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quinta-feira, 30 de julho de 2026

O TEMPO (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:


 
 

O TEMPO

 


 


Sou aquele, que você não pode ver.

Mas quando vir minhas marcas,

Você vai entender.

Não consegue me ver.

Mas pode me interpretar.


Não quero nenhum poder.

Eu apenas controlo.

Quando chegarem os dias.

Vai olhar pra você mesmo.

E, nesse momento, vai compreender.


Vai conseguir de certa forma.

Ver-me, me enxergar e assimilar.

De fato vai conhecer quem sou.

Quando minhas marcas aparecerem.

O seu vigor desaparecer.


Eu sou aquele que viu sua chegada.

Um ser indefeso e sem firmeza.

Vi seus primeiros passos.

Suas primeiras palavras.

Vi se tornar independente.


Estive ao teu lado todos os dias.

Em todo os momentos da tua vida.

Quando se alegrava ou enquanto sofria.

Ou melhor, estou te observando agora.

Enquanto está no seu vigor.

Não passo de um desconhecido.


Só vai dar conta da minha existência.

Quando seu corpo pesar.

Seus cabelos embranquecerem.

Suas forças minarem.

Sua visão escurecer.


Eu controlo a sua vida.

Não preciso dizer mais nada.

Você já sabe quem sou.

Agora já pode dizer.

O tempo passou!” Está errado.

Foi você que envelheceu.



(Claudio Alves de Oliveira)

sexta-feira, 12 de junho de 2026

137 DE SALMOS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL:

 


  

137 de Salmos


Aqui nossa música não faz sentido.

Preferimos nos calar.

Nesse lugar sem ambientação.

O nosso louvor não tem suavidade.




Nossos sentimentos não são favoráveis.

Perdemos amigos, família, músicos.

Olhando essas águas sem brilho.

Preferimos apenas recordar.



Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Uma saudade que nos fere.

Lembranças do nosso lar.

Nossa serenidade foi abalada.

Nessa terra tão distante.





Viemos como escravos.

Destruíram tudo o que tínhamos:

Nossas casas nosso templo...

Nossas crianças, nem queremos lembrar.



Uma tristeza invade nossa alma.

E a felicidade ficou lá no passado

Com um flash de memória.

E isso nos deixa arrasados.


Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Que sejamos perdoados.

Se acontecer com eles.

Da mesma forma que.

Fizeram com nosso povo.

E consentimos com isso.



Sentados juntos ao rio.

Recordamos e lamentamos.

Nossas harpas penduradas.

Nossas lágrimas apenas caem.



Fizemos um pacto.

Não vamos entoar.

Um cântico do Senhor.

Nesse lugar estranho.



(Claudio Alves de Oliveira)

terça-feira, 12 de maio de 2026

NOS CAMINHOS DA SAUDADE (Música Autoral)


Música Autoral:



Ficha Técnica do Lançamento

NOS CAMINHOS DA SAUDADE


Andando no caminho da saudade.

Numa tentativa de esquecer o que passou.

Ah! Se eu pudesse voltar no passado.

Faria tudo diferente.


Nas trilhas da solidão.

Procuro uma forma de olvidar.

Ah! Se eu pudesse encontrar.

Razões e motivos para esquecer.


Imaginei-me caminhando para o futuro.

Mas, agora me surpreendo.

Ah! Estou voltando ao passado.

E o presente me devora.


Entre as pedras, os espinhos.

Reencontro as árvores.

Ah! Que o seu balanço.

Enche-me o peito de saudade.


Logo o vento, me faz lembrar.

Como uma canção que se eterniza.

Ah! Consigo ouvir a sua voz.

Que o vento me trouxe de tão distante.



De tão longe eu vim.

Para te apagar da memória.

Ah! Mas uma flor guardou o seu perfume.

Aquela ponte, sabe o seu peso.


E a velha porteira ainda sussurra seu nome.

Aquela montanha tão íngreme.

Ah! Me disse que lembra do seu sussurrar.

Quando o ar resistia a entrar pelas narinas.


O tempo tentou desfazer nossa história.

Mas, ele não apagou o passado.

Ah! Ainda é possível ver no rio.

A sua silhueta refletindo.


Eu preciso voltar, as lembranças me corroem.

Mas o caminho parece tão forte.

Ah! As memórias parecem me acorrentar.

Eu luto agora contra o passado.


Tento fugir por outro caminho.

De repente não encontro a saída.

Ah! Saudade devastadora.

Que me faz lembrar e recordar.



Vou tentar ir para mais distante.

Num lugar em que a solidão me conforta.

Ah! Preciso confessar antes de partir.

A sua ausência me fere e machuca.


Nos caminhos da saudade.

Não encontrei razões e motivos.

Para te esquecer.

(Claudio Alves de Oliveira)