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quarta-feira, 1 de julho de 2026

ETERNIZADOS OU ESQUECIDOS (Música Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 

In memoriam Irmã Cidinha 

 
 

ETERNIZADOS OU ESQUECIDOS


 


O dia mais amargo da vida.

Deve ser o dia da despedida.

O ambiente se torna triste.

Corações dilacerados se entreolham.


A dificuldade de assimilar, aceitar.

Que alguém se foi, deixou este lugar.

O seu lar. Para nunca mais voltar.

Nem teve tempo para despedidas.



A vida assim: nos reserva a dor.

Momentos alegres e horas felizes.

A alegria com a nossa chegada.

E a triste dor da nossa partida.




Nossa despedida em silêncio.

Nas mais aterrorizante das dores.

Um caminho sem retorno e volta.

Que trilhamos sem direito a escolha.



A vida é assim tem um começo.

O meio e o fim da jornada.

Deixamos um vazio, um lugar vago.

E nos tornamos apenas lembranças.



Um adeus sem resposta.

As palavras se calam.

Os sorrisos se findam.

Não controlamos as lágrimas.



A vida assim, nos reserva a dor.

Momentos alegres e horas felizes.

A alegria com a nossa chegada.

E a triste dor da nossa partida.



Todos nós seremos saudades.

Lembranças de uma vida.

Eternizados ou esquecidos.

Na linha do tempo.


(Claudio Alves de Oliveira)

 

 

sábado, 1 de março de 2025

SEMPRE AO SEU LADO



SEMPRE AO SEU LADO


Vai ser complicado para que me entenda.

Ou talvez seja muito difícil eu explicar, mas vou tentar.

Sou bem diferente, me chamam de irracional.

Talvez porque ainda tenho um pouco de selvagem.

Mas cá entre nós, tenho tanta doçura.

Não ando como você anda, nem penso igual.

Mas dentro da minha selvageria, sou muito leal e fiel.

Tento me comunicar da forma que consigo.

Sei que é muto difícil a compreensão.

E entendo que muitas vezes as pessoas ignoram.

Quando você se ausenta não imagina quanta dor eu sinto.

Eu conto os momentos, as horas, os minutos.

Me passa coisas pela minha cabeça, como você não vai voltar.

Que me deixou, que vou ficar sozinho.

Quem vai jogar a bolinha agora, e o carinho como fica.




Na verdade somos ansiosos por natureza.

Não veja a hora de correr, pular em você.

Cheirar-te e lamber seu rosto, parece que foi uma eternidade.

Algumas horas que ficou ausente.

Lamber seu nariz é uma forma de dizer que te amo.

Pular em você é dizer que senti saudades.

Perdoe-me se te sujei, se deixei minhas pegadas.

Ou se quase te derrubei, é minha forma de se expressar.

Peço perdão pela minha natureza selvagem.

Sou diferente de você tenho quatro patas, tenho rabo.

Não tenho voz, não falo o seu idioma.

Mas sou seu amigo é isso que importa.

Vou te contar um segredo, os meus latidos tem horas que são de saudade.

Tive uma amiguinha que a tutora dele se mudou de cidade.

De vez em quando ela não suportava.

Ia até o portão e chorava, gritando e perguntando.

Cade você? Sinto sua falta! Por que não volta?

Estou te esperando! Volta por favor, volta.

Sua vida se tornou triste as vezes compensadas por aventuras.

Ou pela visitas rápidas da sua tutora.

E no fim do dia seu sentimento de tristeza voltava.

E foi assim até seu último dia.

O tempo pra mim e a minha raça é muito cruel.

Passa muito rápido e não perdoa.

E eu preciso viver esse pouco tempo.

Viver intensamente ao seu lado.

Cada momento, cada dia todo minuto é importante.

Perdoe-me por minhas traquinagens.

Não sei o que é pudor, não tenho vergonha.

Como disse somos irracional.

E assim fazemos coisas sem lógica, sem contexto.

Digamos que a maioria das vezes é nosso instinto.

Não temos a fala dos humanos.

Mas fomos privilegiados com uma audição incrível.

Um olfato poderoso e raramente se esquecemos de um rosto.

Se pudesse falar te contaria tanta coisa.

Teríamos tanto assunto.

Mas sei que me compreende.

E que estou expondo aqui o meu coração a minha alma.

Jamais me abandone, isso é muito cruel.

As vezes nos colocam dentro do carro.

A nossa felicidade é enorme, vamos passear.

Mas depois vem a tristeza.

Somos abandonados em algum lugar remoto.

As vezes sem compaixão, nos deixa como companhia.

Um pouco de água, ração e uma corda.

E ali nos deixam amarrados, indefesos e sozinhos.

A espera, uma longa espera que possa passar alguém.

E nos tire daquelas condições.

Outro dia via um amigo nessa situação.

Foi abandonado em uma rodovia e correu atrás do carro.

Até não suportar mais, não acreditava que seria abandonado.

Demorou para entender que não o queriam mais.

Você consegue sentir essa dor, eu pergunto?

Sei que me entende, que me compreende.

Queria que sentisse o que eu sinto.

Tudo o que temos pelos nossos tutores é amor.

É do nosso jeito, da maneira que conseguimos demonstrar.

Somos limitados e não conseguimos ir além.

Mas você precisa saber que tudo o que temos é amor.

Da forma mais pura ou irracional, mas é amor.

Da maneira bem simples e selvagem.

Sempre que você chegar em casa estarei lá.

Não importa se está chovendo ou não.

Pularei em você da mesma forma.

A minha lealdade ninguém pode questionar.

Morreria no seu lugar se preciso for.

Tudo o que preciso é do teu sorriso.

De vez brincar comigo, jogar a bolinha.

Levar-me para dar uma volta.

Preciso da sua companhia.

Um dia a velhice também vai chegar.

Meus olhos não poderão mais me ajudar.

Meus dentes não serão mais os mesmos.

Vou precisar de uma ração diferente.

Não precisa mais jogar a bolinha.

Perdoa-me porque não vou poder te receber no portão.

Embora eu escute e reconheça até o barulho do carro.

Sinta seu cheiro, não encontro mais o caminho.

Não consigo enxergar mais.

Mas sempre estarei ao seu lado.

Não quero ser uma página virada.

Mas um elo de saudade e recordação.

Meu nome é isso que quer saber, são muitos.

Mel, Gringo, Maria Flor, Lobinho, Totó…

(Claudio Alves de Oliveira)

Sempre ao seu lado.


 

sábado, 19 de outubro de 2024

LUTO "CALANGO"





 

LUTO “CALANGO”


Esse é o momento que gostaríamos que não existisse.

Esse é o dia que queríamos que fosse extinto.

Essa é a hora que se pudéssemos, à evitaria.

Porque nesse momento os sorrisos se findam.

A alegria parece fugir das nossas vidas.

Nos tornamos ainda mais frágeis do que somos.

E ficamos questionando, as razões e o porquê.

Como que buscando uma resposta, tentando entender.

Em meio a dor e as lágrimas, horas amargas.

Um cálice difícil de se tomar.

Uma partida tão repentina assim.

Uma separação tão brusca dessa forma.

Nos deixa sem chão, desorientados.

O tempo é cruel e não se importa com idade.

Não leva em consideração posição, status.

E inevitável, o dia da separação se torna um fato.

Não há tempo para despedidas, nem abraços.

Nossos olhos se fecham e vida se finda.

Nos tornamos lembranças e saudades.

Uma voz que não será mais ouvida.

Um sorriso que nunca mais vai brilhar.

Uma demonstração de alegria que ficará na lembrança.

Lamentamos que tão cedo se foi.

Choramos e nos entristecemos pela separação.

Vamos precisar de um tempo para assimilar.

Entender todos esses fatos.

Compreender que daqui em diante.

O mundo não terá mais a sua presença.

Sua família e amigos um imenso vazio.

Na empresa uma falta inimaginável.

Alguém poderá realizar sua função.

Mas jamais da maneira que realizava.

Não restam mais palavras.

Cada ser é único, o DNA é único.

Faz parte do livro da saudade, agora.

E seu nome está na página das boas lembranças.

Nessas singelas palavras posso dizer.

Foi uma honra.

Descanse em paz “amostradinho”.

(Claudio Alves de Oliveira)

Luto “Calango”

*In Memoriam Júlio “Calanguinho” essas palavras são dedicadas a sua memória.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

SEM MAIS PALAVRAS



SEM MAIS PALAVRAS


Agora nada mais resta, tudo passou.

Todas as respostas as levou consigo.

O insperado, talvez o inapropriado.

E tudo nos pegou de surpresa.

E o seu lugar ficou vazio.

O seu instrumento de louvor se calou.

Aos que amava ficará a saudade.

Aqueles que te amavam, uma incógnita.

Mas agora, os porquês não importam mais.

Nem as razões, nem as justificativas.

Ninguém mais as pode ouvir.

Nem a decisão que tomou.

Embora não faça nenhum sentido.

No entanto, ninguém poderá julgar.

Nenhum de nós sentiu a tua dor.

Ninguém chorou as tuas lágrimas.

Ninguém esteve contigo na solidão.

Esteve só na adversidade, na humilhação.

Talvez tenha faltado forças ou animo.

A cruz se tornou ainda mais pesada.

E o caminho mais ingrime.

Tudo o que podemos dizer, é que lamentamos.

Nos entristecemos profundamente.

Perdas são perdas, nada mais importa.

Uma voz que se cala para sempre.

Um sorriso que nunca mais veremos.

Um som que nunca mais ouviremos.

Sabemos que a partida desta vida.

Será sempre inevitável.

O fim do caminho será sempre o mesmo.

Seremos desligados desse plano, dessa vida.

Deixamos de existir, nada muda isso.

Mas a forma que isso acontece.

Geram discordâncias e questionamentos.

Como já foi mencionado.

Todas as respostas quem as têm.

Não pode mais responder.

Mas isso é irrelevante.

Aqueles que se foram, concluiu o ciclo.

De certa forma acabaram seus problemas.

Acabou sua luta, cessou a sua guerra.

Tudo se resumo a um ponto final.

Quem dera, nesse momento não deixássemos.

Nenhuma pendência, nada para trás.

Enquanto formos lembranças, nos corações.

Que sejam boas, saudades eternas.

Com o tempo tudo ficará no esquecimento.

A vida é uma dádiva, uma virtude.

A vida é uma oferta do CRIADOR.

A vida é um privilégio.

Temos que ter em nós a gratidão.

E saber ter a vida, como vivê-la.

E aproveitar todo o tempo disponível.

Não importa se 10, 20, 50 ou 100 anos.

Lá perto do fim podemos dizer.

Aproveitei cada segundo que aqui vivi.

Cumpri minha missão, guardei a fé.

Fiz o bem, nada deixo para trás.

E em paz deixo esse mundo.

Sem mais palavras.

(Claudio Alves de Oliveira)

Sem mais palavras

*in memoriam a Hélio Amann, dedicado a sua memória. 

 

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

DISTÂNCIA


*In memriam Sérgio Fernades

DISTÂNCIA


Tem momentos que precisamos estar distantes.

A distância não significa uma separação.

Nem estar tão longe, esquecido ou abandonado.

Não se trate disso, apenas nos afastamos.

Porque precisamos ver alguma coisa de longe.

Entender algo que próximos nos confunde.

Para muitos a solidão é um problema.

E a distância uma grande preocupação.

Mas de um certo ponto de vista.

Uma saída para alguns, uma estratégia.

A solidão em algumas ocasiões se trata de um refúgio.

E a distância uma oportunidade para pensar.

Subir a montanha e apreciar a natureza.

Contemplar o entardecer ali sentando em meditação.

Ou se sentar em frente uma queda-d'água.

Ouvir o som das águas batendo nas pedras.

Ouvir as conversas das aves, o seu alarido.

Estar distante não significa solidão.

Estar sozinho também não significa estar longe.

São somente ponte de vista diferentes.

Olhando de longe podemos observar detalhes.

Que estando perto fica oculto de nós.

E um detalhe impressionante.

Onde quer que esteja, jamais estará só.

Nem nos confins da terra, ou na área mais remota do mundo.

Podemos até se sentir sozinho.

Mas, jamais poderemos nos ocultar de Alguém.

São muitas as razões para ficar distantes.

As vezes a justificativas são as lágrimas.

Outras ocasiões é a necessidade do momento.

Outras são para uma aproximação.

Como já foi falado também para meditação.

Ou podemos fugir de algum medo.

Simplesmente se esconder de algo.

Não importa muito as razões.

O importante é que consigamos voltar.

Encontrar o caminho da volta.

Deve ter ouvido ou testemunhado.

Que muitas pessoas se perdem.

E não voltam mais da solidão.

Moisés precisou fugir, e sentou perto de um poço.

Quando voltou, estava preparado.

Motivado, com um conhecimento diferente.

Com outro entendimento, com metas e objetivos.

Era outra pessoa comparado.

Com aquele moço criado na realeza.

Desde seu nascimento já sentiu a solidão.

As águas do Nilo foram sua companhia.

E quantas vezes precisou se ausentar dos demais.

Ficar sozinho em algum lugar.

Todos conhecem seus feitos e sua história.

Até nos seus último momento.

Subiu a montanha só e ali se foi.

Seu corpo nunca foi encontrado por humanos.

Nossa reflexão fala de distância e solidão.

De uma maneira positiva, falamos do espaço.

Não naquele sentido, ou sentimento.

Em que a pessoa se distancia mesmo estando próxima.

Mesmo vivendo em família ou sociedade.

Vive distante e solitária.

Isso é perigoso, se torna vulnerável.

Quanto mais se demora nesse estado.

Isso se torna irreversível.

É preciso viver, a vida é uma dádiva.

É um presente, um privilégio.

Um milagre diário.

(Claudio Alves de Oliveira)

Distância

*In memoriam Sérgio Fernandes (Flautista CCB do Estoril)


 

quarta-feira, 5 de julho de 2023

DEPOIS VIVEREMOS NOS CORAÇÕES



DEPOIS VIVEREMOS NOS CORAÇÕES


Um dia acontece, e nossa jornada termina.

O nosso tempo nesta terra foi contado.

Os nossos anos se findam.

E deixamos de existir fisicamente.

Mas, nos corações continuamos vivos.

Das pessoas que amamos, que convivemos.

Até daqueles que a distância separava.

Nem por isso deixou de existir a sinceridade.

Com as notícias boas, juntos sorriam.

Com as mensagens ruins, juntos se comoviam.

Com a perda de alguém, juntos choravam.

Mas o enredo da nossa crônica.

Quando a última página for escrita.

E o livro que contou a nossa história.

Fechar a capa, o desfeche será sempre o mesmo.

Nossos olhos vão se fechar para sempre.

Nossa boca não falará, nem vai mais cantar.

A nossa voz será apagada.

A cena se repete, pessoas chorando.

Todos se comovem, falam palavras bonitas.

Que não podemos mais ouvir.

Outros choram falam da nossa falta.

Não podemos mais retribuir, nem agradecer.

Haverá duas situações nesse momento.

Além da dor, que toda separação causa.

Mas a tristeza ela se parte e se divide.

Uma parte dela chamamos de comoção.

Vamos pensar assim, tristeza e um sentimento.

Do qual não queremos deixar como herança.

Vamos chamar essa dor de comoção.

A outra parte da tristeza vamos nomeá-la de remorso.

Esse sentimento de arrependimento.

Se lamenta movido por uma tristeza profunda.

De alguém que poderia ter feito alguma.

Qualquer coisa, um carinho, uma palavra de amor.

Um pedido de perdão ou de desculpa.

Já teria evitado toda essa dor.

O nosso dia chegou, é a nossa hora.

Não tivemos tempo para despedidas, nem para um adeus.

Fomos surpreendidos, por uma situação.

Que pode ocorrer de diversas formas.

Sabemos que vamos deixar um vazio.

Que jamais poderá ser preenchido.

Somos únicos, um DNA único.

Em todo o mundo e o universo.

Somos um ser único, uma fórmula que não repete.

Seremos lembranças e saudades.

Motivos de tantas conversas.

Razões para muitos não desistir.

Exemplo de vida, honestidade e integridade.

É claro que tudo depende do nosso viver.

Como construímos a nossa história.

Um dia tudo finaliza, tudo cessa.

Completamos o nosso único ciclo.

E a última linha da nossa história.

Será escrita.

E o livro se fecha.

(Claudio Alves de Oliveira)

Depois viveremos nos corações

*In Memoriam Tia Lina, tia do coração, descanse em paz.


 

segunda-feira, 1 de maio de 2023

DEDICADO A VOCÊ



DEDICADO A VOCÊ


Esses versos eu dedico a você.

Por sua nobreza e atenção.

Além da nossa amizade, sua fidelidade.

Me acompanha aonde for.


Se minhas palavras expressam críticas.

Jamais te vi com rancor.

Se ficaram sem sentido.

Você nunca se importou.


Admiro-te pela sua dedicação.

Pelo afeto do qual não mereço.

Sou grato pela companhia.

Nos momentos de imensa solidão.


Meu sentimento agora é gratidão.

Talvez não tenha percebido sua voz.

Existe uma distância entre nós.

Mas o vento sussurrou alguma coisa.


Em versos falei da minha luta.

E talvez tenha mencionada as suas.

Me comovi com suas palavras.

Motivei-me com seus elogios.



Eu queria dizer tanta coisa.

Mas, falta-me palavras.

Sou privilegiado, completo.

Há muito pela frente ainda.


Quantas vezes quis desistir.

Tentei várias vezes parar.

Porém, suas palavras não permitiram.

Foram ditas no momento oportuno.


Não faz ideia do efeito de um elogio.

Ou de uma crítica bem elaborada.

Tem horas que alguém precisa gritar.

Nos puxar, o abismo está tão perto.


Nos acordar de um sono.

Como um passarinho encantado pela serpente.

Alguém precisa gritar, jogar uma pedra.

Para evitar pior, o desastre.


Sou grato, salvou minha vida.

Muitas vezes, em inúmeras oportunidades.

Alguém pensa que morremos.

Quando deixarmos de existir.



Quando deixamos de fazer ou realizar.

Aquilo que nos completa.

Também morremos é o nosso fim.

Embora não perdemos a vida.


“O fim do artista é o começo da vaia”.

O fim do poeta ou do escritor.

É quando cessa a inspiração.

E o cantor, quando perde a voz.


Vou continuar não vou parar.

Enquanto respirar, existe vida.

Enquanto existir a inspiração.

Vai existir a poesia.


(Claudio Alves de Oliveira)

Dedicado a você