.

Procurando pôr respostas.

Encontrando mais dúvidas.

Chego a conclusão.

Que foi um sonho.

Não era real.



Não me acorde.

Deixe-me sonhar.



Claudio Alves de Oliveira

domingo, 21 de junho de 2026

AQUELA NOITE (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 




 


AQUELA NOITE 


O dia é diferente.

Dá para perceber.

Nos sorrisos, nas conversas.

O momento se aproxima.

A hora foi determinada.


 


O dia mais feliz da vida.

Estava tudo confirmado.

Mas as horas passam, já é tarde.

E o protagonista não aparece.

Uma dúvida surge entre os presentes.


Onde está o noivo?

Será que desistiu?

Foram tantas juras de amor.

Muitas promessas feitas.

E agora o que aconteceu?



Ela começa a pensar muitas coisas.

Questionamentos começam a surgir.

Uma lágrima sai espontaneamente.

Seguida por outras, o clima muda.

A alegria se vai definhando.


O dia era perfeito.

Mas o som da marcha nupcial.

Não seria tocado naquela noite.

Assim quis o destino.





Uma pessoa fardada aparece.


Semblante muito triste.

Se aproxima da noiva.

E entrega um celular.

E com voz embargada.

A ponto de chorar, disse:


-Ele tentou te ligar.

Apenas disse essas palavras.

-Fala para ela me perdoar.

Não vou conseguir ir.

Eu a amo, diga a ela.

Que a espero na outra vida.



A realidade é cruel.

De um país, impune.

O lobo foi poupado.

Uma ovelha se tornou vítima.

Destruindo um sonho.



(Claudio Alves de Oliveira)

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

SUA MAJESTADE: A MÚSICA (Música autoral)


     MÚSICA AUTORAL:

 


   

SUA MAJESTADE: A MÚSICA



O que seria do mundo sem música?

Sem melodias e sem as canções.

Não tem como imaginar como seria.

Talvez um deserto sem oásis.

O mar sem ondas e sem peixes.








É um presente de DEUS.

Uma dádiva dos Céus.

Em sua melodia, o sentimento.

Em sua harmonia, está a união.

Em seu ritmo, o pulsar da alma.

Em cada nota, uma declaração.







Ela faz parceria na solidão.

No coração triste, traz alegria.

No abandonado, traz companhia.

Devolve a esperança, para quem perdeu.

E no esquecimento, remonta recordações.





A música é essencial, na vida.

No ambiente certo, motiva.

No momento correto, superação.

Arranca das faces, sorrisos ou lágrimas.

Um gatilho para o que ficou para trás.





É um presente de DEUS.

Uma dádiva dos Céus.

Na melodia, expressam-se os sentimentos.

Na harmonia, a união dos seres.

No ritmo, determina nossos passos.

Em cada nota, uma história diferente.





Ela eleva o nosso espírito.

Nos aproxima do nosso CRIADOR.

Nossos louvores são um ato de adoração.

Nossas canções, são uma oração.

A música nos aproxima de DEUS.





A música se funde com nossas lágrimas.

Une-se com as nossas recordações.

Que inspira os poetas em suas poesias.

Faz parte da nossa existência.

Uma trilha sonora de cada história.





É um presente dos Céus.

Uma dádiva de DEUS.



(Claudio Alves de Oliveira)

sexta-feira, 12 de junho de 2026

137 DE SALMOS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 


  

137 de Salmos


Aqui nossa música não faz sentido.

Preferimos nos calar.

Nesse lugar sem ambientação.

O nosso louvor não tem suavidade.




Nossos sentimentos não são favoráveis.

Perdemos amigos, família, músicos.

Olhando essas águas sem brilho.

Preferimos apenas recordar.



Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Uma saudade que nos fere.

Lembranças do nosso lar.

Nossa serenidade foi abalada.

Nessa terra tão distante.





Viemos como escravos.

Destruíram tudo o que tínhamos:

Nossas casas nosso templo...

Nossas crianças, nem queremos lembrar.



Uma tristeza invade nossa alma.

E a felicidade ficou lá no passado

Com um flash de memória.

E isso nos deixa arrasados.


Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Que sejamos perdoados.

Se acontecer com eles.

Da mesma forma que.

Fizeram com nosso povo.

E consentimos com isso.



Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Fizemos um pacto.

Não vamos entoar.

Um cântico do Senhor.

Nesse lugar estranho.



(Claudio Alves de Oliveira)

terça-feira, 2 de junho de 2026

O ENTARDECER (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 

 


O ENTARDECER




Olhando para o horizonte.

Deparo-me com o entardecer.

O sol parece procurar abrigo.

Lá atrás das montanhas.




O branco das nuvens.

Mudam de cor em contraste.

A sombra da noite se aproxima.

O dia vai definhando.



Como se fosse um espetáculo.

As cortinas se fecham no crepúsculo.

De mais um dia que se finda.

Alguém anuncia: a noite vai chegar.



As aves buscam por abrigo.

Voltam para o seu ninho.

O cenário muda de cor.

Os coadjuvantes são outros.



Os habitantes das sombras.

Vão viver o seu momento.

Os animais saem das tocas.

Outros deixam seu abrigo.



Como se fosse um espetáculo.

As cortinas se fecham no crepúsculo.

De mais um dia que se finda.

Alguém anuncia a noite vai chegar.




Lá na montanha um uivo se ouve.

O lobo convida sua alcateia.

Para contemplar a lua.

Que parece tocar a terra.



A noite se finda com um sinal.

Lá no poleiro o galo bate suas asas.

E canta anunciando um novo dia.

E a lua lá horizonte se despede.



Como se fosse um espetáculo.

As cortinas se fecham no crepúsculo.

De mais um dia que se finda.

Alguém anuncia a noite vai chegar.



(Claudio Alves de Oliveira)