Música Autoral:
"O amor sobrevive onde a memória se ausenta."
— Claudio Alves de Oliveira
SÓ MEMÓRIAS
Olho para você todos os dias.
E procuro dentro dos seus olhos.
Encontrar alguma lembrança.
Parece-me familiar, que já te vi.
Mas, tudo o que tenho, são manchas.
Sei que estou bem vivido.
Que o tempo passou, eu sinto isso.
Mas não entendo, somos estranhos?
Não compreendo, estamos juntos?
Vivemos num lar, ou outro lugar?
Num passado tive um amor.
Que se perdeu, e o procuro.
Não lembro mais o seu rosto.
Não sinto mais o seu cheiro.
Mas sei que está em algum lugar?
Dentro dessa casa onde vivo.
Parece que todos os dias.
Estou num lugar diferente.
É como se não soubesse quem sou.
Minha busca diária, quem sou?
É estranho viver aqui com você.
Somos irmãos ou somos amigos?
Tudo o que lembro e recordo.
É que te conheci hoje.
Insiste em me dizer que me conhece.
E que tivemos uma vida passada.
Num passado tive um amor.
Que se perdeu, e o procuro.
Não lembro mais o seu rosto.
Nem sinto mais o seu cheiro.
Mas sei que está em algum lugar.
Disseram que estou doente.
Estou bem, o que me machuca.
Não são as feridas.
É a falta de alguém.
Que não lembro quem é.
Busco um amor, uma vida.
Mas perdido e sem rumo.
Vejo em você, em seus olhos.
Alguma coisa do passado.
(Claudio Alves de Oliveira)



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