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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A RAZÃO


 

A RAZÃO


Quando somos dominados pela razão.

Podemos dizer que perdemos a noção.

Alimentamos algo maior que foge da nossa compreensão.

Sem perceber o ódio se torna uma expressão.

E o rancor nos leva a transgressão.

E perdemos o norte, a direção.

E o “eu” é tudo o que temos na nossa visão.

Não conseguimos agir com clareza, perdemos a precisão.

E isso pode afetar na nossa decisão.

Que pode manchar a nossa reputação.

Somos afetados por um sentimento mal, chamado ingratidão.

E podemos cair em contradição.

Não pensamos nas consequências, em retaliação.

O momento é de pura indignação.

Com a força da razão temos uma transformação.

Deixamos a paz de lado e partimos para coalizão.

Conselhos que recebemos é como uma provocação.

Todos estão errados na nossa avaliação.

Não merecem nosso respeito e admiração.

Munidos do convencimento de estamos certos, é nossa fixação.

Não importa o que os demais pensam ou na mediação.

Cheios da razão não percebemos o momento de reflexão.

Onde devamos parar e analisar a situação.

Estamos dispostos a ir até a depreciação.

E não percebemos que fomos dominados pela escuridão.

A razão é muito destrutiva e só nos causa punição.

Um caminho que pode levar a destruição.

Podemos encontrar a volta na reconciliação.

Ou tudo que podemos encontrar é a vereda da humilhação.

Porque ofendendo pensamos na exaltação.

E desfazendo das pessoas pensamos na ascensão.

Nos sentindo mais fortes, mais sábios e sem compaixão.

Munidos da razão queremos do nosso próximo, a execução.

E ela nos impulsiona a ir mais além da degradação.

Aos cristãos um perigo de grande proporção.

Cheios da razão não perdoa nem seu irmão.

Nem se comove com a consternação.



Não é capaz de assimilar o perdão.

Em suas ações provoca até a condenação.

Daqueles que recebe dele a desconsideração.

Muito foco para não realizar a compreensão.

Convictos no seu ego inflado, com muita disposição.

Não percebe o perigo que corre no seu coração.

De todo o mal a sua volta que provoca dissenção.

Nem percebemos que tudo poderia ser evitado, com uma simples ação.

Um pedido de desculpa resolveria toda aquela dimensão.

Evitaria o constrangimento e toda a confusão.

Onde cabe a anistia, também será lugar do perdão.

O lugar onde a luz entra, debanda as trevas e escuridão.

Nunca é tarde para uma reconciliação.

Precisamos entender que nem tudo, é conspiração.

Existem situações que podemos levar em consideração.

Momentos que podem ser feita uma contenção.

E toda aquele furor tomar outra direção.

Nada melhor que terminar um conflito com um aperto de mão.

Causando em que está perto muita admiração.

Porque o rumo que estava tomando a discussão.

Poderia acabar com a vida de alguém ou a extinção.

No entanto, quando existe o conflito de opinião.

E se chega a um consenso, se torna uma ponderação.

Significa que dominamos nosso eu, e vencemos a razão.

E praticamente em uma guerra encontramos a paz e a união.

O que fica posteriormente é um grande alívio e boa sensação.

O nosso inimigo mais próximo é nosso ego, temos que ter essa noção.

Antes de um conflito com os demais, pensamos em prevenção.

Porque muitas vezes na nossa razão, não encontramos solução.

E tudo pode ser perdido em um segundo, uma fração.

Não podemos ser dominados pela razão.

Mas controlá-la e sermos o guardião.

O nosso egoísmo causa em nós mesmo, a traição.

Evite o caminho da separação.

Se desvie da vereda da resignação.

Trocar as amizades pela solidão.

E um dia vai entender com exatidão.

Que a humildade é um grau elevado muito acima da ambição.

Que a coerência é mais nobre que a discriminação.

Que a compreensão é uma essência como a abnegação.

Evitar um combate é não cair em degradação.

O caminho da paz é cheio de obstáculos e tribulação.

Mas é essencial que mesmo com lágrimas seja nossa progressão.

Porque munidos da razão, em uma desordem, pode ser uma abominação.

Evitar um fim precoce é uma sábia decisão.

Autor:

(Claudio Alves de Oliveira)

A razão


sábado, 16 de agosto de 2025

JUNTO AO RIO (LAMENTAÇÃO)





 

JUNTO AO RIO

LAMENTAÇÃO


Fomos levados da nossa moradia, sequestrados.

Destruíram a nossa habitação, o nosso lar.

Queimaram os muros da cidade, e tudo foi saqueado.

Nossos pertences, nossa riqueza, e muitas vidas perdidas.

E fomos levados para um lugar distante.

Um reino diferente, costumes e hábitos distintos.

Nossa liberdade foi arrancada de nós.

Fomos escravizados naquele reino.

Nossa cidade, o nosso templo, tudo foi destruído.

E agora estávamos distante de tudo.

Nossa alegria e nossa felicidade nos foram tiradas.

Levaram o nosso júbilo e o nosso resplendor.

A nossa identidade foi trocada, agora somos escravos.



E tudo o que nos restava era chorar e lamentar.

Ali não era o nosso lugar.

Aqui não é o nosso lar.

Esta não é a nossa vida.

Essa não é a nossa pátria.

Esse não é o nosso país.

Esse não é o nosso rei.

Nem esses são dignos da nossa devoção.

Nem esse objetos serve para adoração.

Nem essa música são as que nos alegram.

Todo esse lugar só nos emana tristeza.

Toda essa terra só enfatiza nosso amargor.

As belas paisagens só ativa as boas lembranças.

E tudo o que temos são lágrimas.

Saudades que nos fere e nos machuca.

A opressão nos transformou num povo amargoso.

Perdemos a esperança, deixamos de acreditar.

E naqueles rios nos sentavam-nos e lamentava-nos.

Nossos instrumentos ficavam pendurados.

Perdemos tudo, até o desejo de louvar.

A força de cantar e a alegria de tocar.

Não existia nenhuma razão e nenhum motivo.

Para que se alegrássemos sentados na beira do rio.

Nossa tristeza até comoveu os nossos opressores.

Que nos diziam para que tocássemos.

Queremos ouvir as suas melodias.

Conhecer um pouco da sua cultura, sua música.

Nos alegrem entoando um dos seus cânticos.

Cantem suas músicas para os nossos ouvidos.

Para que a nossa alma se alegre.

Mas aquelas pessoas não sentiam a nossa dor.

Eles não entendiam a nossa tristeza.

Não conseguiam ver a nossa alma dilacerada.

Nem compreendiam que música e tristeza não combinam.

Porque se tocássemos ali naquele lugar.

Só aumentaria nossa dor e amargura.

Aquele pedido estava além de um gesto.

Percebemos que queriam nos fazer esquecer.

Apagar da nossa memória a nossa terra.

Nos fazer tentar esquecer do nosso lar.

Dos momentos da nossa glória.

Do nosso auge e das nossas vitórias.

Como podíamos esquecer da nossa cidade.

Que a nossa língua se una ao paladar.

Se não confessar a nossa maior alegria.

Era de estar no nosso país, nossa cidade.

Dentro dos muros, nos palácios e no templo.

Ouvir os Salmistas, ouvir as canções.

Cantar um dos cânticos de Sião.

Olhar para o Céu com as mãos levantadas.

E Glorificar ao que VIVE para sempre.

Se isso não era felicidade, os oceanos secaram.

As lembranças do dia da assolação.

Eram tão fortes em nossos pensamentos.

Em nossas conversas em nossas lamentações.

Aquelas vozes ainda parecia tão sufocante.

“Destruam tudo, queimem os seus muros.”

“Até os seus alicerces, acabem com tudo.”

Eram palavras de destruição que não esquecemos.

Que pareciam nos assombrar naquele lugar estranho.

Só não conseguíamos ver a diferença de justiça e vingança.

Queríamos que pagassem da mesma forma.

Que fossem assolados do mesmo jeito.

Que fizessem com seus filhos o que fizeram aos nossos.

As nossas harpas penduradas nos salgueiros.

E nossas lágrimas que pareciam aumentar.

O volume de água dos rios de Babilônia.

O nosso lamento não foi ouvido.

Nem nossas preces foram atendidas.

Durante muito tempo.

Fomos deixados ali, e esquecidos.

Precisamos voltar, ali não era o nosso lugar.

Somos um povo livre, não cativos.

O cativeiro não nos serve.

Tudo o que precisávamos e de um novo recomeço.

Uma chance, uma oportunidade de voltar e recomeçar.

Reconstruir nossas vidas e o nosso lar.

Ter a nossa liberdade de volta.

Nossos sonhos são levados pela correnteza do rio.

Que não para, não entende o nosso sofrimento.

Não compreende a nossa dor.

Nem a saudade que nos mata aos poucos.

E ali ficamos sentados olhando o seu fluxo.

O sol brilhando nas suas pequenas ondulações.

Observar aquelas águas é o que tínhamos de precioso.

Parecia acender a chama da esperança.

(Claudio Alves de Oliveira)

Junto ao rio

Lamentação


  • Eventos ocorridos neste período

    Início do cativeiro 586 a.C.

    Nabucodonosor II destruiu Jerusalém e o Templo, marcando o fim do Reino de Judá e o início do período do exílio na Babilônia. 

    Fim do Cativeiro (538/537 a.C.):

  • Ciro, o rei persa, conquistou a Babilônia e, através de um decreto, permitiu que os judeus retornassem à sua terra e reconstruíssem o Templo. 

terça-feira, 12 de agosto de 2025

ENTENDA


 


Neste vídeo, explore uma profunda reflexão sobre compreensão, tolerância e a complexidade das relações humanas. Será que realmente esperamos ser compreendidos ou apenas tolerados? O autor nos convida a entender que a verdadeira perfeição está em semear compreensão, mesmo que não sejamos compreendidos em troca. Descubra como atitudes simples como um “como vai?” sincero podem emocionar e transformar nosso dia. Uma mensagem poderosa sobre empatia, perdão e a importância de entender a nós mesmos para melhor lidar com o outro. Não perca essa reflexão que vai mexer com o seu coração! Curtiu? Compartilhe com quem precisa dessa mensagem!

*Repostagem de textos antigos com a interação de vídeo, aqui coloquei duas versões aproveitando as imagens geradas, pode ser assistido aqui mesmo ou no youtube.*

ENTENDA


Um dos nossos maiores equívocos é esperar que alguém vá nos compreender, tem casos que as pessoas acabam se expressando até em redes sociais esperando por algo assim, ser compreendido, eu entro na conversa e sempre digo isso “bem-vindo ao planeta terra”.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

DE OUTRO ÂNGULO



Nesta interessante reflexão, apresentamos uma forma diferente de ver a vida ou o mundo, como um todo, com ênfase em acreditar num amanhã melhor, que as pessoas possam se transformar, sair de situações caóticas, do crime e se tornar uma pessoa boa e honesta, precisamos ter fé para acreditar que isso ocorra. Convido você a olhar com ternura, amor, para qualquer situação, mesmo dominado por tanto mal, lá fundo ainda existe uma alma, aprisionada, implorando por libertação como a sementinha que espera pela chuva para germinar. Não se esqueça de compartilhar, deixar o seu like isso nos ajuda muito, comenta deixa sua opinião e por favor se inscreva no canal.

*Repostagem de textos antigos com vídeo interagindo.*


DE OUTRO ÂNGULO


Precisamos olhar de outro ângulo. De uma perspectiva melhor, ver de outra forma. Sem um julgamento precoce. Parar um momento para refletir. Observar a chuva encharcando a terra. É o que podemos ver, e outras coisas imaginar.

sábado, 31 de maio de 2025

ETAPAS



ETAPAS


Todos nós temos um passado.

Temos histórias para contar.

Feitos que realizamos.

Aventuras que vivemos.

Experiências para trocar.

Valores para agregar aos mais jovens.

Conhecimento para compartilhar.

Até ensinamentos para multiplicar.

Mas apesar de tudo, ainda estamos aqui.

E ainda nos restam metas para alcançar.

Sonhos ainda que não se realizaram.

A vida nos proporciona várias etapas.

A alegria de vir a esse mundo.

Quando nossos olhos se abrem pela primeira vez.



Ainda sem entender e sem compreender.

Ficamos fascinados com as cores.

O esplendor de tudo, o azul do céu.

O sorriso do nosso pai e da nossa mãe.

O brilho nos olhares daqueles que nos contemplam.

Iniciamos nossa jornada totalmente dependentes.

Nossos primeiros passos rodeados de euforia.

A felicidade de nossos pais com as primeiras palavras.

E assim vamos construindo um passado.

Começamos a escrever nossa história.

O detalhe e que não tem edição.

O que passou ficou no passado.

Temos o nosso momento de auge.

A infância, a puberdade e meia idade.

Etapas da vida que o conhecimento se aprimora.

Nos tornamos independentes, autossuficientes.

A família, a vida muda é outra etapa.

Agora é a nossa vez de abraçar nossos filhos.

Mas a vida nos coloca em cheque.

E chega o momento do nosso limite.

Os sinais começam a ficar mais nítidos.

Os cabelos vão se embranquecendo.

Nosso vigor vai se deteriorando.

Nossos movimentos diminuem.

Nossos reflexos ficam mais lentos.

Nos tornamos mais sábios, prudentes.

Mas estamos mais vulneráveis a doenças.

Ficamos mais experientes, porém limitados.

Ficamos mais amáveis, porém ignorados.

Nos tornamos um fardo pesado.

E quantos de nós somos levados para uma asilo.

A nossa eficiência ficou no passado.

As nossas forças nos abandonaram.

Os nossos olhos sofrem degeneração.

A maioria de nós precisa de ajuda.

As vezes para as coisas mais básicas.

Nosso tempo está acabando.

As páginas da nossa história.

Estão nas últimas linhas.

E o livro que conta nossos feitos.

Vai se fechar quando a última linha for escrita.

Não será mais possível ver as cores.

Nem ouvir mais o barulho da chuva.

Sentir os raios do sol.

Nem a brisa do vento.

Nem abraçar os que amamos.

Nem mais uma palavra.

Por um momento a euforia deixa de existir.

Que contradição, quanta alegria na nossa chegada.

E quanta tristeza na nossa despedida.

São as etapas da vida.

De qual todo ser humano é impactado.

Passamos da primeira pessoa, para a terceira.

Na narrativa que ficará na lembrança.

Narradas no livro da saudade.

Que por certo um dia alguém o lerá.

Pode ser que alguém sinta nossa falta.

Se recorde dos bons momentos.

Ou das aventuras e queira reviver.

Ainda que seja na lembrança.

Ou apenas a saudade falou mais alto.

Dentro de um coração vazio.

Mesmo não estando mais aqui.

Ainda existem etapas da vida.

Aonde viveremos nos corações e na memória.

E nas lágrimas dos que nos amaram.

O nosso lugar ficou vazio.

As nossas digitais não serão apagadas.

Ficarão no tempo e na história.


(Claudio Alves de Oliveira)

Etapas

 

quinta-feira, 22 de maio de 2025

SAUDADE


Aí sertanejos me perdoem, mas neste vídeo abortamos de uma forma diferente o termo saudade, esse sentimento que provoca em nós, até nos animais, expectativas, recordações, lembranças de um tempo que não volta mais, que provoca também a reflexão e porque não o arrependimento de alguma coisa que ficou no passado. Compartilhe com seus amigos, vizinhos, redes sociais, não esquece de comentar, deixar seu like, desde já minha gratidão.

*Repostagem com a interação em vídeo*



SAUDADE


Um sentimento que nos toma, uma dor que predomina.

Alguns dizem que não tem cura, e o tempo não apaga.

Um sentimento tão comum nos seres humanos.

Mas já vi até os animais sofrerem desse mal.

Pela dor desse malvado sentimento.

Sentimento que traduz tanto amargor.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

O SILÊNCIO DA ALMA


Nesta emocionante jornada interior, "O Silêncio da Alma" explora os profundos anseios e lamentos que habitam nosso ser. Em meio ao clamor silencioso da alma, descubra como a dor e a solidão podem nos conectar a algo maior. Este vídeo revela a luta interna entre a tristeza e a esperança, um lembrete de que, mesmo nas horas mais sombrias, nunca estamos realmente sozinhos. Ao longo da nossa vida, a alma clama por compreensão e redenção, enquanto buscamos um propósito maior. Junte-se a nós para refletir sobre essa conexão espiritual. Se você sentiu a luta da sua alma, deixe seu like e compartilhe esta mensagem. 

 *Repostagem de textos antigos, agora com a inclusão de vídeos.

Espero que gostem dessa nova interação.*

O SILÊNCIO DA ALMA


Os Céus se enchem com o teu clamor.

Do firmamento se pode ouvir a voz do teu lamento.

Ainda que nos teus lábios não se ouve nenhum bramido.

E ninguém ouça uma palavra da tua boca.

Mas dentro de nós existe uma alma.

E ela grita, ela chora, ela brada.

A nossa alma pede socorro e busca por perfeição.

E quando ela chora, ou implora.

Se pode ouvir muito distante, em outro nível.

Em outro patamar em outra dimensão.

Longe e bem distante da audição humana.

Ela sente saudade dos Céus.

O lamento da alma provém de um coração dilacerado.

O chora da alma pode ser proveniente de uma dor.

Intensa e profunda, que ninguém na terra compreende.

Momentos em que conselhos não são servem.

Palavras não servem para consolar.

Momentos em mesmo numa multidão.

Nos sentimos tão só, e distantes.

Mesmo sorrindo, longe de estarmos alegres.

A tristeza é profunda e inexplicável.

Temos a sensação de que estamos sozinhos.

E ninguém nos pode ouvir.

E é verdade, ninguém entende a nossa dor.

Está longe do humano entender isso.

É por isso que no caminho que chega ao Céu.

Se pode ouvir o teu lamento, suas palavras são decifradas.

Ah! O seu pedido invade o lugar Santo.

O grito de dor da alma, vai até o lugar Santo dos Santos.

A voz da tua aflição passa pelas pedras afogueadas.

E chega ao Santo Monte de DEUS.

Se pudesse enxergar a sua volta.

Se pudesse ver quem está do teu lado.

Nunca mais diria que estas só.

Jamais diria que ninguém te ouve.

Se pudesse contemplar agora, jamais diria.

Que não tem quem possa te compreender.

Tem pedidos nosso que deve ser feito em segredo.

No silêncio dos lábios, e no secreto do coração.

Ninguém poderá ouvir esse momento.

Tem momentos da vida que só vencemos com a discrição.

É isso mesmo precisamos estar ocultos.

Discreto, em silêncio e escondido do mal.

Porque o mundo não entende nem quer tentar entender.

A maioria das pessoas escolhem errado.

Trocam o mal pelo bem, desprezam o inocente.

E mando para a morte e exalta o fora da lei.

Quando se sentir bem distante do mundo.

Se lembre que estará muito próximo de DEUS.

Quando todos te abandonarem e se sentir só.

Aproveite o momento, o teu PAI CELESTIAL.

Estará do teu lado, nunca te deixará.

ELE te escolheu, ELE te selecionou.

ELE apontou o dedo na tua direção.

E escreveu o teu nome num lugar especial.

É mas nem sempre o choro da alma é assim.

Esse lamento vem de alguém arrependido.

Um coração cheio de remoroso, precisando de perdão.

Feliz é aquele que nessa situação encontra amparo.

Porque muitos não encontra mais consolação.

E a depressão se apresenta e leva a vida.

O desespero assume o controle e sufoca a alma.

E a alma sufocada o seu clamor perder as forças.

E os gritos da amarga decepção é ouvido somente pelos homens.

Como se tem a certeza disso, o suicídio é a resposta.

Existem muitas formas da alma clamar e implorar.

E até mesmo ocorre naquele que não crê e não acredita.

Mas dentro desse descrente a alma acredita.

E enquanto houver vida haverá esperança.

As palavras da alma, no seu falar.

Quando é ouvida, tem aqueles pedidos que comovem os Céus.

O firmamento abre caminho até o Intercessor.

E o Intercessor colhe as tuas lágrimas.

E leva ao conhecimento do PAI.

A nossa alma precisa controlar o nosso eu.

Ela precisar controlar o nosso exterior.


(Claudio Alves de Oliveira)

O silêncio da alma.

 

quarta-feira, 14 de maio de 2025

A LONGA JORNADA EM BUSCA DA INSPIRAÇÃO



A longa jornada em busca da inspiração

Raízes


A busca incessante por uma explicação.

Um esclarecimento, alguma palavra que nos comova.

Algo que cause espanto e cause admiração.

Munidos de paciência o pensador inicia sua busca.

Nos livros, com muito cuidado.



Copiar uma ideia não é muito inspirador.

O plágio é algo que devemos evitar.

Mas, a partir de um ponto de vista, isso sim.

Daquela ideia nasce, ou surge outra perspectiva.

Isso é louvável, gratificante até para o autor.

É como se uma trilha que já foi explorada.

Alguém descobrisse um novo caminho ainda desconhecido.

Muitos passaram por aquele caminho.

Mas ninguém percebeu que existia algo ali.

Talvez seja isso que o pensador precisa.

Necessita para sua busca incessante.

Ou simplesmente seja o ponto de partida.

Para que seu discurso seja inspirador.

O pensador precisa se sentir motivado.

Se deixar levar pela imaginação.

Criar imagens em sua mente de lugares inexistentes.

Modificar a natureza em seus aspectos.

Fazer com que no inóspito deserto.

Borboletas, aves, sobrevoem as flores e a relva.



Que crescem em cima da areia.

Regados por um rio que corre entre as pedras.

O pensador encontra nessa paisagem a resiliência.

Se imagina vivendo ali, com o calor intenso.

Quase que impossível para o ser humano.

Mas o pensador se depara com os nômades.

Que se adaptaram ao lugar inóspito.

Mas uma pessoa normal nesse lugar será derrotada.

O deserto de certa forma é traiçoeiro.

Não tem hospitalidade, não oferece recursos.

Não serve água, nem sombra, apenas o sol.

E atrai o seus visitantes com as miragens.

Os fazem andar em círculos os tentando prender.

Dentro dos seus termos, escondendo o horizonte.

Deixando a paisagem em todas direções iguais.

As dunas quase todas na mesma proporção.

Confundem aqueles visitantes indesejáveis.

Alguns se afeiçoam ao deserto, demonstram amor.

Em troca ele oferece um oásis.

Água fresca, sombra e até frutos.

Um paraíso cercado de areia.

O pensador fica atônito porque não era imaginação.

Aquele lugar, com água, plantas aves e borboletas.

No meio do deserto é real.

Na sua imaginação também encontrou alguma coisa admirável.

O oásis não é só recursos naturais, é um paraíso.

Ficaria ali por horas e horas.

Renderia muitas reflexões.

Olhando as palmeiras tão verde.

Não conseguimos enxergar o quão fundo suas raízes estão.

Sua sobrevivência depende dessa capacidade.

Assim como as Pratófitas com sua resiliência.

Capazes de alcançar os lençóis freático.

Com sua raízes, isso chama atenção.

Porque nós também nos dias atuais.

Temos que ser iguais, manter nossas raízes.

Aprofundadas na ética, no caráter.

Princípios e valores, para que nada nos abale.

Seja a tempestade de areia ou o sol escaldante.

As temperaturas extremas, calor e o frio das noites.

O pensador deixa a paisagem que imaginou.

A busca não pode deixar de existir.

Nada pode parar o pensador, é insistente.

Não se cansa na sua longa jornada.

A natureza é fascinante e ofusca o entendimento.

Deixa os pensadores perplexos.

Porque uma planta que cresce na pedra, na calçada.



Nos deixa sem entender, a resposta sempre é a raiz.

Como o iceberg só enxergamos o que está aparente.

O que está oculto não conseguimos ver.

As raízes é a resposta para essas questões.

O pensador faz uma viagem ao passado.

Nas comparações feitas com a raízes das plantas.

Muitos povos no passado sofreram e muitos pereceram.

Os primeiros cristãos eram como plantas do deserto.

Raízes bem profundas, no Evangelho de CRISTO JESUS.

Por tudo oque enfrentariam naqueles dias.

Era preciso que assim fosse.

Diante da maior atrocidade ou flagelo.

Que um ser humano poderia enfrentar.

Não poderia negar as suas raízes.

Diante da multidão eram convidados.

A renegar a sua fé, o seu Mestre.

Em troca disso uma morte mais digna talvez.

Muitos desses primitivos estavam preparados.

Foram motivados e estavam blindados.

Tinham plena convicção que não terminaria ali.

As arenas romanas não os separariam do seu Mestre.

Também tinham a certeza que sua carreira terminava ali.

Embora a dor fosse insuportável.

Seus corpos esmigalhados e dilacerados.

Porém suas raízes aprofundados na Evangelho de CRISTO.

Cheios de fé e de esperança.

Encararam seus últimos momentos no mundo.

Em suas raízes havia algo surpreendente.

Onde o homem, o inimigo ou até mesmo a hoste da maldade.

Não poderiam tocar, estava no oculto.

Existia nas suas raízes uma ligação com DEUS.

E que nada os poderiam separar do amor de DEUS.

Fosse desse mundo ou do espiritual.

Nem altura, nem profundidade nem a vida.

Nem a própria morte poderia romper essa ligação.

Nem mesmo diante de um leão faminto.

Pronto para os despedaçar, não recuaram.

Nem mesmo a fogueira que o transformariam e tochas humanas.

Cavalos amarrados em direções contrárias.

Seriam assustados e partiriam a galope.

Levando os pedaços daquele Cristão.

Que não negou suas raízes.

O pensador depois de refletir em tudo.

Visitou apenas três lugares na sua busca.

A trilha oculta, o deserto e o passado.

O detalhe e observação para encontrar o oculto.

A resiliência e resistência no deserto.

E a convicção, a fé e esperança dos primitivos.

Capaz de enfrentar qualquer coisa.

Raízes profunda, firmada, resistente.

Uma planta sem raiz, não sobrevive.

Assim um ser humano sem raízes.

Se torna controlado por quem quer que seja.


Autor:

(Claudio Alves de Oliveira)

A longa jornada em busca da inspiração

Raízes