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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A FORÇA DAS PALAVRAS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


 
 

A FORÇA DAS PALAVRAS


 


Nas forças das palavras.

Encontro estrutura.

Bem solidificada.

Que não se abala.


Busco na poesia a alegria.

Em cada verso, um sorriso.

Nas terminações a rima.

Uma expectativa se aprimora.


Tento entender as frases.

As que fazem sentido.

Ficam mais evidentes.

Outras, precisam de interpretação.


Nas palavras encontrei a paz.

Mas há aqueles que as usam.

Para promover as guerras.

Existem os dois lados da mesma moeda.


Cabe a nós escolher.

As boas palavras.

E pesar aquilo que falamos.

E também o que ouvimos.

Você não pode mudar o mundo.

Mas pode criar um mundo à sua volta.



As palavras não são para dividir.

Ou causar contendas.

Muito menos criar inimizades.

Mas o critério cabe a nós.


Uma palavra bem colocada.

Constrói uma ponte.

E outra dita de qualquer forma.

Cria um muro intransponível.


Uma simples palavra e um gesto.

Levanta um abatido.

Que esboça um brilho.

Seguido por um sorriso.


Esta canção traz uma reflexão.

E faz uma pergunta.

O que gostaria de ouvir?

Palavras que machucam?

Ou as que edificam?


O que precisa ouvir dos demais.

É isso que deve pronunciar.

Elogie não precisa criticar.

Promova a paz e pare com as guerras.


Você não pode mudar o mundo.

Mas pode criar um mundo à sua volta.


Claudio Alves de Oliveira

 

 

 

 



 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

O TEMPO (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


 
 

O TEMPO

 


 


Sou aquele, que você não pode ver.

Mas quando vir minhas marcas,

Você vai entender.

Não consegue me ver.

Mas pode me interpretar.


Não quero nenhum poder.

Eu apenas controlo.

Quando chegarem os dias.

Vai olhar pra você mesmo.

E, nesse momento, vai compreender.


Vai conseguir de certa forma.

Ver-me, me enxergar e assimilar.

De fato vai conhecer quem sou.

Quando minhas marcas aparecerem.

O seu vigor desaparecer.


Eu sou aquele que viu sua chegada.

Um ser indefeso e sem firmeza.

Vi seus primeiros passos.

Suas primeiras palavras.

Vi se tornar independente.


Estive ao teu lado todos os dias.

Em todo os momentos da tua vida.

Quando se alegrava ou enquanto sofria.

Ou melhor, estou te observando agora.

Enquanto está no seu vigor.

Não passo de um desconhecido.


Só vai dar conta da minha existência.

Quando seu corpo pesar.

Seus cabelos embranquecerem.

Suas forças minarem.

Sua visão escurecer.


Eu controlo a sua vida.

Não preciso dizer mais nada.

Você já sabe quem sou.

Agora já pode dizer.

“O tempo passou!” Está errado.

Foi você que envelheceu.



(Claudio Alves de Oliveira)

sexta-feira, 17 de julho de 2026

DESAFIOS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


  

DESAFIOS

 


 


Viver é aceitar desafios.

A vida nos propõe desafios.

Cabe a nós aceitá-los.


Para algumas pessoas são complexos.

Para outras, bem difíceis.

Para alguns parece impossível.

Mas para aqueles é tão fácil.

Ou é assim que enxergamos.



Mas seja fácil ou difícil.

De etapa em etapa com dedicação.

Vamos conseguir superar.



Esses desafios que nos cercam.

Alguns, todos podem ver.

Mas tem aqueles que são pessoais.

Ocultos dos olhos dos demais.

Muitas vezes é uma luta interna.



Seja árduo, ou brando.

Com amor e resiliência.

Conseguiremos vencer.



Um desafio representa uma luta.

A consequência de um combate.

É a vitória ou a derrota.

Essa que abala nossa estrutura.

Situação que faz parte do desafio.



Com lágrimas ou sorrisos.

Só de encarar os desafios.

Já somos vitoriosos.




Em meio a tantas frases prontas.

Reflexões prontas de nobre sábios.

Teses e textos profundos.

O meu desafio da vida.

É criar sem plagiar.




Sem a inspiração, nada resta.

Mas munidos dela, há esperança.

Vamos superar o nosso desafio.




A ajuda é essencial num desafio.

Compreensão é o que nos rodeia.

Se for vitorioso, eu também serei.

Se a derrota te sorrir, também perdi.

Se chorar, suas lágrimas serão minhas.



Se for feliz, a sua felicidade.

Será minha também.

Deixe aqui nessa canção.


A minha gratidão.



Claudio Alves de Oliveira

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A NATUREZA E NÓS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 


  

A NATUREZA E NÓS





Nosso caminhar por lugares desabitados.

Aonde as casas são raras.

As estradas, sem o quente do asfalto.

Sem o barulho dos motores.

À beira do barranco, dos rios.


Um túnel no meio das árvores.

Um caminho no meio da floresta.

Sem gritos e sem conversas.

Em certos lugares se ouve o barulho.

Da água corrente de algum rio.


Ou o estrondo de alguma cachoeira.

Tudo isso embalado pela sinfonia dos passarinhos.

O farfalhar de seus voos e conversas.

Colorido pelo toque das suas asas.


Realçados pelas cintilantes cores das borboletas.

Alguém passa muito rápido e solitário.

À procura do pólen das flores.

Os bem-te-vis iniciam uma conversa.


Em algum ponto do caminho.

Ao longe dá para ouvir um barulho.

Parece um martelo batendo na madeira.

É só o pica-pau procurando alimento.


À beira do caminho as flores exalam seu perfume.

As árvores parecem ficaram mais verde.

Com a nossa aproximação oferecendo sua sombra.

Para refrescar e sua raízes para um descanso.


Seus frutos para alimentar e seus cuidados.

Com os moradores do lugar.

A natureza se esforça para nós agradar.

Parece feliz com a nossa companhia.


Nem sequer imagina que é nós que ficamos.

Que estamos a procura da felicidade.

De companhia, de nos sentir importante.

Amado e ter toda a atenção do momento.


Mais à frente se apresenta para nós.

Uma fonte de água pura, uma nascente.

Com água fresca e límpida.

E um convite para renovar as energias.


Logo o dia vai findar.

A noite chega transformando todo o ambiente.

A iluminação fica por conta do luar.

Os pirilampos vão iluminar.

Os pontos mais escuros da noite.


A nossa gratidão à natureza.

Que proporcionou um dia espetacular.

Um momento que será eternizado.

Que bom que estava disposta a me ouvir.

Ali falei das minhas mágoas.

Das minhas tristezas e alegrias.



Claudio Alves de Oliveira

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ETERNIZADOS OU ESQUECIDOS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 

In memoriam Irmã Cidinha 

 
 

ETERNIZADOS OU ESQUECIDOS


 


O dia mais amargo da vida.

Deve ser o dia da despedida.

O ambiente se torna triste.

Corações dilacerados se entreolham.


A dificuldade de assimilar, aceitar.

Que alguém se foi, deixou este lugar.

O seu lar. Para nunca mais voltar.

Nem teve tempo para despedidas.



A vida assim: nos reserva a dor.

Momentos alegres e horas felizes.

A alegria com a nossa chegada.

E a triste dor da nossa partida.




Nossa despedida em silêncio.

Nas mais aterrorizante das dores.

Um caminho sem retorno e volta.

Que trilhamos sem direito a escolha.



A vida é assim tem um começo.

O meio e o fim da jornada.

Deixamos um vazio, um lugar vago.

E nos tornamos apenas lembranças.



Um adeus sem resposta.

As palavras se calam.

Os sorrisos se findam.

Não controlamos as lágrimas.



A vida assim, nos reserva a dor.

Momentos alegres e horas felizes.

A alegria com a nossa chegada.

E a triste dor da nossa partida.



Todos nós seremos saudades.

Lembranças de uma vida.

Eternizados ou esquecidos.

Na linha do tempo.


(Claudio Alves de Oliveira)

 

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

NOS CAMINHOS DA SAUDADE (Música Autoral)


Música Autoral:



Ficha Técnica do Lançamento

NOS CAMINHOS DA SAUDADE


Andando no caminho da saudade.

Numa tentativa de esquecer o que passou.

Ah! Se eu pudesse voltar no passado.

Faria tudo diferente.


Nas trilhas da solidão.

Procuro uma forma de olvidar.

Ah! Se eu pudesse encontrar.

Razões e motivos para esquecer.


Imaginei-me caminhando para o futuro.

Mas, agora me surpreendo.

Ah! Estou voltando ao passado.

E o presente me devora.


Entre as pedras, os espinhos.

Reencontro as árvores.

Ah! Que o seu balanço.

Enche-me o peito de saudade.


Logo o vento, me faz lembrar.

Como uma canção que se eterniza.

Ah! Consigo ouvir a sua voz.

Que o vento me trouxe de tão distante.



De tão longe eu vim.

Para te apagar da memória.

Ah! Mas uma flor guardou o seu perfume.

Aquela ponte, sabe o seu peso.


E a velha porteira ainda sussurra seu nome.

Aquela montanha tão íngreme.

Ah! Me disse que lembra do seu sussurrar.

Quando o ar resistia a entrar pelas narinas.


O tempo tentou desfazer nossa história.

Mas, ele não apagou o passado.

Ah! Ainda é possível ver no rio.

A sua silhueta refletindo.


Eu preciso voltar, as lembranças me corroem.

Mas o caminho parece tão forte.

Ah! As memórias parecem me acorrentar.

Eu luto agora contra o passado.


Tento fugir por outro caminho.

De repente não encontro a saída.

Ah! Saudade devastadora.

Que me faz lembrar e recordar.



Vou tentar ir para mais distante.

Num lugar em que a solidão me conforta.

Ah! Preciso confessar antes de partir.

A sua ausência me fere e machuca.


Nos caminhos da saudade.

Não encontrei razões e motivos.

Para te esquecer.

(Claudio Alves de Oliveira)

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O REGRESSO (Música Autoral)



O REGRESSO
(Música Autoral)



Como um dia de sol, chovendo.

Uma noite clara sem a lua.

Sem rumo e sem destino.

Tudo o que desejava era voltar.



O medo cercava era um desvario.

O receio de ser rejeitado.

E aquele vazio o atormentava.

A distância como uma faca.



A solidão perfurava o peito.

As lembranças causavam temor.

Lágrimas e remorsos enchiam a alma.

O desejo de voltar ganhava forma.



Como o pincel de um pintor.

Que numa tela rabiscava linhas.

Traços sem nenhum sentido.

Mas com o tempo se transformam.


E um dia cansado da agonia.

No momento em que o sol nascia.

Ajuntou o que tinha e partiu.

O destino agora era sua família.



Ninguém teve culpa.

A decisão foi sua.

Ao longo da estrada.

Alguém o reconheceu.

Não falava, apenas latia.



A emoção do reencontro.

As lágrimas caíram ao chão.

O portão se abriu.

E alguém gritou seu nome.



Aquele abraço preencheu o vazio.

Aquelas palavras envolta em alegria.

Devolveu a vida e a alegria.


Seja bem-vindo a sua casa.




Ninguém teve culpa.

A decisão foi sua.

Ao longo da estrada.

Alguém o reconheceu.

Não falava, apenas latia.



(Claudio Alves de Oliveira)