Não
será a última vez que tomaremos o fruto da vide.
Mas
um dia, em outro lugar.
Longe
de tudo isso, longe do mundo.
Quando
tudo isso deixar de existir.
Tomaremos
de novo, no reino do meu PAI.
Ele
prometeu, para seus seguidores.
Enquanto
o traidor buscava uma ocasião.
O
jardim no monte das Oliveiras seria ideal.
Estaria
com dois ou três discípulos.
O
traidor aproveitou a oportunidade.
E
naquela noite JESUS CRISTO começou sua missão.
Não
haveria volta, não poderia desistir.
E
ali no jardim implorou por forças.
O
cálice era muito amargo, mas era preciso tomar.
Pai
se for possível passa de mim este cálice.
Todavia
seja feita a tua vontade.
Um
beijo do traidor, foi o sinal.
E
ele foi preso, iniciando seu sacrifício.
E
ali o deixaram só, todos fugiram.
Entregue
nas mãos dos homens.
Sem
nenhum crime, um inocente.
Recebe
o tratamento de um criminoso.
As
autoridades religiosas precisam de provas.
Suas
falácias e argumentos não serviam.
Procuravam
alguma coisa para o incriminar.
Duas
pessoas falaram do templo.
Que
derrubaria e em três dias o reedificaria.
O
silêncio era sua defesa.
O
sacerdote então o desafiou um pouco além.
“Conjura-vos
pelo DEUS vivo, nos diga.
Se
tu és o CRISTO, o filho de DEUS
A
resposta Dele foi contundente:
“Tu
o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem
assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.”
Aquilo
para os acusadores era uma blasfêmia.
Um
deles disse, para que provas isso basta.
Rasgando
os seus vestidos disse, é réu de morte.
E
ali o começa o desprezo da humanidade.
Cuspiram
no seu rosto, esbofetearam e batiam com varapau.
O
SENHOR JESUS sentiu ali a rejeição.
A
do próprio povo que ele abraçou.
Foi
levado ao governador, este não viu culpa.
Mas
agradou as autoridades locais, temia uma revolta.
E
propôs o perdão, o indulto da páscoa.
Quando
o escolhido seria contemplado com o perdão.
E
deixou o povo escolher o destino do FILHO DE DEUS.
Na
escolha que mudaria também o destino do mundo.
Trinta
moedas de prata, foi preço da traição.
A
agora ao seu lado, tinha um criminoso.
E
naquela manhã foi feito uma proposta.
Para
o povo daquele lugar.
Que
representaria o passado, o futuro e o presente.
Ali
diante deles foi oferecida a decisão e a escolha.
Como
se o governador colocassem diante deles.
Aqui
está o amor e ali o ódio.
A
luz está aqui e lá as trevas.
O
que vocês decidem, o inocente ou o criminoso?
E
naquela manhã a multidão insuflado pelo seus líderes.
Alguns
foi até longe demais.
Se
realmente fosse inocente.
Que
fosse culpado pelo sangue, ele e sua descendência.
A
escolha da multidão prevaleceu.
O
CRIADOR do mundo FORMADOR de tudo o que há.
Foi
levado para ser chicoteado.
Como
alguém um disse.
Eis
aí o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo.
Num
simbolismo significava “subindo ao altar”.
Para
si mesmo se oferecer em sacrifico.
As
ruas daquele lugar, Jerusalém se encheu de pessoas.
Para
acompanhar aquela caminhada sem volta.
Para
todos os que subiram ao Gólgota.
Mas
o que ocorria era diferente.
Em
si era o desejo da multidão.
Mas
por outro lado, bastaria um gesto.
Uma
única palavra e nada aconteceria.
Os
acusadores seriam ceifados na hora.
No
entanto, o Cordeiro se ofereceu ao sacrifico.
Ganhou
de presente dos homens uma coroa.
Só
que era de espinhos, e incomodava muito.
Aquilo
doía, perfurava a pele, uma roupa escarlate.
Símbolo
de chacota e deboche.
Enquanto
realizava aquele trajeto macabro.
CRISTO
JESUS não sentia só o peso da cruz.
Nem
a dor das feridas abertas pelo chicote.
Não
era só a dor dos espinhos na cabeça.
Que
apertavam sem crânio, incomodando.
Gotas
de seu sangue ia caindo pelo caminho.
Então
Ele sentiu a dor do desprezo.
Ele
sentiu o flagelo da rejeição.
Um
preço tão alto que pagaria pela humanidade.
Os
gestos, as blasfêmias, as ações.
A
provocação por parte de alguns do povo.
Que
cuspiam, batiam, num ato de covardia.
Aos
olhos do mundo ali estava alguém indefeso.
Que
caminhava para o lugar de execução.
Bastaria
uma única palavra um gesto simples.
E
os Céus se abririam e os exércitos celestiais atuariam.
Se
isso acontecesse sua missão falharia.
O
objetivo era algo maior.
Sabe,
aquelas pessoas, os soldados.
Aqueles
que o desprezavam, zombavam, cuspiam.
Falavam
palavras absurdas, o condenavam.
Não
era considerado inimigos.
Somente
pessoas dominadas pelo ódio.
Mas
aquele era o caminho para algo maior.
Mas
sendo totalmente humano e fragilizado.
Seu
corpo colapsado, por todo o tratamento severo.
Caiu
diversas vezes, mas levantava e prosseguia.
Um
homem passava vindo do campo.
E
esse foi incumbido de o ajudar.
Algumas
mulheres choravam e se lamentavam.
Ele
percebeu, e quase como um gemido disse.
Não
chores por mim, mas lamentais por vós.
Pelos
seus filhos, pelos seus descendentes.
Entre
dois marginais sua cruz foi elevada.
Os
cravos nas mãos e nos pés.
Uma
placa indicando a sua condenação.
“Este
é Jesus rei dos judeus.”
O
metal roçava no osso fazendo com isso aumento da dor.
O
seu corpo nu exposto.
Calado
como o mudo cordeiro levado ao matadouro.
Talvez
lembrou que um dia.
Chorou
sobre aquela cidade.
Jerusalém
que mata os profetas e aqueles que são enviados.
Quantas
vezes eu quis ajuntar, como a galinha faz com os pintainhos.
Mas
a rejeição dos homens falou mais alto.
O
orgulho dos humanos era determinante.
A
tradição estava complexada naquelas pessoas.
A
religião não admitiria mudanças.
Que
se opunha ao sistema sofreria retaliação.
O
processo lento e agonizante da morte de cruz se inicia.
“Desça
daí se tu és o Filho de DEUS.”
“Salva-te
a ti mesmo e a nós”, dizia um dos condenados.
Mas
o outro, não concordava com isso.
“nós
merecemos isso aqui, mas Ele é inocente”.
Uma
última atitude, um último gesto.
E
aquele homem arrependido e coerente.
Demonstrando
a sua gratidão e reconhecimento.
Mesmo
sentindo as mesmas dores do outro.
Encarava
a crucificação como um merecimento pelo seus atos.
Ouviu:
“Te digo hoje, estarás comigo no Paraíso”.
Os
sinais começam a acontecer.
Houve
trevas, terremoto.
Alguém
confessou Ele é realmente o Filho de DEUS.
Aquele
lugar foi abalado com um clamor.
“DEUS
meu, DEUS meu, porque me desamparaste.”
Pouco
tempo depois terminava a sua missão na terra.
Ou
melhor, no mundo dos vivos.
Nesse
exato momento o véu do templo se rasgou.
Agora
sua verdadeira batalha seria com outro inimigo.
Esse
mais potente, mais eficaz.
Que
o Salmista classificou como portas eternas.
A
morte precisa ser vencida, e no terceiro dia.
Ela
perdeu sua força e não resistiu.
Uma
explosão acontece uma energia indescritível.
Ocorre
no sepulcro onde fora colocado o Filho de DEUS.
E
Ele ressurgi do mundo dos mortos.
Significando
que a morte foi derrotada na batalha.
Perdeu
a sua força, não o pode reter.
Não
suportou a presença do FILHO DE DEUS.
E
as entradas eternas teve que abrir suas portas.
O
Rei da Glória entrou e resgatou.
Todas
as almas que estavam presas.
A
morte perdeu o seu direito.
Através
dos milênios não perdeu nenhuma batalha.
Mas
agora, os grilhões estavam posto aos seus pés.
Então
o REI DA GLÓRIA venceu o maior inimigo.
Ainda
permaneceu na terra por quarenta dias.
E
na frente de muitas testemunhas.
Retornou
aos Céus e recebido com honras.
Assenta
a minha direita até que ponha os teu inimigos por escabelos dos
vossos pés.
Disse
o SENHOR ao meu SENHOR.
Agora
tu és Sacerdote Eterno.
Alguém
um dia relatou algo assim.
Que
hoje vemos aquele JESUS que era menor do que os anjos.
Por
causa da sua paixão e morte.
Coroado
de honra e glória lá nos céus.
Por
ter passado as mesmas coisas que nós passamos.
Sentidos
as mesmas aflições e angústias.
Tentações
e tantas outras coisas.
Isso
é outra visão da sua passagem pela terra.
Entende
e compreende cada ser humano.
Porque
naquilo que CRISTO JESUS foi tentado, padeceu.
Pode
socorrer aos que são tentados.
(Claudio
Alves de Oliveira)
Via
dolorosa (o caminho do Gólgota)
Extras:
Via Dolorosa: O Caminho de Jesus com a Cruz
A Via Dolorosa (Caminho da Dor, em latim) é um percurso de
aproximadamente 600 metros em Jerusalém, tradicionalmente
reconhecido como o trajeto que Jesus Cristo percorreu, carregando a
cruz, desde o local de sua condenação até o Gólgota (também
conhecido como Calvário), onde foi crucificado. Este caminho é
marcado por 14 estações, cada uma representando um evento
significativo da Paixão de Cristo.
É importante notar que, embora seja um percurso profundamente
simbólico e de grande significado para os cristãos, a localização
exata de algumas estações pode variar historicamente ou ter sido
adaptada ao longo dos séculos devido às mudanças na cidade de
Jerusalém.
As 14 Estações da Via Dolorosa:
Aqui está um mapa textual e a descrição das 14 estações,
começando do que se acredita ser o ponto de partida:
Estação I: Jesus é Condenado à Morte
Localização Tradicional: Pátio da Escola Umariyeh,
adjacente à Fortaleza Antônia. Este era o local onde Pôncio
Pilatos teria proferido a sentença.
Descrição: Jesus é julgado e condenado à
crucificação.
Estação II: Jesus Recebe a Cruz
Localização Tradicional: Em frente à Capela da
Condenação e Flagelação, perto da Fortaleza Antônia.
Descrição: Jesus recebe a pesada cruz sobre seus
ombros.
Estação III: Jesus Cai pela Primeira Vez
Localização Tradicional: Esquina da Via Dolorosa
com a Rua El-Wad, perto de uma pequena capela polonesa.
Descrição: Sob o peso da cruz, Jesus cai pela
primeira vez.
Estação IV: Jesus Encontra Sua Mãe, Maria
Localização Tradicional: Em frente à Igreja
Armênia de Nossa Senhora do Espasmo.
Descrição: Maria, sua mãe, vê Jesus sofrendo e
carregando a cruz.
Estação V: Simão de Cirene Ajuda Jesus a Carregar a
Cruz
Localização Tradicional: Em frente à Capela de
Simão de Cirene, na subida da Via Dolorosa.
Descrição: Os soldados forçam Simão de Cirene a
ajudar Jesus a carregar a cruz.
Estação VI: Verônica Enxuga o Rosto de Jesus
Localização Tradicional: Em frente à Igreja de
Santa Verônica, que abriga o convento das Irmãzinhas de Jesus.
Descrição: Uma mulher, Verônica, tem compaixão e
enxuga o rosto de Jesus com um véu.
Estação VII: Jesus Cai pela Segunda Vez
Localização Tradicional: Na Via Dolorosa, em um
cruzamento de ruas, marcado por uma pequena capela franciscana.
Descrição: Jesus cai novamente sob o peso da cruz.
Estação VIII: Jesus Consola as Mulheres de Jerusalém
Localização Tradicional: Na parede do Mosteiro
Ortodoxo Grego de São Caralambos.
Descrição: Jesus para para falar com as mulheres
que choravam por ele.
Estação IX: Jesus Cai pela Terceira Vez
Localização Tradicional: Perto da entrada do Santo
Sepulcro, no pátio da Igreja Copta de São Antônio.
Descrição: Próximo ao Gólgota, Jesus cai pela
última vez.
As últimas cinco estações estão localizadas dentro da Basílica
do Santo Sepulcro, que é construída sobre o local tradicional
do Calvário e do túmulo de Jesus.
Estação X: Jesus é Despojado de Suas Vestes
Localização: Dentro da Basílica do Santo Sepulcro,
no topo do Calvário.
Descrição: Jesus tem suas roupas tiradas antes da
crucificação.
Estação XI: Jesus é Pregado na Cruz
Localização: Dentro da Basílica do Santo Sepulcro,
no topo do Calvário, no altar católico.
Descrição: Jesus é pregado à cruz.
Estação XII: Jesus Morre na Cruz
Localização: Dentro da Basílica do Santo Sepulcro,
no topo do Calvário, no altar ortodoxo grego.
Descrição: Jesus entrega seu espírito e morre na
cruz.
Estação XIII: Jesus é Retirado da Cruz (Deposição)
Localização: Dentro da Basílica do Santo Sepulcro,
na Pedra da Unção, que fica logo na entrada do edifício.
Descrição: O corpo de Jesus é retirado da cruz.
Estação XIV: Jesus é Colocado no Sepulcro
Localização: Dentro da Basílica do Santo Sepulcro,
no Edículo, o túmulo de Jesus.
Descrição: O corpo de Jesus é colocado em um
túmulo.