MÚSICA AUTORAL:
In memoriam Irmã Cidinha
ETERNIZADOS OU ESQUECIDOS
O dia mais amargo da vida.
Deve ser o dia da despedida.
O ambiente se torna triste.
Corações dilacerados se entreolham.
A dificuldade de assimilar, aceitar.
Que alguém se foi, deixou este lugar.
O seu lar. Para nunca mais voltar.
Nem teve tempo para despedidas.
A vida assim: nos reserva a dor.
Momentos alegres e horas felizes.
A alegria com a nossa chegada.
E a triste dor da nossa partida.
Nossa despedida em silêncio.
Nas mais aterrorizante das dores.
Um caminho sem retorno e volta.
Que trilhamos sem direito a escolha.
A vida é assim tem um começo.
O meio e o fim da jornada.
Deixamos um vazio, um lugar vago.
E nos tornamos apenas lembranças.
Um adeus sem resposta.
As palavras se calam.
Os sorrisos se findam.
Não controlamos as lágrimas.
A vida assim, nos reserva a dor.
Momentos alegres e horas felizes.
A alegria com a nossa chegada.
E a triste dor da nossa partida.
Todos nós seremos saudades.
Lembranças de uma vida.
Eternizados ou esquecidos.
Na linha do tempo.
(Claudio Alves de Oliveira)

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