quinta-feira, 14 de outubro de 2021

POR DENTRO DA POESIA



POR DENTRO DA POESIA


Escrever, é algo muito bom, tem seus prós e contra.

Depois do texto concluído, a sensação é muito boa.

Aquele sentimento do dever cumprido.

Realização, euforia, após o término é só gratidão.

Nenhuma realização seja qual for, é fácil.

Desde quem ensina ou quem aprende.

Ou quem constrói ou quem precisa demolir.

Quem precisa desenvolver ou reinventar.

Tudo tem o seu preço, lágrimas e suor.

Algumas realizações são mais profundas e outras não.

Um pesquisador precisa do tempo.

Um arquiteto de papel, lápis e uma prancheta.

O poeta de vez em quando, precisa provar de suas palavras.

Porque não dizer provar do seu próprio veneno.

Falamos de textos diferentes da ficção.

Mas enfim, precisamos remoer o que escrevemos.

Se lamentar em cima do nosso lamento.

E até mesmo chorar em cima do próprio pranto.

De quando em quando a realidade nos choca muito.

O inesperado no leva ao impróprio.

As certezas que temos se tornam banais.

Por um momento é como se o chão deixasse de existir.

Nossa base de sustentação se desintegrasse.

Todos nós sabemos dos riscos e consequências.

Mas no caso de um poema ou um texto, tese.

Pelo menos esse que vos escreve aqui.

Não tem um plano b.

Por mais que estivéssemos preparados.

Para ser rejeitado, desprezado e ignorado.

Pois é, a nossa realidade se contradiz.

E ficamos perplexo, sem ação.

E não tínhamos a ideia do quanto isso nos afeta.

Recordo-me da cena de um filme.

Alguém luta contra os invasores da sua terra.

E acaba descobrindo um traidor.

Não era a traição em si, mas a pessoa, o traidor.

Que o deixa sem ação e caído por terra.

O desapontamento é tão grande que o deixa inerte.

Sem forças para levantar e exposto ao inimigo.

A rejeição tem esse poder.

O desprezo tem essa força.

Nem menciono a traição, não é o caso.

Como qualquer ser humano.

O ser ignorado, machuca.

É preciso se recuperar, é como uma lesão.

Fisioterapia, aprender de novo.

Quando caímos é preciso de um tempo.

Para se levantar, encontrar o caminho e prosseguir.

É preciso aprender com isso.

Nunca subestimar as adversidades.

Assim como as ondas do mar.

Pode ocorrer de nos arrastar para o fundo.

Que tudo nos sirva de lição.

Porque da mesma forma que somos desprezados.

Podemos fazer o mesmo com alguém.

Deixamos o papel de vítima e somos culpados.

A lição sempre é essa.

Antes de fazer alguém chorar, chore primeiro.

Se for entristecer alguém, se entristeça antes.

Se for ferir, se machuque antecipadamente.

Antes de falar pese as palavras.

Sinta elas, se ferir e machucar, permaneça em silêncio.

Atitudes, sempre se antecipe.

O mal sempre deve ser evitado.

Se puder estenda a mão.

Sempre que possível elogie.

Motive, de razões para as pessoas não desistirem.

Não seja culpado das desistências.

Nem se culpe por quem desistiu.

Escrever é um privilégio.

A inspiração algo sem explicação.

Mas a sua presença é essencial.

A base de sustentação.

O motivo e a razão de prosseguirmos.

Agradeço-te imensamente por isso.

A você leitor minha eterna gratidão.

Se acontecer de não ver mais.

Procure-me nas palavras, me encontre nos poemas.

Quando é preciso me escondo nos parágrafos.

Ando em cima das linhas ou abaixo delas.

Meu esconderijo perfeito é entrelinhas.

Nas palavras de duplo sentido.

Deixo minhas pegadas.

E minha assinatura naquelas frases.

Que é preciso deduzir ou interpretar.

(Claudio Alves de Oliveira)

Por dentro da poesia


 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

SEM PALAVRAS



SEM PALAVRAS


Ocasiões onde tudo o que temos são incógnitas.

Ficamos sem palavras e sem uma lucides.

Não temos a compreensão do fato.

Nem o porquê e quais as razões.

Parece que, o que temos por direito é a dor.

São momentos que palavras nada significam.

Nada trará de volta aqueles que se foram.

É o tempo de chorar e lamentar.

Cumprir um pedido do SENHOR JESUS.

Chorai com os que choram.

A dor preenche os vazios nesse momento.

E as lágrimas se fazem necessárias.

O sentimento é mutuo.

A tristeza repartida.

E uma pergunta que não cala, o porquê disso.

Não há justificativa.

Em Ramá se ouviu um choro, uma grande lamentação.

Raquel chorando seus filhos.

E não quer ser consolada.

Porque já não existem.

E assim é, a tragédia ceifou duas vidas.

Não sabemos se anunciada ou não.

Agora não mais importa.

Vozes que não mais se ouvirão.

Sorrisos que ficarão na memória.

A ira prevaleceu dando a impressão da derrota.

Ainda existem mistérios que só os Céus entendem.

Muitas perguntas sem resposta na terra.

Muitos argumentos que fogem do ser humano.

Muitos segredos ocultos do homem.

Entre o Céu e a terra, longe dos nossos olhos.

Existe uma ciência tão alta.

Que não podemos atingir.

O choro e a tristeza.

A dor da separação são inevitáveis.

A ferida se abre e não fecha, não sara.

O que nos consola é a esperança.

Um dia, um encontro no perpétuo.

E uma voz que nunca mais se calará.

Numa melodia celestial entoará pela eternidade.

A terra não é mais a tua habitação.

Vany Magalhães e filho.

(Claudio Alves de Oliveira)

Sem palavras


*In memoriam de Vany Magalhães 

 

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

SIMPLESMENTE HUMANOS




 

SIMPLESMENTE HUMANOS


Perguntamos quem somos, de onde viemos.

O que fazemos nesse planeta.

Qual a razão dessa passagem por aqui.

Questionamentos que nem sempre temos respostas.

E quando as temos não acreditamos.

A maioria de nós, é assim.

Busca por um esclarecimento.

Mas quando tudo se torna claro.

Opta por não compreender.

E outros preferem não acreditar.

Dai voltamos a velha história dos símeos.

A verdade é que somos humanos, seres humanos.

E assim somos seres frágeis.

Sonhamos com o impossível.

Queremos ir aonde não podemos.

Tentamos acessar o inacessível.

De certa forma somos atraídos para o proibido.

E o improvável nos impressiona.

E o perigo nos fascina.

Queremos entender o que não é do nosso conhecimento.

Tem momentos que queremos pisar em ovos.

Querendo os manter intacto.

Andar em cima de pregos, sem se furar.

Somos traídos muitas vezes pelo nosso ego.

Que nos faz insistir diversas vezes no mesmo erro.

Alguns de nós só compreende depois de muito errar.

No entanto, outros erram tentando acertar.

Tem aqueles que erram por nem tentar.

Tem humanos e tem humanos.

Somos todos diferentes em atitudes.

Mas tão iguais em certos aspectos.

O ciclo da vida nos deixa tão semelhantes.

Mas o comportamento de cada um nos difere.

Alguns de nós diante da riqueza.

Deixe de ser quem somos.

Atraídos por uma forma de enriquecimento precoce.

Trilhamos caminhos perigosos.

Andamos por lugares remotos.

O risco tem uma força sobre nós, impressiona e atrai.

Saímos na rodovia e ultrapassamos os limites.

Queremos ouvir os pneus cantando nas curvas.

Ou a traseira do nosso veículo derrapando.

Queremos atingir os lugares mais altos.

Escalar a montanha mais íngreme.

Esquecemos o quanto frágeis somos.

Capazes de se confundir e enganar-se.

Ser manipulado, e até mesmo acreditar em mentiras.

Somos capazes de ser enganados pelos nossos sentimentos.

Uma mudança do clima já nos afeta.

Nos ferimos com palavras e atitudes.

Nos sentimos desprezados quando não temos atenção.

Nos sentimos sozinhos quando ninguém nos ouve.

Sentimentais, emocionais, mimados.

Afetuosos, envolventes, amorosos.

Enraivecidos, transtornados, vingativos.

Traidores, obstinados, amante de si mesmo.

Dominadores, fraudulentos, misericordiosos.

Cautelosos, infelizes e felizes.

Determinados, conquistadores e desbravadores.

Os seres humanos assim são identificados.

Nas suas diversas características.

Alguns voltados pro bem, outros mais dedicados ao mal.

Alguns preferem a escuridão, outros procuram a luz.

Mas todos nós temos o direito da escolha.

E todos caminhamos para um mesmo destino.

De onde nenhum de nós pode passar.

O limite da vida.


(Claudio Alves de Oliveira)

Simplesmente humanos

quarta-feira, 14 de julho de 2021

ESCOLHAS




 

ESCOLHAS


Não há ousadia na ira.

Nem audácia no furor.

Nenhuma grandeza no ódio.

Nem sabedoria no tremor.

Muito menos realização no desprezo.

No rancor não existe beleza.

Nem na cólera algum vigor.

Nem na fúria alguma exaltação.

Na raiva não existe encanto.

Na malevolência alguma intrepidez.

Na ganância não existe pudor.

E no furioso a cautela é abandonada.

Nas incertezas não existe firmeza.

Nem no ódio pode haver esperança.

Nem na antipatia pode existir afeto.

Nem na zanga pode haver estima.

E o mentiroso se incomoda com a verdade.

Assim como o ímpio evita um encontro.

E o falso procura a distância.

O traidor se oculta no meio do sol.

Na indignação não existe afeição.

Há muito o que ser evitado.

Existem muitos caminhos a serem ignorados.

Pesos inúteis que só vai atrasar.

Atrapalhar a nossa jornada.

Ofuscar o nosso brilho.

Apagar a nossa história.

Destruir nossos feitos.

Diminuir a nossa grandeza.

Corromper a nossa decência.

Mas está em nós o poder da escolha.

E mudar o cenário, nossos passos.

Manter o nosso foco e a nossa direção.

Porque a simplicidade gera franqueza.

A bondade nos leva a pureza.

A humildade cria um vínculo de mansidão.

A obediência aos bons conceitos, submissão.

A sinceridade cria laços de justiça.

A honestidade nos leva a ser verdadeiros.

A lealdade faz de nós íntegros.

A dignidade nos coloca na retidão.

A consideração com os demais leva a honra.

A gentileza gera respeito.

A relevância gera cortesia.

A confiança gera a esperança.

A crença gera a fé.

E o amor a excelência.

Ainda muitos precisam encontrar o caminho.

O caminho leva a verdade.

A verdade leva a vida.

(Claudio Alves de Oliveira)

Escolhas

MOTIVOS E RAZÕES




MOTIVOS E RAZÕES


Quem sabe o hoje não seja o momento da dor.

Nem dias de lamentações.

Quem dera hoje não fosse dias de lágrimas.

Que seja o agora e o porvir dias de alegria.

Que os teus caminhos sejam ladrilhados pela felicidade.

Se o momento da dor te cercar, que seja breve.

As horas tristes como um relâmpago.

Que os dias de lamento sejam abreviados.

Quem dera fossem evitados.

Porém cada momento da vida deve ser apreciado.

Cada instante deve ser aproveitado.

Cada etapa da caminhada um aprendizado.

Os obstáculos devem ser transposto.

As dificuldades são para serem ultrapassadas.

Todas as adversidades da vida superadas.

Por essa razão a motivação não depende só de dias bons.

Nos momentos de amarguras e nas horas amargas.

Precisa se fundir com a fé.

Nas horas mais extremas a motivação precisa de aliados.

Fé e esperança se aliam e caminham juntas.

Algumas metas só são possíveis com sacrifícios.

Algumas vitórias alcançamos com muitas batalhas.

De onde saímos feridos, machucados, sequelados.

Lutas, guerras e batalhas compõe a nosso êxito.

Nossas marcas e cicatrizes falam por si só.

Difere um vitorioso de alguém que nem tentou.

A vitória pertence aos que estão disposto.

A pagar seu preço e suas etapas, suas diretrizes.

Suas imposições, seus tributos.

Mas o fim da luta é melhor que o princípio.

Se o início é um caminho de lágrimas.

No fim é uma vereda de sorrisos.

Uma alameda de alegria e felicidade.

Aquele que semeia em lágrimas.

Ceifará com alegria.

Nossos caminhos, o nosso passado.

Declaram de onde viemos e quem somos.

O nosso futuro é conhecido pela direção que tomamos.

Quem dera hoje não fosse o dia da dor.

Não fosse o tempo das decepções.

Espero que o seu momento seja de alegria.

E o seu dia de extrema felicidade.


(Claudio Alves de Oliveira)

Motivos e razões


 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

DIFICULDADES



DIFICULDADES


Como é difícil manter a chama acesa sem brasas.

Ou manter uma edificação firme sem alicerce.

É complicado nadar contra a correnteza.

Ou tentar se aproximar de alguém que se distancia.

Como é árduo tentar dizer algo para quem não quer ouvir.

Querer desabafar com quem não se importa.

Tentar abrir o coração para quem não faz caso.

Tentar se adaptar onde não somos bem-vindos.

É muito espinhoso viver entre os lobos sendo uma ovelha.

Tentar manter a paz no meio de uma guerra.

Como é penoso manter um sorriso quando tudo o que temos são decepções.

Manter a cabeça erguida nos dias da humilhação.

Como é difícil falar a verdade num lugar onde a mentira tem mais valor.

É dificultoso encontrar o porto certo quando navegamos na tormenta.

É como procurar o endereço incerto no lugar errado.

Muito tenebroso tentar entender um alguém que nas mentiras busca por verdade.

Ser tolerante com alguém que tenta transformar um boato em fato.

Ou fazer do inexistente algo que justifique suas ações.

Como quem caminha sem rumo, a esmo procurando uma direção.

Igual aquele que nunca plantou e quer colher.

Ou alguém que sai na chuva e não quer se molhar.

Como é dificultoso entender alguém que não quer ver um ocorrido.

Quem não quer ouvir, muito menos compreender.

Muito difícil dar a mão a alguém que não quer ser ajudado.

Dificuldades da vida, algumas diretas e outras indiretas.

Dificuldades que nos faz andar atrás de um talvez.

E até se confundir com as incertezas.

Andar por caminhos sem pedras.

E se expressar ao acaso, confiar nas pessoas erradas.

E até mesmo abraçar um inimigo mortal.

Dificuldades que em vez da flor abraçamos os espinhos.

Dificuldades que por alguns momentos andamos no escuro.

Nos faz esquecer do obvio, saímos da clareza.

Dificuldades da vida que nos faz enganar a nós mesmo.

Perdemos nossa base de apoio, ainda que por um momento.

Deixamos de ser flexíveis e até coerentes.

Se justificamos na humanidade, somos frágeis como todos.

Dificuldades que nos desapontam, nos entristece.

Dificuldades que derruba nosso semblante.

Nos faz andar de cabeça baixa, pensativo.

Dificuldades da vida que não poupa ninguém.

Sobrevivemos a elas, a vencemos, a dominamos.

Mas, como se não cansasse sempre retorna.

Nunca nos abandona.

(Claudio Alves de Oliveira)

Dificuldades


 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

SEMPRE EM FRENTE



SEMPRE EM FRENTE


A nossa vida é repleta de novidades.

Todos os dias e momentos se fazem presente.

As surpresas que nos cercam.

Algumas boas, outras ótimas.

Mas nem tudo é perfeito.

Algumas novidades não são tão boas assim.

Tudo isso depende do nosso ponto de vista.

E de como vivemos as nossas vidas.

Dias e noites tendem a serem diferentes.

Embora para muitos a monotonia os façam parecer iguais.

Sim, se assemelham em seus aspectos.

Como na praia uma mesma onde não se arrebenta duas vezes.

Assim também nossos dias e noites não são os mesmos.

Nossa jornada é formada por etapas.

E certas condições nos são colocadas.

E algumas dificuldades nos são apresentadas.

Muitas vezes as adversidades nos impressiona.

E como as ondas do mar, as vezes somos arrebentados.

Somos jogados contra as pedras.

Mas, em meio as escumas tudo se desfaz.

Se num dia precisamos chorar, no outro se alegramos.

Se dentro de um período nos encontrarem tristes.

No outro momento pode ser diferente.

É obvio que cada um de nós assimila como pode.

Alguns suportam uma grande dor, outros nem tanto.

Algumas pessoas se abalam com tão pouco.

Outras são mais resistentes.

Tem aqueles que se iram por qualquer coisa.

Perdem o controle por algo tão banal.

Mas tem aqueles que não se abalam.

Não dão lugar a ira e parece suportar a tudo.

Existem pessoas que parecem incendiários.

Não se comportam com decência, não sabe ser discretos.

Mas outras pessoas passam despercebida.

E na sua simplicidade apazígua uma tempestade.

Outros que acreditam na brutalidade.

Mas tem aqueles que optaram pela mansidão.

Cada um encara as dificuldades de alguma forma.

Talvez por essa diversidade de caráter.

Cada um é submetido conforme o que pode suportar.

Nada além daquilo que está no nosso limite.

Em outras palavras é o frio conforme o cobertor.

As diversidades dos seres humanos é imensa.

Tem aqueles que se ferem com uma rosa.

E aqueles que caminha em meio a espinhos.

Uma coisa eu sei, talvez concorde.

Aprendemos a todo momento.

Com os momentos ruins nos fortalecemos.

Com as tempestades e ventos nos equilibramos.

É verdade que a prova longa enfraquece o coração.

Mas avivamos a esperança por um novo amanhecer.

Tudo tem um propósito, e certas ocorrências.

São proposital para um crescimento.

Ou para um despertamento.

As vezes precisamos de um impulso.

Em outras ocasiões de um empurrão.

As críticas mais agressivas têm uma finalidade.

Despertar em nós a coragem.

O desejo de vencer e superar nossos limites.

Os gritos de que não vamos conseguir, não vamos vencer.

São para causar um efeito de fúria.

De força, uma boa provocação.

E buscamos forças aonde não temos.

Mas, quando observamos que tudo passou.

E estamos em uma situação melhor.

Ou seja, vencemos aquela etapa.

Superamos até os nossos medos.

Ultrapassamos nossos limites.

Depois analisando melhor aquelas palavras.

Que num dado momento soou tão dura.

Não era maldade, nem crueldade.

Era a forma de demonstrar o caminho.

Provocar em nós uma reação.


(Claudio Alves de Oliveira)

Sempre em frente


 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

O TEMPO E NÓS PRISIONEIROS DO HOJE



O TEMPO E NÓS

PRISIONEIROS DO HOJE


De certa forma somos prisioneiros do hoje, do agora, o tempo se encarrega e nos manter assim, prisioneiros do hoje. O homem luta em vão contra o tempo, tentando mudar seu destino, mas a sagacidade dele é imprescindível por mais que os humanos busquem por uma falha no tempo, ou uma brecha, se torna uma busca em vão.

O tempo é cruel e segue seu ciclo, não dá tréguas, não se antecipa, não se atrasa, cumpre fielmente o seu papel, e sua determinação, aqueles que porventura o desafia, decreta o seu próprio fim, antecipa os seus dias, são os que cometem o suicídio, indiretamente e diretamente, aqueles imprudentes que desafiam a morte, entram por um caminho sem volta.

Uns antecipa os seus dias e outros nos seus atos imprudentes destroem suas vidas.

É tão comum ouvirmos que o tempo não volta atrás, o que passou, passou e não volta mais, cinco minutos que perdemos nunca mais recuperamos, o tempo passa para cada um de nós, seres humanos, para os animais, até plantas e vegetais, peixes e aves, no limite da proposta da existência deixamos de ser, embora nosso tempo tenha acabado ele continua, contando anos, meses, semanas, dias, horas e minutos, contra isso o ser humano, como já dissemos só antecipa o seu tempo.

O passado ficou para trás é intocável, o futuro é uma incógnita, desconhecido, só temos o hoje e o agora, e como dizem, quando o amanhã chegar será hoje, será agora.

O SENHOR JESUS entre nós em um dos seus muitos ensinos falou disso, do agora e do hoje, o que entendemos é que essa preocupação com o porvir pode prejudicar de certa forma a nossa fé, a muita preocupação deturba a fé, os cuidados com o inexistente, porque o amanhã ainda vai existir para nós, mas nesse momento ele não existe, o foco dos ensinos do MESTRE era tirar de nós esse receio, pois se tratava de fazer com que as pessoas acreditassem mais, viver mais pela fé, para nós ainda o dia de amanhã é um tormento na vida, dependendo das circunstâncias do momento. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.


Mateus 6:34

Simples assim viva o hoje, o agora, conforme a passagem já basta o que fazemos de mal, o momento é feito para aperfeiçoamento, correção, aprimoramento, na explicação do SENHOR JESUS, expõe como DEUS sendo PAI cuida de nós, sabe do que precisamos e necessitamos, a nossa preocupação, o nosso foco, precisa ser diferenciados dos demais. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.


Mateus 6:33

Que a preocupação com o que vestiremos, ou o que comeremos, como será o amanhã tudo isso precisa ser revertido para o momento, em outras palavras, quem crê acredita, e quem tem fé aguarda, o cuidado que temos que ter é com nossa integridade, principalmente a interior, porque somos seres frágeis, dependentes, qual de nós se achando superior aos demais, conseguiria acrescentar um centímetro a sua altura, qual de nós conseguia enganar o tempo e viver além do determinado, qual de nós poderia voltar ao passado e corrigir alguma coisa, quem seria capaz de ir ao futuro, viagem ao tempo, ao passado não passa de ficção, os personagens todos fictícios nessas histórias que as vezes são contadas, nem os segredos do fundo oceano o homem desconhece, para aqueles que não tem fé até hoje se discutem a nossa origem, pela fé sabemos como tudo foi formado, criado ou feito, mas a fé para alguns não é aceita como prova, ao contrário para quem acredita a fé é a prova concreta do que não se pode ver e o fundamento das coisas que nós esperamos.

Então meus amigos tudo o que temos independente de quem tem fé ou não, o que nos restou foi o hoje, foi o agora, quando começamos essa reflexão falamos do quão prisioneiros somos do tempo, um dos homens que existiu quando terminou sua teoria, a da relatividade, seu assistente disse que seria preciso que existisse alguém era diferente de nós, que o tempo não o atrapalhasse, alguém que não contasse com dias nem horas, e reposta ao seu assistente foi um sim, existe sim alguém que está muito distante do tempo, aquele que o criou.

Agradeço a sua presença o seu gesto de carinho, sua atenção e comentário, só tenho gratidão.

DEUS abençoe o seu dia o seu momento o seu agora, o seu tempo.


(Claudio Alves de Oliveira)

O tempo e nós

Prisioneiros do hoje