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domingo, 29 de junho de 2025

O MELHOR NÃO É O TUDO





 

O MELHOR NÃO É O TUDO


O que achamos que seja o nosso melhor.

Talvez não seja o tudo.

Precisamos ir além, encontrar o nosso melhor.

E a partir dai que darmos nosso tudo.

Parecem palavras equivocadas, não faz sentido.

Saímos de casa todos os dias e tentamos dar o nosso melhor.

Na empresa, na escola, no trabalho, no lazer, no trânsito.

Na igreja, enfim nos ambientes que frequentamos.

Nem em todas as ocasiões, temos sucesso.

No fim do dia voltamos com sensação de missão cumprida.

Mas sempre fica no ar, que precisamos melhorar.

Sempre existe um ponto que nos deixa incompletos.

Se analisarmos profundamente, não demos o nosso tudo.

E ali pensamos, podia ter feito diferente.

Eu fui muito áspero com alguém, fui deselegante.

Demorei muito tempo para tomar uma ação.

Empurrei aquele problema até onde não deu mais.

Poderia ter resolvido logo que começou.

Mas faltou iniciativa, as vezes coragem.

Deixamos para que outra pessoa, tome a decisão.

Outros que resolvam aquela adversidade.

São muitos pontos em que falhamos.

Afinal de contas somos seres humanos.

Quantas vezes nos apoiamos nisso.

Usamos isso como desculpa, justificativa.

Erramos a todo o momento, e até esquecemos o fato.

Outro ponto em que usamos para justificar uma falha.

Percebe que o nosso melhor precisa ser melhorado.

Parece uma redundância, não tem sentido.

A pergunta que faço agora: Será mesmo, que não faz sentido?

E agora vou usar aquela desculpa, somos seres humanos!

Hoje estamos bem, radiante e felizes.

Prontos para enfrentarmos desafios.

Mas amanhã pode ser que seja o contrário.

Sem foco, fugindo de desafios e até das responsabilidades.

Deixando tarefas se acumularem, confiando no amanhã.

“No dia seguinte estarei bem e termino tudo”.

Se conseguirmos compreender a nós mesmo.

Já é um grande passo, agora precisa olhar a sua volta.

Pode ser que outros dependam de você.

Não só no ambiente de trabalho, mas na família.

No convívio social, no trânsito.

Vou repetir o início, para não perder o foco.

O nosso melhor não é o tudo.

Um passo de cada vez, precisamos dominar o melhor.

O tudo é a próxima etapa.

Estamos entendidos, muito bem, agora vem o pior.

Precisamos entender o que está a nossa volta.

Cercados de pessoas que convivemos ou não.

Prometo nem vou falar de trânsito.

Entender pessoas, deve ser o ato mais difícil da terra.

É como caminhar pelo deserto, descalço e sem água.

Simplesmente olhamos para alguém e determinamos.

Essa pessoa precisa melhorar muito.

No fundo, somo nós que precisamos de modelagem.

Cada ser humano é como o profundo dos mares.

São segredos e mistérios, junto com problemas sem solução.

Convenhamos o que deveria ser uma matemática simples.

Se tornou uma fusão de ciências, matéria e alma.

O HD de um computador é limitado.



Uma célula de um ser humano, tem milhões de informações.

O cérebro é como um HD com muito tempo de uso, sem backup.

Dura 100 anos ou mais, uma média de 70 anos.

E ali como um computador funciona diversos programas.

Entre esses, tem alguns que sobrecarrega a memória RAM.

Por exemplo, o ódio seria um aplicativo que podemos comparar com um trojan.

Vai danificar, expor seus dados, roubar suas informações.

Destruir com sua identidade de ser humano.

É um mal que começa de dentro pra fora.

Nos tornamos uma pessoa insuportável, em qualquer ambiente.

Porque tudo o que temos a oferecer é só ódio, rancor.

Nem vou falar do trânsito, ódio e ruas não combina.

Nem preciso te dizer, para colocar o antivírus e eliminar esse trojan.

Agora entre nós, como convivemos com uma pessoa assim.

Que odeia tudo e a todos, apesar de tudo, precisamos entender.

Porque o livre arbítrio dá respaldo a qualquer comportamento.

É sua decisão, a pessoa escolheu viver assim.

Cada um segue o caminho que quiser.

Abre as portas que desejar, pensa como quiser.

Estamos diante de um empasse, qual é a solução?

Se souber posta nos comentários, será de grande ajuda.

Existem protocolos em certos ambientes.

Os frequentadores ou participantes devem observar.

E de certa forma precisam praticá-los.

É um começo mas isso nunca vai mudar um comportamento.

Isso é uma tarefa duradoura.

Uma joia bruta precisa ser lapidada.

Se tentar limpar de uma só, vez corre o risco de se quebrar.

Pessoas não podem ser moldadas da noite para o dia.

Leva tempo, precisa demonstrar o que é humildade.

Fazer com que compreenda o que é simpatia.

Passar a todo o momento o quesito sinceridade.

Tudo isso leva um certo tempo, mas é a escada.

E ai sim, que funciona, um degrau de cada vez.

Até chegar no amor, o topo da escada.

Saímos de nossas casas todos os dias.

E precisamos dar o nosso melhor.

O tudo não passa de uma consequência, dos atos e decisões.

E isso por um lado só vai acontecer.

Quando a postura de uma pessoa muda.

O comportamento de alguém dá um salto.

As engrenagens se encaixam perfeitamente.

Conviver com pessoas e entendê-las.

Não é uma tarefa tão simples assim.

Se não quiser problema, seja autoritário.

Mas aí abrimos mão da motivação, e trocamos pelo medo.

O nosso assunto aqui é sobre o nosso melhor.

E trazer alguém das trevas para a luz.

Tirar alguém da beira do abismo e não empurrar.

Normalmente a maioria de nós carrega a hipocrisia.

Cobramos as pessoas sobre algo e a corrigimos.

Mas quando é conosco mesmo, relevamos.

Erramos com alguém e somos perdoados.

Mas quando é o contrário, não perdoamos.

Muitas vezes quem precisa de mudança, somos nós mesmo.

E insistimos que são os demais que estão errados.

Quando entendermos isso estamos pronto para o tudo.

O nosso melhor é isso é autocorreção.

É aprendendo a cada dia como nossos erros.

Porque existem situações que erramos sem saber.

Outras ocasiões erramos devido ao calor do momento.

E outras que erramos porque queremos.

Mas quando erramos tentando acertar.

Estamos dando o nosso melhor.

Autor:

(Claudio Alves de Oliveira)

O melhor não é o tudo

sábado, 31 de maio de 2025

ETAPAS



ETAPAS


Todos nós temos um passado.

Temos histórias para contar.

Feitos que realizamos.

Aventuras que vivemos.

Experiências para trocar.

Valores para agregar aos mais jovens.

Conhecimento para compartilhar.

Até ensinamentos para multiplicar.

Mas apesar de tudo, ainda estamos aqui.

E ainda nos restam metas para alcançar.

Sonhos ainda que não se realizaram.

A vida nos proporciona várias etapas.

A alegria de vir a esse mundo.

Quando nossos olhos se abrem pela primeira vez.



Ainda sem entender e sem compreender.

Ficamos fascinados com as cores.

O esplendor de tudo, o azul do céu.

O sorriso do nosso pai e da nossa mãe.

O brilho nos olhares daqueles que nos contemplam.

Iniciamos nossa jornada totalmente dependentes.

Nossos primeiros passos rodeados de euforia.

A felicidade de nossos pais com as primeiras palavras.

E assim vamos construindo um passado.

Começamos a escrever nossa história.

O detalhe e que não tem edição.

O que passou ficou no passado.

Temos o nosso momento de auge.

A infância, a puberdade e meia idade.

Etapas da vida que o conhecimento se aprimora.

Nos tornamos independentes, autossuficientes.

A família, a vida muda é outra etapa.

Agora é a nossa vez de abraçar nossos filhos.

Mas a vida nos coloca em cheque.

E chega o momento do nosso limite.

Os sinais começam a ficar mais nítidos.

Os cabelos vão se embranquecendo.

Nosso vigor vai se deteriorando.

Nossos movimentos diminuem.

Nossos reflexos ficam mais lentos.

Nos tornamos mais sábios, prudentes.

Mas estamos mais vulneráveis a doenças.

Ficamos mais experientes, porém limitados.

Ficamos mais amáveis, porém ignorados.

Nos tornamos um fardo pesado.

E quantos de nós somos levados para uma asilo.

A nossa eficiência ficou no passado.

As nossas forças nos abandonaram.

Os nossos olhos sofrem degeneração.

A maioria de nós precisa de ajuda.

As vezes para as coisas mais básicas.

Nosso tempo está acabando.

As páginas da nossa história.

Estão nas últimas linhas.

E o livro que conta nossos feitos.

Vai se fechar quando a última linha for escrita.

Não será mais possível ver as cores.

Nem ouvir mais o barulho da chuva.

Sentir os raios do sol.

Nem a brisa do vento.

Nem abraçar os que amamos.

Nem mais uma palavra.

Por um momento a euforia deixa de existir.

Que contradição, quanta alegria na nossa chegada.

E quanta tristeza na nossa despedida.

São as etapas da vida.

De qual todo ser humano é impactado.

Passamos da primeira pessoa, para a terceira.

Na narrativa que ficará na lembrança.

Narradas no livro da saudade.

Que por certo um dia alguém o lerá.

Pode ser que alguém sinta nossa falta.

Se recorde dos bons momentos.

Ou das aventuras e queira reviver.

Ainda que seja na lembrança.

Ou apenas a saudade falou mais alto.

Dentro de um coração vazio.

Mesmo não estando mais aqui.

Ainda existem etapas da vida.

Aonde viveremos nos corações e na memória.

E nas lágrimas dos que nos amaram.

O nosso lugar ficou vazio.

As nossas digitais não serão apagadas.

Ficarão no tempo e na história.


(Claudio Alves de Oliveira)

Etapas