quarta-feira, 26 de março de 2025

NÃO DESISTA





 

NÃO DESISTA


Em certos momentos da nossa jornada, não temos escolhas.

Somos forçados de alguma forma a não ter como optar.

São situações que não podemos ficar comparando.

Tentando entender as razões, os motivos.

Não é o momento para justificativas, nem reclamações.

A situação é delicada e exige todos os nossos esforços.



Como se estivéssemos em um campo de batalha.

E nossos inimigos não darão trégua, lutarão.

Nessa comparação ou lutamos ou atacamos.

Na pior das hipóteses, vamos nos defender.

Mesmos entrincheirados a batalha não perde seu ardor.

Mesmo recuando, será debaixo de artilharia pesada.

Em meios as dificuldades que se apresentam em nossa jornada.

E ai que nos definimos de fato, se somos vitoriosos ou não.

Essas ocasiões que se oferecem diante de nós.

Que não nos deixe escolhas, precisamos agir somente.

Imagine uma corredeira que cada vez fica mais funda.

E velocidade da água só aumenta.

A única opção é sair, não tem mais apoio para os pés.

Nessa reflexão de hoje tratamos disso.

Decisões que precisam serem tomadas imediatamente.

Não tem como esperar mais um pouco.

Ou que outra pessoa faça por você ou por mim.

Temos diante de uma situação assim, uma chance única.

Ou nos desviamos do mal, ou não existirá mais o amanhã.

Tem momentos que não temos a mínima chance.

Precisamos retroceder, sair da frente, evitar.

Se imagine na rodovia, você está na sua mão.

Velocidade permitida, está com toda sua razão.

Da outra pista a uma distância considerável.

Um veículo invade a sua pista descontrolado.

Tem uma fração de segundo para evitar a colisão.

É uma decisão importante, que pode ser a última.

Você e eu precismos acreditar, que existe uma saída.

Que não é o fim, a correnteza pode ser vencida.

Não a deixe envolver, quando se sentir inseguro.

Esse é o momento de sair, enquanto tem apoio para os pés.

Essa é uma mensagem de vida, e um pedido.

Não desista, enquanto respira existe uma chance.

Enquanto fala, pensa e anda ou age, tem vida.

Se existir uma fração de segundos, aproveite.

A razão sempre nos trai, sempre atrapalha.

Deixe o ódio sem a sua força, sem o seu impeto.

Quantos que por causa da sua razão, perderam suas vidas.

Um amigo numa colisão de trânsito tinha toda a razão.

Estava certo, tinha o seu direito.

Mas perdeu sua vida estupidamente por causa da sua razão.

O perigo vindo de frente, desvie do mal.

Uma situação de conflito, fuja.

Uma tempestade com muitos raios, se abrigue.

Um lugar tenebroso, faça um caminho mais longo.

Está doente, procure a medicina.

Ame a paz e fuja da guerra.

Prefira o perdão, e evite a retaliação.

Não lute por uma vingança.

Espere e tenha paciência que vai existir justiça.

Não desista de viver, não desista da vida.

O tempo não está bom para navegar, atrase um dia.

Não corra risco desnecessário.

Nem perca tempo com atrasos.

Nem corra na frente do tempo.

Deixe cada tempo a seu tempo.

Se for lutar, lute para evitar o confronto.

Se for odiar, odeie os seus erros e fracassos.

A vida é preciosa, não a desperdice.

Não desista de viver e de ser feliz.

Um dia a vida nos deixe e tudo termina.

Mas até chegar esse momento.

Faça valer a pena cada momento.

Aproveite cada segundo da sua jornada.

Não desista.


Autor:

(Claudio Alves de Oliveira)

Não desista

quinta-feira, 20 de março de 2025

DA MINHA JANELA




Da minha janela



De uma pequena abertura numa parede.

Pode parecer algo tão simples.

No entanto, é algo tão profundo e complexo.

Assim um mestre da informática nomeou seu invento.

Uma janela para o futuro.

A porta se abre e passamos.

Mas a janela se trata de outra determinação.

Não precisamos nos mover é um ponto estratégico.

DA MINHA JANELA (Acesse para o conteúdo em vídeo)

Diante de situações difíceis esperamos uma janela se abrir.

E com ela um leque de opções se define.

Nos trazendo inúmeras condições de solucionar a dificuldade.

Vamos para algo mais profundo.

Através da janela vi a vida passar.

As pequenas árvores cresceram se tornarem figueiras.

Dali daquele ponto observava.

Quando as primeiras gotas da chuva se despencava do auto.

Se chocando com qualquer coisa quebrando suas moléculas.

Formando outras gotículas menores.

Em um ninho de pássaros vi uma asa se abrindo.

Cobrindo os filhotes tentando os proteger da chuva.

Em outro lugar vi as flores que pareciam agradecerem.

Pequenos arbustos que esboçavam um sorriso.

Em uma árvore, passarinhos pareciam conversarem.

Os céus azul deixou espaço para as nuvens.

Se retraiu para o mais profundo azul.

E a chuva se intensificou molhando a terra.

Penetrando no solo tocando uma pequena semente adormecida.

Que logo germinou e seu broto procurou um caminho.

Até a superfície para sentir o sol.

Da minha janela observei.

Que algumas plantas precisam de cuidados.

Mas existem aquelas que parecem independentes.

Nasce em paredes, no meio das pedras.

Sobrevivem próximo do asfalto, nas calçadas.

São resilientes, resistentes, com vontade de viver.

Da minha janela pode ver.

Uma pequena ave que construía seu ninho.

Amassando o barro e moldando.

Vi um pequeno beija-flor colhendo o polem das flores.

Algumas abelhas no seu intenso trabalho de polinização.

Da minha janela vi a crianças crescerem.

Se tornarem adultas, casarem e terem filhos.

Mas tristemente não consigo ver mais alguns.

Esses deixaram de existirem, terminaram os seus dias.

Alguns muito cedo partiram, outros com mais idade.

Também vi aqueles que se doaram pelo seu próximo.

Mas também vi aqueles que não se importam.

Vivem apenas por si mesmo, amante de si mesmo.

Mas vi pessoas que se importam com as demais.

Que mesmo sem ações, no oculto buscam os céus.

Em favor daqueles indefesos e infelizes.

Da minha janela vi o nascimento e o fim.

Observei atividades geológicas.

Pequenos abalos que se intensificaram.

Placas tectônicas se chocando liberando a magna.

Atividades vulcânicas então se inicia.

Vi quando a fumaça começa seu trabalho.

Liberando fuligem na atmosfera.

O calor intenso derretendo as rochas.

O rio de larvas começa a descer a montanha.

Ou dentro do oceano formando uma cadeia de montanha.

Até que naquele pedaço do mar uma porção seca surge.

Vi da minha janela uma ilha sem formação.

No princípio somente rocha.

Então os pássaros começam a trazer sementes.

E logo nascem as primeiras plantas.

Animais marinhos fazem daquele lugar seu refúgio.

Pude ver de um lugar inóspito.

A fauna e a flora iniciar um ciclo.

Na terra vi as larvas destruírem lugares.

Antigas cidades deixaram de existirem.

E outras no futuro também só serão uma marca.

Partes da história que um dia será contada.

Da minha janela pude ver tantas coisas.

Algumas que impressionam, outras que assustam.

Até coisas que nos entristecem e outras que nos alegram.

As ideias de homens perversos.

Algumas virando leis e outros sistemas.

Vi o caos sendo usado como propósito.

A fome como controle das pessoas.

A falta de conhecimento um ideal.

E a mentira como a base de todo o processo.

Da minha janela vi os corruptos maquinarem o mal.

Criminosos sendo tratado como inocentes.

E inocentes tendo que pagar pela sua inocência.

Pude observar uma revolução cultural.

Uma reengenharia social, o sonho de ditadores.

Vi o tempo passar da minha janela.

Esperando que o tempo abrisse uma fenda de esperança.

Quando tudo parecia impossível.

Quando as forças se foram e as portas se fecharam.

Quando o sol deixou de brilhar e a lua iluminar.

Quando a nossa companhia era a solidão.

Quando a distância era tudo o que tínhamos.

Quando a canção da alegria se tornou tristeza.

Quando a poesia virou agonia.

Quando o silêncio se tornou ensurdecedor.

Quando os minutos se tornaram horas.

E as horas viraram dias, e dias se tornaram anos.

Mas depois da longa espera.

Por uma pequena fresta a janela deixou de ser ingrata.

E aos poucos foi permitindo a entrada da luz.

Até que as trevas perderam suas forças.

E a luz da esperança voltou a brilhar.

Naquele dia vi o sol sorrindo.

E a chuva nem pediu licença fez companhia ao sol.

E a lua curiosa e parecia se aproximar.

E os papéis se inverteram.

Os astros e estrelas queriam se aproximar da janela.

A espera foi longa e quase roubou a certeza.

As dificuldades que surgiram tentavam esconder a esperança.

Os obstáculos que se apresentavam.

As adversidades lutaram para que a janela se fechasse.

Mas o som da melodia em seus acordes.

Demonstra a beleza da poesia em seus versos.

Nos trazendo para próximo, longe do esquecimento.

Cada letra, cada palavra parece ter vida.

Olhando para o tempo, o agora, as horas os dias.

Passam rápidos demais.

Sei que um dia deixarei de ser o expectador.

E a abertura da parede, vai continuar.

Talvez outros e outros serão os apreciadores.

Assim como fui enquanto eu vivi.

A janela, a fenda do tempo vai continuar.

Oferecendo oportunidades, esperança.

E um meio de ver o mundo de forma diferente.

De entender as ocasiões de outra perspectiva.

Autor:

(Claudio Alves de Oliveira)

Da minha janela



 

domingo, 16 de março de 2025

Da Minha Janela Reflexões e Perspectiva



Da minha janela, um mundo de reflexões e perspectivas se revela. Neste vídeo, exploramos a beleza e a complexidade da vida através de uma lente única. Observamos a natureza, as mudanças e as interações humanas que moldam nosso cotidiano. Acompanhe a jornada poética de Claudio Alves de Oliveira, onde cada momento é uma oportunidade para enxergar além das aparências. Da resiliência das plantas à passagem do tempo, este vídeo nos convida a refletir sobre as nuances da existência e a importância da esperança. Junte-se a nós e compartilhe suas impressões! 🌻✨

quinta-feira, 13 de março de 2025

UMA ÚNICA PALAVRA

UMA ÚNICA PALAVRA



UMA ÚNICA PALAVRA


Uma resposta pode demorar uma vida inteira.

E uma vida toda, não responde a questão.

A dúvida de alguns, talvez seja por que não creram.

Ignoraram até mesmo a própria verdade.

Optaram pela revolta e rebeldia.

Em outras palavras, acreditam apenas em si mesmo.

No entanto, para outros basta uma única palavra.

Para que tudo se esclareça, não haja mais dúvida.

Sem a necessidade de levantar muitas questões.

Se aprofundar em estudos profundos.

Que geram mais controvérsias que certezas.

A busca por uma ciência sem respostas.

Se contentam com teorias retóricas.

Que não passam de belos discursos.

São como árvores murchas, infrutíferas.

Como nuvens sem águas carregadas pelo vento.

Odeiam sem causa, não têm honra pelo seu semelhante.

Insuflados por repulsão, ódio e revolta.

Para existir um fato provas são necessárias.

Para uma falácia, boatos é o que basta.

As evidências simplesmente são ignoradas.

E a mentira sendo repetida muitas vezes.

Soam aos ouvidos como se fossem veracidades.

Mencionando o SENHOR JESUS.

O que temos são três escritores.

Os quais foram testemunhas oculares.

Teve outro escritor esse um cientista da época.

Que se converteu ao Cristianismo em outro momento.

Foi um pesquisador e colocou os fatos na cronologia.

Tivemos três testemunhas oculares e mais um pesquisador.

E a maioria dos fatos daquele tempo.

Foram citados em livros antigos, na lei e nos profetas.

Nos dias atuais a arqueologia tem provas.

Mas ainda assim muitos optam por não acreditar.

Como Isaías havia profetizado.

“Quem deu crédito a nossa pregação”.

Como nos dias de Noé, ocorre o mesmo.

Embora naquele tempo só tinha a palavra de Noé.

Mas, que nunca deixou de se preocupar.

Com as pessoas e as avisava de um perigo eminente.

E isso foi durante muitos anos, 120 anos.

Mas a vinda de CRISTO JESUS.

Desde Enoque foi anunciada, os profetas, até nos Salmos.

Como disse lá no começo.

Diante da resposta tão esperada.

A maioria ignorou e fez o que fez.

Entre eles estava o Verbo, a resposta de tudo.

Habitou entre os homens.

Responderia a qualquer questão terrena.

E espiritual, o que estava além do nosso conhecimento.

Ali estava ao caminho, a verdade e a vida.

Ali estava o conhecimento e a sabedoria.

Ali estava o começo e o fim.

Ali estava todas as ciências unificadas.

Para questões dentro da terra e fora dela.

Poderia falar de todos os mistérios.

De tudo que estava oculto dos olhos humanos.

Diante daquele povo estava o CRIADOR E FORMADOR.

Como escrevi em outra reflexão.

O verbo é que realiza as ações.

Enquanto escrevia na areia.

Talvez escrevesse sobre coisas profundas.

Coisas que o homem não conhecia.

E aquelas palavras foram mistérios.

Coisas ocultas dos homens.

Ninguém prestou atenção, ninguém registrou ou leu.

A condenação e execução de uma pessoa com seu erro.

Naquele dia ficou claro.

Que para os homens, isso importava mais.

A acusação, a condenação e execução.

De alguém que errou, esse era o foco.

Outro item ficou ainda mais claro nesse dia.

Que a letra da lei matava.

Mas quando estivesse cumprido toda a lei.

O espírito da Graça vivificaria.

E a letra deixaria de matar.

Seria trocada por palavras vivificantes.

Essa que percorreria o ser humano.

Pelo seu corpo, pela veias e artérias.

Pelo rim, pulmão e coração.

Que chegaria na medula na divisão da alma e do espírito.

Percebe que diferença gigantesca ocorre.

No passado pela boca de duas ou três testemunhas.

Uma vida poderia ser perdida.

Mas embora ignorado pelos homens.

O Verbo trouxe vida para a humanidade.

O Verbo trouxe um caminho para a eternidade.

O Verbo que foi, que é, e que será a Verdade eternamente.

Uma resposta pode demorar uma vida inteira.

E pode ser que nessa vida ainda não seja suficiente.

Para que se esclareça toda a dúvida.

Por isso é tão necessária a fé.

Ela responde a todas as perguntas temporais.

Aquelas questões que são necessárias para a vida.

Uma cura, um milagre, uma multiplicação.

O pedido de um necessitado que é atendido.

Alguém que em segredo implorou por algo.

E suas preces foram ouvidas e atendidas.

Quantos que no oculto implorou e clamou.

E publicamente foram atendidos.

Finalizando esta reflexão me deparo com algo.

Que responde a todas as questões.

Sim, de certa forma, concluo assim.

O amor sincero responde a muitas questões.

E as que não responde é como se as construísse.

Pouco a pouco uma resposta.

Porque o amor contém todos os segredos.

O amor carrega consigo todos os mistérios.

No amor se encontra todas as razões e por quês.

Um dia alguém imaginou que no mundo, restaria três coisas.

A fé, a esperança e o amor.

Mas a maior desta é o amor.

Sem amor não faz sentido ter toda a fé.

E a esperança sem o amor nada é.

Como escreveu o Apóstolo, é só barulho.

Uma única palavra, amor.

Autor:

(Claudio Alves de Oliveira)

Uma única palavra


 

segunda-feira, 10 de março de 2025

COMPLEXO E SIMPLES





COMPLEXO E SIMPLES


Quando amamos verdadeiramente, não existem mais barreiras.

Todos os paradigmas se despedaçam diante de nós.

Quando conseguimos entender e viver realmente o amor verdadeiro.

Vamos mais uma vez tentar falar desse patamar tão elevado.

Que as vezes parece tão inatingível para a maioria dos seres humanos, no qual me enquadro.



Um aspecto tão fundamental que convenhamos deveríamos ter aprendido, desenvolver, mas que por uma fração de segundos deixamos de amar e tudo se torna ódio.

Vamos criar uma cena, está atrasado para algum compromisso, em seu veículo as horas estão passando, e no trânsito se depara com um congestionamento, e a velocidade diminuí, para, continua, e atrás do seu veículo parece que está alguém que quer ultrapassar mesmo sem espaço nenhum, e 1 segundo que se distrai, o cidadão buzina.

Do ódio para o amor é uma longa jornada, leva anos e tempo para que nós desenvolvamos ou cumprimos com esse mandamento de amar incondicionalmente a todos os seres humanos em seus mais diferentes aspectos, sejam manias, loucuras, os mais diferentes caráteres, condições, status sociais, compreender a todos em todas as situações e circunstâncias, até alcançamos esse nível digamos que não será da noite para o dia, mas aquela buzina, um simples gesto pode destruir o que levou anos para conquistar.

O motorista atrás determinou que você o está atrasando e só quer o seu lugar a frente, embora não conseguirá sair daquela fila de veículos.

Creio que tenha entendido a situação que foi colocada, por mais gentis ou amorosos que sejamos, por mais compreensivos que sejamos, esse é o momento que a nossa paz foi de fato tomada, foi tirada porque até tentamos entender aquele motorista apressadinho mas não encontramos nenhuma razão para suas ações.

Veja agora que algo tão simples e corriqueiro pode se tornar muito perigoso, cada ação gera uma reação, e convenhamos uma pessoa que perdeu a paz e capaz de qualquer coisa.

O amor podemos representar como uma montanha muito ingrime, de dificuldades imensas para a escalar, o começo se torna até fácil é uma novidade e isso nos motiva muito, até conseguimos andar, mas conforme o tempo passa começam as dificuldades.

Cada vez que errar os passos precisa voltar e recomeçar, em certo momento precisa parar, pois não encontra mais apoio para os pés, não consegue enxergar uma saída.

De repente precisa descer um pouco, andar nas laterais, até que encontre apoio para os pés para um novo impulso, se pendurar, até que uma janela de oportunidade se abra.

Aprendemos que o simples é mais complexo que possa parecer.

Quando olhamos para a frase que nós acolhemos para a vida, amar a DEUS sobre todas as coisas e o nosso próximo como se fosse nós mesmo, parece ser tão simples e não fazemos ideia da complexidade de tudo isso, o que envolve em sua volta, não temos noção da distância, da altura, da profundidade, da plasticidade, da elasticidade, da energia, da força, da planicidade, percebe que ultrapassamos a perspectiva do 3D, 4D, as dimensões que conhecemos, estamos bem além de tudo isso.

Por essa razão iniciamos essa reflexão falando que quando temos o verdadeiro amor não existem mais barreiras, paradigmas, porque de certa forma alcançamos a excelência, a perfeição, e nada mais nos afeta, tira a nossa paz, ou nossa essência.

Lá no trânsito conforme o exemplo, ou ficamos em paz, nada falamos, ou pedimos calma para a pessoa apressada, ou apenas dizemos “bom dia, DEUS abençoe muito”, se justificar pode ser que a reação seja ainda mais agressiva, na montanha na escalada precisamos tomar folego, o cansaço tem como objetivo as vezes nos impedir de enxergar, encontrar a solução.

Se afastar um pouco do problema, nos faz enxergar a solução, quando estamos muito perto envolvidos não temos uma visão ampla, onde uma possível solução se torna mais evidente.

Alcançar esse alto nível que chamamos de perfeição é um longo e árduo caminho, foram longas batalhas, muitas lágrimas e muitas barreiras para transpor, mas agora existe um problema ainda maior o qual e se manter na perfeição, de agora em diante não pode existir mais falhas, nem erros.

Voltando para o simbolismo, a perfeição seria o topo da montanha, de onde não podemos mais cair, poderia ser fatal, ou nos machucar muito e nunca mais sarar, ou sequelas que nos impediriam de escalar novamente. Sei que me entende, e que depois da queda se sobrevivemos para escalar novamente somente com ajuda, sozinho talvez não consigamos, tudo depende do nosso trauma, nossas feridas e sequelas.

Lá no começo da escalada as quedas são comum, caímos e levantamos, ainda estamos perto do chão, as quedas podem ser acidentais, negligencia, ou até mesmos provocados, mas conforme se aproximamos do topo, os erros devem serem evitados, pode ser que não existam mais chances, pode ser fatal.

Uma vez na perfeição se mantenha assim, uma vez no topo se mantenha longe das beiradas, ninguém mais do que você sabe a dificuldade que foi até chegar onde está, existem situações que precisamos voltar e recomeçar, mas isso é outra reflexão.

Nesta reflexão diria que se chegou até aqui, precisa continuar em frente, não pare, não permita que a buzina de uma pessoa apressada te desequilibre, ou uma ofensa te afete, ou um simples escorregão te faça desistir.

Encontre apoio para os pés e prossiga, se agarre na fé e na esperança, ou abrace a rocha que é CRISTO JESUS.

(Claudio Alves de Oliveira)

Complexo e simples


sábado, 1 de março de 2025

SEMPRE AO SEU LADO



SEMPRE AO SEU LADO


Vai ser complicado para que me entenda.

Ou talvez seja muito difícil eu explicar, mas vou tentar.

Sou bem diferente, me chamam de irracional.

Talvez porque ainda tenho um pouco de selvagem.

Mas cá entre nós, tenho tanta doçura.

Não ando como você anda, nem penso igual.

Mas dentro da minha selvageria, sou muito leal e fiel.

Tento me comunicar da forma que consigo.

Sei que é muto difícil a compreensão.

E entendo que muitas vezes as pessoas ignoram.

Quando você se ausenta não imagina quanta dor eu sinto.

Eu conto os momentos, as horas, os minutos.

Me passa coisas pela minha cabeça, como você não vai voltar.

Que me deixou, que vou ficar sozinho.

Quem vai jogar a bolinha agora, e o carinho como fica.




Na verdade somos ansiosos por natureza.

Não veja a hora de correr, pular em você.

Cheirar-te e lamber seu rosto, parece que foi uma eternidade.

Algumas horas que ficou ausente.

Lamber seu nariz é uma forma de dizer que te amo.

Pular em você é dizer que senti saudades.

Perdoe-me se te sujei, se deixei minhas pegadas.

Ou se quase te derrubei, é minha forma de se expressar.

Peço perdão pela minha natureza selvagem.

Sou diferente de você tenho quatro patas, tenho rabo.

Não tenho voz, não falo o seu idioma.

Mas sou seu amigo é isso que importa.

Vou te contar um segredo, os meus latidos tem horas que são de saudade.

Tive uma amiguinha que a tutora dele se mudou de cidade.

De vez em quando ela não suportava.

Ia até o portão e chorava, gritando e perguntando.

Cade você? Sinto sua falta! Por que não volta?

Estou te esperando! Volta por favor, volta.

Sua vida se tornou triste as vezes compensadas por aventuras.

Ou pela visitas rápidas da sua tutora.

E no fim do dia seu sentimento de tristeza voltava.

E foi assim até seu último dia.

O tempo pra mim e a minha raça é muito cruel.

Passa muito rápido e não perdoa.

E eu preciso viver esse pouco tempo.

Viver intensamente ao seu lado.

Cada momento, cada dia todo minuto é importante.

Perdoe-me por minhas traquinagens.

Não sei o que é pudor, não tenho vergonha.

Como disse somos irracional.

E assim fazemos coisas sem lógica, sem contexto.

Digamos que a maioria das vezes é nosso instinto.

Não temos a fala dos humanos.

Mas fomos privilegiados com uma audição incrível.

Um olfato poderoso e raramente se esquecemos de um rosto.

Se pudesse falar te contaria tanta coisa.

Teríamos tanto assunto.

Mas sei que me compreende.

E que estou expondo aqui o meu coração a minha alma.

Jamais me abandone, isso é muito cruel.

As vezes nos colocam dentro do carro.

A nossa felicidade é enorme, vamos passear.

Mas depois vem a tristeza.

Somos abandonados em algum lugar remoto.

As vezes sem compaixão, nos deixa como companhia.

Um pouco de água, ração e uma corda.

E ali nos deixam amarrados, indefesos e sozinhos.

A espera, uma longa espera que possa passar alguém.

E nos tire daquelas condições.

Outro dia via um amigo nessa situação.

Foi abandonado em uma rodovia e correu atrás do carro.

Até não suportar mais, não acreditava que seria abandonado.

Demorou para entender que não o queriam mais.

Você consegue sentir essa dor, eu pergunto?

Sei que me entende, que me compreende.

Queria que sentisse o que eu sinto.

Tudo o que temos pelos nossos tutores é amor.

É do nosso jeito, da maneira que conseguimos demonstrar.

Somos limitados e não conseguimos ir além.

Mas você precisa saber que tudo o que temos é amor.

Da forma mais pura ou irracional, mas é amor.

Da maneira bem simples e selvagem.

Sempre que você chegar em casa estarei lá.

Não importa se está chovendo ou não.

Pularei em você da mesma forma.

A minha lealdade ninguém pode questionar.

Morreria no seu lugar se preciso for.

Tudo o que preciso é do teu sorriso.

De vez brincar comigo, jogar a bolinha.

Levar-me para dar uma volta.

Preciso da sua companhia.

Um dia a velhice também vai chegar.

Meus olhos não poderão mais me ajudar.

Meus dentes não serão mais os mesmos.

Vou precisar de uma ração diferente.

Não precisa mais jogar a bolinha.

Perdoa-me porque não vou poder te receber no portão.

Embora eu escute e reconheça até o barulho do carro.

Sinta seu cheiro, não encontro mais o caminho.

Não consigo enxergar mais.

Mas sempre estarei ao seu lado.

Não quero ser uma página virada.

Mas um elo de saudade e recordação.

Meu nome é isso que quer saber, são muitos.

Mel, Gringo, Maria Flor, Lobinho, Totó…

(Claudio Alves de Oliveira)

Sempre ao seu lado.