Mostrando postagens com marcador POESIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POESIA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de maio de 2025

POR DENTRO DA POESIA



Explore a profundidade das emoções e reflexões sobre a escrita neste vídeo inspirador, "Por Dentro da Poesia: Uma Jornada Emocional". Através de palavras poderosas, o autor nos guia em uma viagem íntima sobre os altos e baixos da criação literária. Descubra como a escrita pode ser um processo transformador, repleto de desafios, lágrimas e gratidão. Cada verso revela a importância de lidar com rejeições e adversidades, enquanto enfatiza o poder da empatia. Se você é um amante das letras ou busca inspiração, este vídeo é para você! Não esqueça de deixar seu like, compartilhar e comentar suas impressões!
*Repostagem dom o vídeo de interação.*


POR DENTRO DA POESIA


Escrever, é algo muito bom, tem seus prós e contra.

Depois do texto concluído, a sensação é muito boa.

Aquele sentimento do dever cumprido.

Realização, euforia, após o término é só gratidão.

Nenhuma realização seja qual for, é fácil.

Desde quem ensina ou quem aprende.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

A POESIA SE DECLARA AO POETA


Nessa reflexão a poesia conversa com o poeta, coloca em pauta suas condutas,momentos, o que sente, dá uma lição o poeta, declara a sua existência que em certo ponto precisa do poeta, mas enfatiza que os poetas se vão, mas ela é eterna. Convido você a entrar nesse elo de ligação entre as palavras, versos e prosas e o poeta atrás de cada poema. Nos ajude curtindo, compartilhando, increva-se no canal, e por favor deixe seu comentário.

 

quinta-feira, 20 de março de 2025

DA MINHA JANELA




Da minha janela



De uma pequena abertura numa parede.

Pode parecer algo tão simples.

No entanto, é algo tão profundo e complexo.

Assim um mestre da informática nomeou seu invento.

Uma janela para o futuro.

A porta se abre e passamos.

Mas a janela se trata de outra determinação.

Não precisamos nos mover é um ponto estratégico.

DA MINHA JANELA (Acesse para o conteúdo em vídeo)

Diante de situações difíceis esperamos uma janela se abrir.

E com ela um leque de opções se define.

Nos trazendo inúmeras condições de solucionar a dificuldade.

Vamos para algo mais profundo.

Através da janela vi a vida passar.

As pequenas árvores cresceram se tornarem figueiras.

Dali daquele ponto observava.

Quando as primeiras gotas da chuva se despencava do auto.

Se chocando com qualquer coisa quebrando suas moléculas.

Formando outras gotículas menores.

Em um ninho de pássaros vi uma asa se abrindo.

Cobrindo os filhotes tentando os proteger da chuva.

Em outro lugar vi as flores que pareciam agradecerem.

Pequenos arbustos que esboçavam um sorriso.

Em uma árvore, passarinhos pareciam conversarem.

Os céus azul deixou espaço para as nuvens.

Se retraiu para o mais profundo azul.

E a chuva se intensificou molhando a terra.

Penetrando no solo tocando uma pequena semente adormecida.

Que logo germinou e seu broto procurou um caminho.

Até a superfície para sentir o sol.

Da minha janela observei.

Que algumas plantas precisam de cuidados.

Mas existem aquelas que parecem independentes.

Nasce em paredes, no meio das pedras.

Sobrevivem próximo do asfalto, nas calçadas.

São resilientes, resistentes, com vontade de viver.

Da minha janela pode ver.

Uma pequena ave que construía seu ninho.

Amassando o barro e moldando.

Vi um pequeno beija-flor colhendo o polem das flores.

Algumas abelhas no seu intenso trabalho de polinização.

Da minha janela vi a crianças crescerem.

Se tornarem adultas, casarem e terem filhos.

Mas tristemente não consigo ver mais alguns.

Esses deixaram de existirem, terminaram os seus dias.

Alguns muito cedo partiram, outros com mais idade.

Também vi aqueles que se doaram pelo seu próximo.

Mas também vi aqueles que não se importam.

Vivem apenas por si mesmo, amante de si mesmo.

Mas vi pessoas que se importam com as demais.

Que mesmo sem ações, no oculto buscam os céus.

Em favor daqueles indefesos e infelizes.

Da minha janela vi o nascimento e o fim.

Observei atividades geológicas.

Pequenos abalos que se intensificaram.

Placas tectônicas se chocando liberando a magna.

Atividades vulcânicas então se inicia.

Vi quando a fumaça começa seu trabalho.

Liberando fuligem na atmosfera.

O calor intenso derretendo as rochas.

O rio de larvas começa a descer a montanha.

Ou dentro do oceano formando uma cadeia de montanha.

Até que naquele pedaço do mar uma porção seca surge.

Vi da minha janela uma ilha sem formação.

No princípio somente rocha.

Então os pássaros começam a trazer sementes.

E logo nascem as primeiras plantas.

Animais marinhos fazem daquele lugar seu refúgio.

Pude ver de um lugar inóspito.

A fauna e a flora iniciar um ciclo.

Na terra vi as larvas destruírem lugares.

Antigas cidades deixaram de existirem.

E outras no futuro também só serão uma marca.

Partes da história que um dia será contada.

Da minha janela pude ver tantas coisas.

Algumas que impressionam, outras que assustam.

Até coisas que nos entristecem e outras que nos alegram.

As ideias de homens perversos.

Algumas virando leis e outros sistemas.

Vi o caos sendo usado como propósito.

A fome como controle das pessoas.

A falta de conhecimento um ideal.

E a mentira como a base de todo o processo.

Da minha janela vi os corruptos maquinarem o mal.

Criminosos sendo tratado como inocentes.

E inocentes tendo que pagar pela sua inocência.

Pude observar uma revolução cultural.

Uma reengenharia social, o sonho de ditadores.

Vi o tempo passar da minha janela.

Esperando que o tempo abrisse uma fenda de esperança.

Quando tudo parecia impossível.

Quando as forças se foram e as portas se fecharam.

Quando o sol deixou de brilhar e a lua iluminar.

Quando a nossa companhia era a solidão.

Quando a distância era tudo o que tínhamos.

Quando a canção da alegria se tornou tristeza.

Quando a poesia virou agonia.

Quando o silêncio se tornou ensurdecedor.

Quando os minutos se tornaram horas.

E as horas viraram dias, e dias se tornaram anos.

Mas depois da longa espera.

Por uma pequena fresta a janela deixou de ser ingrata.

E aos poucos foi permitindo a entrada da luz.

Até que as trevas perderam suas forças.

E a luz da esperança voltou a brilhar.

Naquele dia vi o sol sorrindo.

E a chuva nem pediu licença fez companhia ao sol.

E a lua curiosa e parecia se aproximar.

E os papéis se inverteram.

Os astros e estrelas queriam se aproximar da janela.

A espera foi longa e quase roubou a certeza.

As dificuldades que surgiram tentavam esconder a esperança.

Os obstáculos que se apresentavam.

As adversidades lutaram para que a janela se fechasse.

Mas o som da melodia em seus acordes.

Demonstra a beleza da poesia em seus versos.

Nos trazendo para próximo, longe do esquecimento.

Cada letra, cada palavra parece ter vida.

Olhando para o tempo, o agora, as horas os dias.

Passam rápidos demais.

Sei que um dia deixarei de ser o expectador.

E a abertura da parede, vai continuar.

Talvez outros e outros serão os apreciadores.

Assim como fui enquanto eu vivi.

A janela, a fenda do tempo vai continuar.

Oferecendo oportunidades, esperança.

E um meio de ver o mundo de forma diferente.

De entender as ocasiões de outra perspectiva.

Autor:

(Claudio Alves de Oliveira)

Da minha janela



 

domingo, 16 de fevereiro de 2025

ESPERANÇA


 

ESPERANÇA


Pode pensar até mesmo que esteja só.

Que alguma vez teve a sensação de abandono.

Ou que alguma vez se sentiu muito distante.

Dias que pensou que não existiria mais saída.

Momentos que pensou que desistiria de tudo.

Noites amargas intermináveis.

Dias que pareciam eternos.

Consumindo o teu ser na amargura e na dor.

Momentos em que a tua alma sangrava.

Estive nas tuas lágrimas e no teu choro.

Participei dos seus sorrisos e da tua alegria.

Estive presente no momento da dor.

Tentei te ajudar com a desilusão.

Quando a ingratidão te feriu.

E a decepção te atingiu como uma flecha.

Fiz tudo para que não entrasse na depressão.

Você nunca esteve sozinho.

Sempre eu estava ao seu lado.

Caminhei com você pelos desertos da solidão.

Estive contigo nos lugares mais inóspitos.

Nos pontos mais remoto que caminhou.

Nunca te deixei, jamais te abandonei.

Estive sempre ao seu lado te assistindo.

Tentando mudar seus sentimentos.

Direcionando seu comportamento.

Tentando fazer que enxergasse a saída.

Sei que não podia e não me ver, nem tocar.

Não sou alguma coisa física, não sou matéria.

Mas vivo entre as pessoas, convivo com elas.

Abraço, estendo as mãos, ajudo.

Brinco, elevo a autoestima, me preocupo.

Importo-me com as pessoas e contigo.

Sou maior que os teu medos.

Sou gigante diante dos seus problemas.

Vivo através dos milênios, conheço muitos segredos.

Sou a espera de dias melhores.

Sou a razão de muitos e até de nações.

Sou o quesito que não pode faltar.

Nas pessoas, no país e em uma geração.

Falei até do passado, mas vivo no presente.

Mas na verdade o meu foco é o futuro.

Sou a expectativa de um novo amanhã.

Sou a probabilidade de uma nova vida.

Sou as condições para alcançar as metas.

Sou a hipótese da realização dos seus sonhos.

Os ensejos para o sucesso dos seus objetivos.

Sou a perspectiva para uma nova experiência.

Além do que imagina, além desta vida.

Algo que foge da realidade da lógica.

Supondo que o mundo deixasse de existir.

Os montes, os mares, as florestas e o ser humano.

Também desaparecesse, eu ainda estaria bem aqui.

Alguns me confundem com promessas.

Não é bem isso, minha função é outra.

Meu fascínio e para que não esqueça essas promessas.

Para que não se apague da memória.

A cada geração que surge só me entristeço.

Os tempos mudaram, as pessoas também.

E as promessas se apagaram de muitos.

Não esperam mais em nada, sem futuro.

Um dia neste mundo vai existir apenas três coisas.

E eu estarei entre as três.

Nesse momento da leitura já deve saber quem sou.

Estou em fusão com a fé, uma aliança.

Andamos em equilíbrio, sem a fé você não me encontra.

Sem minha presença não saberia o que é a fé.

Acima de nós nesta terra está o amor.

Quando este dia chegar, cumprimos nossa missão.

Não haverá mais a necessidade da minha efetividade.

Entrego-te para a eternidade.

Enquanto viver estarei ao seu lado.

Se ainda não sabe quem sou.

Sou a esperança.

(Claudio Alves de Oliveira)

Esperança


sábado, 4 de janeiro de 2025

MOMENTOS




MOMENTOS


Nossa jornada é cheia de momentos.

E cada um deles passam por nós.

No decorrer da nossa epopeia.

Como se nos rodeassem.


Esses momentos se faz presente.

E muitas vezes nos presenteia.

Preenche os nossos vazios.

Nos levando ao delírio da alegria.


Nos proporciona o clímax da felicidade.

E ficam gravadas na nossa memória.

Escritos dentro do nosso ser.

Para que nada apague aquela ocasião.


Existem etapas das quais não lembramos.

Quando falamos pela primeira vez.

Damos o nosso primeiro passo.

Sabemos que foram momentos especiais.


Podemos ir mais profundo.

Nossa mãe sentido a nossa formação.

Nove meses de pura expectativa.

Até o dia da dor e da extrema felicidade.


Os nossos olhos se abrem.

E somos desligados da nossa genitora.

Agora existe um outro mundo diante de nós.

Embora ainda somos um frágil ser.


Foi o momento de sermos introduzidos no mundo.

Dos quais não temos lembranças.

Apenas alguns lapsos na nossa memória.

Algumas imagens registram esses momentos.


Quando nosso choro ecoou.

Céus e terra, o universo ouviu.

Se inicia a nossa história.

Escrita em algum livro.


Poderíamos numerar todos os nossos momentos.

Apesar de serem incontáveis.

Alguns deles jamais esqueceremos.

Ficarão ligados a nossa existência.


Como disse um sábio, tudo tem o seu tempo.

Uma combinação de momentos.

Como uma engrenagem em sua perfeita harmonia.

Os momentos se combinam entre si.


Fazendo com que ficamos perplexos.

Buscamos compreensão nas justificativas.

E respostas nos questionamentos.

Mas só o tempo nos fará entender.


Pode ser que em algum momento perdemos o rumo.

E alguns de nós não encontre o caminho de volta.

Para outros o recomeço é um meio.

O arrependimento é um alicerce.


É o momento da superação.

E a primeira batalha é contra nós mesmo.

Os obstáculos que criamos em nosso ser.

A cegueira que provocamos em nosso entendimento.


Existem momentos que nos afligem.

Queríamos que fosse apenas um pesadelo.

Que pela manhã desaparecesse.

Todavia ele se demora a desvanecer.


Em contrapartida existem aqueles momentos.

Que nos sentimos completos e realizados.

Que queríamos se agarrar a ele para sempre.

Controlar o tempo, os dias, as horas a vida.


Mas aprendemos que momentos não são eternos.

E eles se vão, passam por nós.

Muitas vezes nos ignoram.

É como se não existíssemos.


Aqueles bons momentos não são nossos.

O tempo nos traz com ele a paciência.

E precismos assimilar, entender.

Que é o momento da esperar.


Poderíamos falar de cada momento.

O de chorar, de cantar, de se alegrar.

Todos eles se encaixam em nossas vidas.

Nos fortalece, nos torna mais sábios.


Eles se vão e não volta mais.

Oportunidades únicas num epopeia.

A vida não permite repetir momentos.

Não tem replay é simplesmente o hoje.


O momento é o agora, o hoje.

O ontem se tornou passado.

E o amanhã quando chegar será hoje.

Em outras palavras, agora é o momento.


(Claudio Alves de Oliveira)

Momentos












 

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

VIDA EM PROSA E VERSOS



VIDA EM PROSA E VERSOS


Se pudéssemos descrever nossa trajetória.

Contar para um futuro a nossa história.

Ou alguém um dia escrever nossa biografia.

Poderia até ser em forma de poesia.


Assim poderíamos de certa forma resumir.

Das muitas horas que tentamos desistir.

Mas que uma força nos impulsionava a prosseguir.

Ou nas faz parar um pouco, até retroceder e refletir.


A vida nos propõem muitos desafios.

Para muitos envoltas em muitos mistérios.

E a vida de muitos cheia de princípios.

Nossas atitudes serão no futuro como vestígios.


Tem momentos que rimos, nos alegramos.

Em outros nós choramos e lamentamos.

Época em quem atingimos o limite, quase extingamos.

Se cogitou até que não conseguiríamos.


Dias de infelicidades e muita aflição.

Tempos amargos que esperamos por uma redenção.

Mas temos momentos de euforia e exaltação.

Ocasiões de vitórias, conquista e muita meditação.



Tempos de dores e grande tempestade.

As situações opostas para todos é uma reciprocidade.

Mas temos etapas de glamour e imensa felicidade.

Que nada nos fere, nem se preocupamos com dificuldade.



Mas temos horas amargas de imensa tristeza.

Que nossas forças se acabam, abalam nossa fortaleza.

Porém, temos dias de intensa proeza.

Que parecemos pertencer a nobreza.


Quando sorrimos escondemos uma angustia.

As vezes que choramos mostramos resiliência.

Na face demonstramos até alegria.

Mas em nosso ser interior é só agonia.


Em nossa jornada encontramos os espinhos.

Tem momento que nos ferimos pelos caminhos.

Mas sentindo o perfume das flores e as aves nos seus ninhos.

Temos a impressão de tudo o que vemos são anjinhos.


Mesmos machucados nos sentimos completos e inteiro.

Nem que seja por um momento passageiro.

As boas atitudes das pessoas exalam um bom cheiro.

São as boas ações que inibem o dinheiro.


Por alguns somos odiados.

Mas tem aqueles de quem somos amados.

Nem todos merecem nossos cuidados.

Mas fazer o bem nos faz sentir renovados.


Altos e baixos, fazem parte da nossa trajetória.

Alegria e tristeza descrevem a nossa história.

Derrotas e conquistas, incrementam nossa oratória.

Decepções e jubilo completam nossa biografia.



Certezas e questionamentos são fatos.

Dúvidas e convicção se divergem em aspectos.

Erros e acertos são nossos requisitos.

Vacilos e deliberação são nossos atributos.


Nossos dias em um tempo se finda.

Deixamos de existir nessa vida.

Terminamos nossa carreira e nossa lida.

Seremos lembranças e saudades como uma ferida.



Essa é nossa resenha, uma declaração.

Uma epopeia, com muita distinção.

Foi uma longa jornada de superação.

Deixamos um legado para apreciação.


Tudo o que devemos e ser grato pela existência.

Ao CRIADOR de todas as coisas, nossa obediência.

Que nos deu uma incumbência, revestiu de paciência.

E no fim de tudo encontramos a excelência.


Tudo foi escrito com muita consciência.

Para alguns talvez não tenha relevância.

Mas eu sei que em algum coração, cause influencia.

Essa é minha evidencia, minha essência.


(Claudio Alves de Oliveira)

Vida em prosa e versos


 

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

O TEMPO PASSOU


O TEMPO PASSOU


Saudades das histórias contadas na roça, lá no sítio.

Aquelas no tempo da nossa infância, que parecia um delírio.

Nas causava medo e terror e muito receio.

Dificilmente andava a noite, era desnecessário.

Para evitar encontro com seres sombrio.

Ao longe dava para ouvir o saci-pererê e seu assobio.

Os mais velhos nos falava de certos encontros, que arrepio.

De lutas travadas com o que parecia um desvario.

Com um lobo que virava homem, um ser lendário.

Com uma mula sem cabeça, não era imaginário.

E fomos crescendo com esses factício.

A cidade grande se tornou um fascínio.

E as histórias contadas se torna um devaneio.

Deixamos de acreditar no extraordinário.

E chegou a idade adulta, nosso desígnio.

Família, emprego, carreira, propósitos e critério.

Não dá mais tempo para algo tão simplório.

É tudo fica no passado, como um refúgio.

Um dia sentimos falta, talvez por causa do tédio.

Até fazemos de tudo um veraneio.

Mas está tudo diferente, parece alheio.

Aqueles contos, que eram tão notório.

Parece que entrou em declínio.

Virou saudade deixou de ser algo tão sério.

Não que o medo deixou de existir, é obvio.

Mas o tempo roubou nossa infância, isso é mistério.

E das histórias restou somente o silêncio.

Em volta da fogueira se tornava um cenário.

Todos queriam contar seus feitos que causava murmúrio.

De encontros com o discriminatório.

Almas penadas, assombrações, até com o ilusório.

E o medo era eletrizante com calafrio.

Ninguém dormia o assombro era solidário.

O caminho que tinha uma cruz, era mau presságio.

A coruja cantando no telhado, alguém ia pro cemitério.

O chinelo virado, a mãe morreria, era um anúncio.

Andar de costa não podia era um prenúncio.

Se o cachorro uivasse o fim de alguém era obrigatório.

Há tanto o que lembrar desse tempo sadio.

Que ficou no passado, um tempo tão notório.

O tempo passou e não foi solidário.

Roubou de nós nossas crendices e nosso “asseio”.

Levou também o nosso receio.

Como o tempo passou, parece que foi um extravio.

A geração de hoje, não teve esse beneficio.

Vivem do que é contraditório.

Não acreditam nas nossas histórias, é irrisório.

Um fusca azul sem motorista, era hilário.

Mas muitos foram testemunhas, tinha indício.

Ou pedras no telhado, não foi fictício.

Um escritor de Taubaté, foi visionário.

E deu vida ao inimaginável, o não imaginário.

Mas essa história vem de outro hemisfério.

De outro tempo, de outro “concílio”.

Do tempo que existia o unicórnio.

(Claudio Alves de Oliveira)

O tempo passou