segunda-feira, 14 de setembro de 2026

A HORA NONA (Música Sacra Autoral)


 MÚSICA AUTORAL: 


 
 

A HORA NONA


 


Como uma cena congelada.

Ele olhava à sua volta.

Sabia que seu momento chegaria.

Mas entendia que tudo era necessário.



Existia um propósito muito maior.

Além desta vida e deste plano.



Conforme conversou com seu Pai.

Na noite anterior, naquele jardim.


Se fosse possível, poderia ser evitado..

Mas, que estava disposto.

Preparado para ir até o fim.

E realizar a vontade do Pai.


Desde o momento que foi traído.

E entregue nas mãos de homens cruéis.



A humilhação foi grande.

A dor foi enorme e o desprezo ainda maior.



A reprovação daqueles que tanto amava.

Um de seus seguidores o vendeu e o traiu.

Outro O negou por três vezes.

Depois de carregar a pesada arma da sua execução.



Ainda flagelado por causa das chicotadas.

Dos açoites e da coroa de espinhos.

Que rasgava sua carne.

Ouviu o barulho do martelo.


E sentiu os cravos abrindo passagem na sua carne.

E se fixando no madeiro.

O ferro raspando no osso.

Uma dor insuportável.


Mas a esperança o mantinha vivo.



Pregado na cruz olhava para as pessoas.

Algumas choravam não acreditando.

E seus olhos procurava um certo homem.


Não estava ali, mas Ele o viu em outro lugar.

Chorando amargamente, arrependido.

Sem acreditar no que fizera.

Se perguntando: “o que eu fiz”.



Seus olhos ainda viam a reprovação.

No meio da multidão inflamada.

A satisfação nos olhos dos religiosos.

Mas via também a tristeza em muitos.



O momento da sua batalha se aproximava.

O inimigo verdadeiro não tinha espada.

Nem lança, nem armadura, nem exército.

A missão designada era vencer a morte.



Mas para lutar com ela.

Precisa perder a vida.

E Ele se sente abandonado.

PAI, PAI, por que me abandonaste.



Na hora nona Ele brada com grande voz.

E tudo termina nesse mundo.

Então começa uma batalha invisível.

Após três dias, Ele voltou.



Venceu a morte e apareceu para muitos.

Inclusive para aquele que o negara.

Alguns pensaram que terminou ali.

Lá no calvário, mas a verdade é que.

Estava apenas começando.

OH... AH... AMÉM!

(Claudio Alves de Oliveira)

2 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns Eus abencoe sempre escrevendo poesias que orna nosso mundo mais feliz

claudio movie (Claudio Alves de Oliveira) disse...

Gratidão por sua atenção Deus abençoe imensamente