MÚSICA AUTORAL:
Onde o Perdão Floresce
O lugar era sombrio e úmido.
A única companhia: a solidão.
O que aconteceu foi injustiça.
Falsas acusações, parecia ser o fim.
No fundo da masmorra: uma plantinha.
Uma semente germinou e nasceu.
E se tornou sua companhia.
Reacendeu um pouco de esperança.
Em seus pensamentos: ele acreditava.
Sabia que seus dias: seriam melhores.
Que os olhos de DEUS: nunca o deixaram.
Que só precisava esperar o seu momento.
As lembranças do seu passado.
Aumentava sua dor, suas dúvidas.
Não entendia porque foi vendido.
Nem compreendia porque foi traído.
E daquele poço saiu como escravo.
E agora se tornou um condenado.
Seus pais estavam bem longe.
Um sentimento de saudade o assombrava.
Perguntas sem respostas.
Estava em outra nação.
Não podia abraçar seu irmão.
Aquela pequena árvore o consolava.
Em seus pensamentos: ele acreditava.
Sabia que seus dias: seriam melhores.
Que os olhos de DEUS: nunca o deixaram.
Que só precisava esperar o seu momento.
E um dia: dois homens sonharam.
Conforme interpretou, aconteceu.
Uma injustiça foi reparada.
Aquilo alimentou seus sonhos.
As incertezas nossas, humanos.
São as convicções de DEUS.
O que chamamos de esquecimento.
Para DEUS é aproximação.
Enquanto conversava com o arbusto.
A porta da cela se abre.
E alguém do palácio fala seu nome.
-José o rei do Egito o chama.
Em seus pensamentos: ele acreditava.
Sabia que seus dias: seriam melhores.
Que os olhos de DEUS: nunca o deixaram.
Que só precisava esperar o seu momento.
Seus sonhos se realizaram.
Muito além do que imaginava.
Poderia se vingar, prender.
Reparar o tempo da prisão.
Mas ele escolheu o perdão.
Retribui o desprezo de seus irmãos.
Com lágrimas e abraços.
O amor falou mais alto.
O seu momento chegou.
(Claudio Alves de Oliveira)


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