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segunda-feira, 27 de abril de 2026

O REGRESSO (Música Autoral)



O REGRESSO
(Música Autoral)



Como um dia de sol, chovendo.

Uma noite clara sem a lua.

Sem rumo e sem destino.

Tudo o que desejava era voltar.



O medo cercava era um desvario.

O receio de ser rejeitado.

E aquele vazio o atormentava.

A distância como uma faca.



A solidão perfurava o peito.

As lembranças causavam temor.

Lágrimas e remorsos enchiam a alma.

O desejo de voltar ganhava forma.



Como o pincel de um pintor.

Que numa tela rabiscava linhas.

Traços sem nenhum sentido.

Mas com o tempo se transformam.


E um dia cansado da agonia.

No momento em que o sol nascia.

Ajuntou o que tinha e partiu.

O destino agora era sua família.



Ninguém teve culpa.

A decisão foi sua.

Ao longo da estrada.

Alguém o reconheceu.

Não falava, apenas latia.



A emoção do reencontro.

As lágrimas caíram ao chão.

O portão se abriu.

E alguém gritou seu nome.



Aquele abraço preencheu o vazio.

Aquelas palavras envolta em alegria.

Devolveu a vida e a alegria.


Seja bem-vindo a sua casa.




Ninguém teve culpa.

A decisão foi sua.

Ao longo da estrada.

Alguém o reconheceu.

Não falava, apenas latia.



(Claudio Alves de Oliveira)


 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

APENAS...






APENAS...



Isso não se trata de um texto, ou uma reflexão.

É apenas palavras e letras, nessa declaração.

Eu colocaria palavras profundas e de grande comoção.

Mas, no fundo, eu não consigo, escrever com tanta paixão.

Mesmo que haja esforço, mas falta inspiração.

Mas desistir, é uma palavra que não merece descrição.

Desistir é para os fracos e sem ambição.

Não podemos se dobrar diante, de uma adversa situação.

Precisamos buscar de alguma forma, ou maneira, uma solução.

Ainda que estejamos sujeitos a uma grande, decepção.

Mas abandonar a luta, deixar de guerrear, está fora de cogitação.

Deixar se abater devido a alguma, especulação.

Os obstáculos e barreiras só alimentam, nossa superação.

Não importa se nossos sonhos são, só ilusão.

Ou se a nossa vida faz parte de uma, ficção.



O que importa é que nossas ações, gerem reação.

Que o nosso brilho não se apague diante, da tribulação.

Que a nossa paz não se contamine, no meio da humilhação.

Que o nosso caráter não se abale em confronto, com transgressão.

Que a nossa crença não ceda em meio, a contradição.

Nem a nossa fé se acabe, quando formos levados, a tentação.

A nossa simplicidade continue intacta, ainda que formos a prisão.

Nossa humildade não deixe de existir mesmo, sofrendo com a ingratidão.



Nossa alegria não se transforme em tristeza, mesmo na desilusão.

Ainda que estivermos só e na, solidão.

Jamais vamos dar espaço e terreno, para a depressão.

Que o nosso vigor nunca se perda, na devassidão.

Que nada nos afete e nos fira, nesse mundo de imensidão.

Que nosso comprometimento seja com, a verdade e determinação.

Que nosso empenho seja em fazer, o bem com muita, dedicação.

Que nossos esforços se voltem, em amar sem fazer, acepção.

Que nossas metas sejam, em torno do amor e afeição.

Nossos objetivos sejam, todos, voltados para a retidão.

Agradeço muito por sua presença, e sua atenção.

Como disse no começo, me falta inspiração.

Mas essas coisas, escrevi com o coração.

Não tenho grandes pretensões.

Apenas viver esse momento e a vida com emoção.

Não tenho muito para oferecer, apenas essa composição.

Fazer de cada minuto e cada instante, uma razão.

Motivos para nunca parar, nem desistir da aquisição.

Tentando a todo o momento buscar, uma capacitação.

E a cada dia deixar o conhecimento, realizar a sua absorção.

Aprender, mudar, crescer em sabedoria é o que faz parte, da minha evolução.

Fico muito motivado, com sua compreensão.

Um grande abraço, minha saudação e até um dia, então.



(Claudio Alves de Oliveira)

Apenas...




terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

APENAS SORRIA...

 


APENAS SORRIA...



Sorria para este dia um novo amanhecer.

Sorria para o dia que está nascendo.

Sorria para a esperança que este dia nos traz.

Sorria para as expectativas aguardadas.

Para o desenrolar dos acontecimentos.

Sorria para os seus entes queridos.

A sua fortaleza, a aljava do guerreiro.

Sorria quando romper a aurora.

Quando as gotas de orvalho forem iluminadas pelo sol.



Sorria para a terra agradecida.

Sorria para as águas e seu eterno ciclo.

As sementes germinando.

Os pássaros no seu alvoroço.



As borboletas realçando a natureza.

E o verde das matas sempre envolvente.

Sorria para o azul abarcante do firmamento.

E pelas nuvens que se deslumbram em figuras no horizonte.

Sorria para as pessoas, cumprimente seus vizinhos.

Abrace seus amigos e converse consigo mesmo.

Converse com seu cachorro ou com seu animal de estimação.



Faça a valer a pena mais esta oportunidade.

Seja agradecido, seja grato e emane alegria.

Sorria para a vida e ela lhe será grata.

Faça brilhar a tua felicidade.

Faça irradiar a tua felicidade e sua gratidão.

E deixe esse dia escrever mais um capítulo da sua história.

Quando ele terminar a esperança não morrerá.

Porque a esperança se renova a cada amanhecer.

Quando a noite chegar nada vai mudar.

Será apenas expectativas e espera para um novo dia.

Momentos de sonhar, se inspirar.

Que os acontecimentos nos surpreendam.

Quando a noite se for e luz voltar.

Mais uma chance, uma dádiva de DEUS.

Viva o hoje, viva o agora.

O ontem já passou e o futuro é promissor.

O melhor da vida ainda está por vir.

Apenas sorria.

Ainda que esse sorriso esconda alguma dor.

Esconda alguma decepção.

Ainda que esconda alguma lágrima.

Ainda que esconda uma tribulação.

Ainda que não haja motivos para se alegrar.

Ainda que não tenha razões para felicidade.

Ainda assim sorria, porque ainda tem vida.

Ainda existe vida, tens tudo.

Pois enquanto vive ainda tem esperança.

A brasa poder estar ofuscada, cheia de fuligem.

Mas um sopro a faz se tornar incandescente.

O teu sorriso é o que fará a diferença.

Acredite, muitos estão em situação difícil.

Ainda mais crítica, um sorriso seu será uma alavanca.

Seu sorriso será o assopro naquela brasa ofuscada.

Enquanto houver vida haverá esperança.

Então sorria mesmo chorando.

Mesmo com dor, mesmo em declínio.

Mesmo a espera de algo ainda pior.

Mas sorria, apenas sorria.









(Claudio Alves de Oliveira)


Apenas sorria


terça-feira, 2 de setembro de 2025

QUEM SOMOS?


 

QUEM SOMOS?


Quem somos? Na realidade, quem somos de fato eu e você? No geral, no amplo, somos seres humanos. Não acredito em evolução, que somos descendente dos primatas. Ou somos a evolução dos macacos, golfinhos e dinossauro.

Somos humanos, aspectos diferentes, nenhum. A não ser aqueles que tem anomalia, por exemplo, dedos a mais. Mas isso não o torna evoluído, ou diferente dos demais. Mas em suma, ninguém consegue ultrapassar os limites.

Nenhum ser humano tem o poder de voar, por exemplo, não temos asas.

Ninguém consegue viver no profundo dos mares, nem com equipamento conseguimos. Em órbita, só equipado e olhe lá, somos bem parecidos. Idênticos, em suma, os aspectos que nos diferem um do outro. Pode ser o conhecimento, o cientista estudou mais que o pedreiro.

O astrofísico se dedicou ao conhecimento, e sabe muito mais que uma pessoa que trabalha na limpeza predial. Mas o aspecto humano são encontrados em ambos. Nem o que estudou mais e o que se dedicou menos, diferem em competências, mas ambos são iguais.

Uma doença, por exemplo, vai afetar os dois. E o fim da vida é determinante em todos. Ou conhece alguém entre nós que não morreu.

Que vive há pelo menos 200 anos? Não tem. Somos diferentes no caráter, no conhecimento. Nos costumes e tradições, religião, gosto musical. Na postura, na nacionalidade ou até mesmo na etnia.



Agora no ponto, um ser é mais evoluído que o outro. Não vai encontrar onde quer que for, um homem ou mulher. Com poderes, ou com fogo nos olhos, ou que sobe paredes. Na verdade, o que somos, seres bem vulneráveis. Pessoas que se magoam com elogios.

Como a pessoa ou o indivíduo, conseguisse se machucar com uma rosa. Alguns são valentes demais, até aparecer outro mais valente.

Os aspectos dos seres humanos são muito diferentes. E suas posturas, na visão dessa reflexão, excêntricas. Outras fantasiosas, e, porque não, hipócritas.

Pois tem aqueles que só pensam em si. Muito comum numa classe de pessoas que deveriam se preocupar com os demais. Foram colocados ali para essa finalidade. Mas, quando assumem seus cargos, governam para si.

Essa é uma pequena visão dos seres humanos. Agora vamos entrar no verdadeiro objetivo dessas palavras. Somos frágeis, muitas vezes incapazes, dependendo da situação.

Tem momentos que nos leva ao extremo. Sem reações, como se estivéssemos em coma. São etapas da vida que nos derrubam.

Perdemos o nosso foco, ficamos sem reação. Chega em nossos caminhos situações, que não esperávamos. Talvez o que mais temíamos, algo fora do contexto. Algo que não programamos, que não estávamos preparados.

É inevitável, e de repete nosso mundo se transforma. Os amigos não aparecem mais, não oferecem ajuda. A dura realidade nos mostra que estamos só. Ouviu falar no fundo do poço, pois é, lá só cabe uma pessoa.

Em outras palavras, é como se fossemos divididos. Retalhados e nossos pedaços espalhados. Após assimilarmos as nossas condições. Haverá um tempo para lamentação, e justificativas.

Mas depois, não importa o quão fundo estamos, o quanto estamos distantes. Precisamos voltar, ter a nossa vida de volta. É preciso lutar, buscar recursos, obter forças.

Juntar nossos pedaços, se reconstruir de novo. Aceitar as mãos estendidas, oferecendo apoio. Um grão de arroz pode virar a balança, mas pode nos alimentar por um dia. É buscar forças onde não tem, mas um grão de arroz, com a fé, vira um banquete.

Parece impossível, que um único grão possa matar a fome.

Pode ser de forma simbólica que se entenda isso, ou pejorativa. Mas, se você andar pelas ruas vai se deparar com isso.

Entenda que isso é um caminho de volta, que precisa do que está disponível.

Nos sorrisos que encontrar pelo caminho, se alimente de esperança. Nas atitudes de semelhantes, encontre a gentileza.

No falar daqueles que se importam, encontre motivação. Ignore os que odeiam e oprimem, não tem nada a oferecer. Os que ofendem e julgam, condenam, isso não te serve.

As críticas e acusações, use com escada, pise em cima, faça de degraus. No meio da floresta existem frutos venenosos, mas os pássaros procuram o bom fruto. Precisamos aprimorar nossas escolhas.

Precisa juntar seus pedaços, o que sobrou de você. Evite a peçonha dos venenosos, a ganância dos ambiciosos. É preciso olhar para as matas e veja o verde exuberante.

Olhar para os rios e enxergar a sua essência. Apreciar a flor, o seu cheiro e os espinhos como proteção. Sua beleza que atraem as borboletas, os beija-flores.

As abelhas no seu ato de somente ajudar a humanidade. Nas aves voando, se alegrando, enaltecendo seu CRIADOR.

Nos raios do sol penetrando pela copa das árvores, até tocar o chão. Na luz do luar que ilumina a escuridão da noite.

Nas gotas de orvalho anunciando que o dia vai se iniciar. Ou na chuva que encharca a terra, fazendo as sementes germinarem.

Quando tudo isso fizer sentido para você, vai se sentir completo novamente. Como uma planta que estava secando, mas a seiva está viva.

Percorrendo o caule, a raiz, as folhas, o tronco, os galhos.

E uma folhinha verde insiste em sair, e outras a seguem.

E com o tempo logo estará verde novo, dando fruto.

O ser humano está conectado a DEUS através da alma.

Respondendo a primeira questão dessa reflexão.

Quem somos de fato? Uma planta com raízes profunda.

Que precisa de água, de carinho, do ar, da chuva.

Do sol e da lua, precisamos de atenção de cuidados.

A nossa seiva está ligada aos Céus.

Somos a imagem e a semelhança de quem nos criou e formou.

Antes que faça questionamentos, DEUS nos deu o direito da escolha.

As decisões cabem a nós, tudo isso que foi descrito nessa reflexão.

Ou situações parecidas como essa, pode ser uma escolha nossa.

Uma decisão que nos levou ao extremo.

Mas de qualquer forma, o aprendizado foi grande.

Vamos até onde podemos, não se esqueça.

Sempre existirá um limite.

Do qual não podemos ultrapassar.

Ainda que desejássemos.

(Claudio Alves de Oliveira)

Quem somos?

sábado, 16 de agosto de 2025

JUNTO AO RIO (LAMENTAÇÃO)





 

JUNTO AO RIO

LAMENTAÇÃO


Fomos levados da nossa moradia, sequestrados.

Destruíram a nossa habitação, o nosso lar.

Queimaram os muros da cidade, e tudo foi saqueado.

Nossos pertences, nossa riqueza, e muitas vidas perdidas.

E fomos levados para um lugar distante.

Um reino diferente, costumes e hábitos distintos.

Nossa liberdade foi arrancada de nós.

Fomos escravizados naquele reino.

Nossa cidade, o nosso templo, tudo foi destruído.

E agora estávamos distante de tudo.

Nossa alegria e nossa felicidade nos foram tiradas.

Levaram o nosso júbilo e o nosso resplendor.

A nossa identidade foi trocada, agora somos escravos.



E tudo o que nos restava era chorar e lamentar.

Ali não era o nosso lugar.

Aqui não é o nosso lar.

Esta não é a nossa vida.

Essa não é a nossa pátria.

Esse não é o nosso país.

Esse não é o nosso rei.

Nem esses são dignos da nossa devoção.

Nem esse objetos serve para adoração.

Nem essa música são as que nos alegram.

Todo esse lugar só nos emana tristeza.

Toda essa terra só enfatiza nosso amargor.

As belas paisagens só ativa as boas lembranças.

E tudo o que temos são lágrimas.

Saudades que nos fere e nos machuca.

A opressão nos transformou num povo amargoso.

Perdemos a esperança, deixamos de acreditar.

E naqueles rios nos sentavam-nos e lamentava-nos.

Nossos instrumentos ficavam pendurados.

Perdemos tudo, até o desejo de louvar.

A força de cantar e a alegria de tocar.

Não existia nenhuma razão e nenhum motivo.

Para que se alegrássemos sentados na beira do rio.

Nossa tristeza até comoveu os nossos opressores.

Que nos diziam para que tocássemos.

Queremos ouvir as suas melodias.

Conhecer um pouco da sua cultura, sua música.

Nos alegrem entoando um dos seus cânticos.

Cantem suas músicas para os nossos ouvidos.

Para que a nossa alma se alegre.

Mas aquelas pessoas não sentiam a nossa dor.

Eles não entendiam a nossa tristeza.

Não conseguiam ver a nossa alma dilacerada.

Nem compreendiam que música e tristeza não combinam.

Porque se tocássemos ali naquele lugar.

Só aumentaria nossa dor e amargura.

Aquele pedido estava além de um gesto.

Percebemos que queriam nos fazer esquecer.

Apagar da nossa memória a nossa terra.

Nos fazer tentar esquecer do nosso lar.

Dos momentos da nossa glória.

Do nosso auge e das nossas vitórias.

Como podíamos esquecer da nossa cidade.

Que a nossa língua se una ao paladar.

Se não confessar a nossa maior alegria.

Era de estar no nosso país, nossa cidade.

Dentro dos muros, nos palácios e no templo.

Ouvir os Salmistas, ouvir as canções.

Cantar um dos cânticos de Sião.

Olhar para o Céu com as mãos levantadas.

E Glorificar ao que VIVE para sempre.

Se isso não era felicidade, os oceanos secaram.

As lembranças do dia da assolação.

Eram tão fortes em nossos pensamentos.

Em nossas conversas em nossas lamentações.

Aquelas vozes ainda parecia tão sufocante.

“Destruam tudo, queimem os seus muros.”

“Até os seus alicerces, acabem com tudo.”

Eram palavras de destruição que não esquecemos.

Que pareciam nos assombrar naquele lugar estranho.

Só não conseguíamos ver a diferença de justiça e vingança.

Queríamos que pagassem da mesma forma.

Que fossem assolados do mesmo jeito.

Que fizessem com seus filhos o que fizeram aos nossos.

As nossas harpas penduradas nos salgueiros.

E nossas lágrimas que pareciam aumentar.

O volume de água dos rios de Babilônia.

O nosso lamento não foi ouvido.

Nem nossas preces foram atendidas.

Durante muito tempo.

Fomos deixados ali, e esquecidos.

Precisamos voltar, ali não era o nosso lugar.

Somos um povo livre, não cativos.

O cativeiro não nos serve.

Tudo o que precisávamos e de um novo recomeço.

Uma chance, uma oportunidade de voltar e recomeçar.

Reconstruir nossas vidas e o nosso lar.

Ter a nossa liberdade de volta.

Nossos sonhos são levados pela correnteza do rio.

Que não para, não entende o nosso sofrimento.

Não compreende a nossa dor.

Nem a saudade que nos mata aos poucos.

E ali ficamos sentados olhando o seu fluxo.

O sol brilhando nas suas pequenas ondulações.

Observar aquelas águas é o que tínhamos de precioso.

Parecia acender a chama da esperança.

(Claudio Alves de Oliveira)

Junto ao rio

Lamentação


  • Eventos ocorridos neste período

    Início do cativeiro 586 a.C.

    Nabucodonosor II destruiu Jerusalém e o Templo, marcando o fim do Reino de Judá e o início do período do exílio na Babilônia. 

    Fim do Cativeiro (538/537 a.C.):

  • Ciro, o rei persa, conquistou a Babilônia e, através de um decreto, permitiu que os judeus retornassem à sua terra e reconstruíssem o Templo.