Como um dia de sol, chovendo.
Uma noite clara sem a lua.
Sem rumo e sem destino.
Tudo o que desejava era voltar.
O medo cercava era um desvario.
O receio de ser rejeitado.
E aquele vazio o atormentava.
A distância como uma faca.
A solidão perfurava o peito.
As lembranças causavam temor.
Lágrimas e remorsos enchiam a alma.
O desejo de voltar ganhava forma.
Como o pincel de um pintor.
Que numa tela rabiscava linhas.
Traços sem nenhum sentido.
Mas com o tempo se transformam.
E um dia cansado da agonia.
No momento em que o sol nascia.
Ajuntou o que tinha e partiu.
O destino agora era sua família.
Ninguém teve culpa.
A decisão foi sua.
Ao longo da estrada.
Alguém o reconheceu.
Não falava, apenas latia.
A emoção do reencontro.
As lágrimas caíram ao chão.
O portão se abriu.
E alguém gritou seu nome.
Aquele abraço preencheu o vazio.
Aquelas palavras envolta em alegria.
Devolveu a vida e a alegria.
Seja bem-vindo a sua casa.
Ninguém teve culpa.
A decisão foi sua.
Ao longo da estrada.
Alguém o reconheceu.
Não falava, apenas latia.
(Claudio Alves de Oliveira)


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