MÚSICA AUTORAL:
UM MOÇO RUIVO
O dia hoje está diferente.
E ele se depara com uma cena.
Um povo encolhido e com medo.
Existia uma guerra acontecendo.
Naquele vale as afrontas ocorrem.
Mas o que o intriga, é que.
Nenhum daqueles bravos soldados.
Teve coragem de encarar o inimigo.
As proporções eram bem diferentes.
Mas era apenas um, se esse caísse.
Os outros fugiriam, apenas um obstáculo.
Olhando para as circunstâncias.
Procura nos olhos daqueles homens.
O brilho da vitória e não encontra.
Fala algumas palavras, de motivação.
-Olha quem está com vocês nessa batalha.
Não tem comparação.
Com esse que vos afronta.
Mas ninguém reagiu.
Nenhum tomou a frente.
Ele não teve escolha.
E se colocou na frente de batalha.
Quiseram encouraçá-lo, armá-lo.
Mas rejeitou, sem armadura.
Sem lança, sem espada.
Só com a funda.
E cinco pedras do riacho.
Se colocou na frente do gigante.
Munido da fé e cheio de Deus.
A distância foi sua aliada.
No corpo a corpo, não teria chance.
O gigante tombou e o povo vibrou.
E Deus foi exaltado.
Naquele dia.
Um moço ruivo de gentil aspecto.
Que enfrentou um urso e um leão.
Não era um simples pastor.
(Claudio Alves de Oliveira)

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